IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


É COPIAR, VILANAGEM!

 

Uma das primeiras decisões do novo PM devia ser, manda a nossa indignação (não confundir com os “indignados”), pôr na rua a dona presidente da escola dos magistrados, toda a sua administração/direcção ou lá o que é, e mandar os alunos todos para casa.

Da mesma forma, conviria que os distintos magistrados pusessem a ferros o presidente do respectivo sindicato, que teve a ousadia de achar que o assunto do copianço era “escusado e lamentável”, em vez de tomar uma atitude menos motivada por meras considerações corporativas.

 

Tudo para a rua!, seria a única solução decente.

Mas não vai ser.

 

O sistema vai continuar. O primeiro sinal de “mudança” dado pelas hierarquias judiciárias e pelos respectivos “representantes” é comunicar, por palavras e atitudes, que vão fazer tudo o que estiver ao seu alcance para que não haja mudança nenhuma.

Sei que vão acusar-me de “fascista”. No entanto, não há quem não reconheça que o sistema de recrutamento de magistrados criado pela democracia não funciona nem nunca funcionou. A justiça “fascista” – à excepção dos plenários – era muito mais credível e inspirava muito mais confiança que a dos nossos dias. Os licenciados que quisessem entrar na magistratura começavam a sua vida profissional como procuradores ou adjuntos, andando de tribunal em tribunal por esse país fora. Aprendiam com a vida, com os truques da barra, com o mundo da burocracia judicial, ganhavam experiência e, passados uns anos, podiam ascender a juízes.

Hoje dá-se-lhes umas lições mais ou menos “expeditas” – como o caso do copianço demonstra à saciedade – e aí vão eles… Passam de estudantes copiadores a juízes enquanto o diabo esfrega um olho.

O resultado são os juízes de cueiros, que, às vezes, nem português sabem. E que, sem carecer de demonstração, não têm nem podem ter um mínimo de preparação sobre a vida e os seus meandros, não “marinaram” nas salas de audiência, isto se tiverem, o que é duvidoso, alguma preparação técnica para o exercício de uma profissão outrora prestigiante e hoje objecto da maior das desconfianças.

 

Vai ser mais fácil cumprir as metas do FMI do que por esta malta na ordem. 

 

21.6.11

 

António Borges de Carvalho



Uma resposta a “É COPIAR, VILANAGEM!”

  1. a falta de qualidade e de rigor em quase tudo tem ultrapassado os limites do aceitável.nunca há responsáveis, quando os há nada lhes acontece.tenho sempre trabalhado no privado e gostava muito que fosse obrigatório (assim como antigamente a tropa) todos fazerem estágio no privado.bom fim-de-semana

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *