IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DROGAS

Em mais uma brilhantíssima iniciativa em prol dos “direitos humanos”, um dos serventuários das malucas do BE avançou com um projecto de lei destinado a “legalizar” o uso de canábis, droga leve, para fins medicinais.

Que eu saiba, para tal fim, o uso de drogas, até das pesadas, como a morfina, é perfeitamente legal, não se percebendo lá muito bem porque há-de ser preciso uma lei do parlamento especificamente para o canábis.

Pensa o comum dos mortais e dizem leis em vigor, que o uso e legalização de medicamentos é coisa que se trata em sede própria, ou seja, no Infarmed, com os seus 350 funcinários, tidos por devidamente habilitados para o efeito e, para já, residentes em Lisboa. Portanto, se o tal canábis for tido por eficiente no tratamento de doenças, é a tal instância que compete reconhecê-lo e regular a sua utilização. Os deputados não só não percebem nada do assunto como são rigorosamente incompetentes para considerar seja que substância for como aplicável em medicina.

Estamos, por isso, perante mais uma iniciativa que não tem nada a ver com o fim a que diz destinar-se.

Então, o que lhe subjaz?

Uma hipótese terá a ver com algum raspanete que as doidas tenham dado ao rapaz: “andas para aí sem fazer nada, tens que dar um ar da tua graça”. O rapaz pensou, pensou, à procura de alguma ideia salvadora, de preferência com um cheirinho a “fracturante”. Como a organização adora drogas e coisas do género, lembrou-se daquela do canábis, no que foi entusiasticamente aplaudido pelas chefes (quem sabe se “chefas”, lá no seio da camarilha). É uma hipótese cruel, reconheço.

Talvez a coisa seja mais funda, isto é, vá mais no sentido dos tais “direitos humanos”. Como o canábis não está, com facilidade, à disposição da respectiva clientela para fins não curativos, as coisas facilitar-se-ão, bastando haver um médico compreensivo para receitar ou até um amigo ajudante de farmácia lá no bairro para vender o estimável produto. Os eleitores do BE e outros consumidores melhorarão a sua qualidade de vida.

Uma terceira hipótese, talvez a mais provável, é a de que a intenção seja tão só aparecer nos solícitos media, a quem matérias deste tipo causam sempre um frisson dos diabos. Ficaram garantidos largos minutos na TV e vastas páginas de jornais. Êxito total.

Nada a ver com a saúde de cada um, mas muito bem organizado.

 

 

13.12.17



10 respostas a “DROGAS”

  1. De drogas pouco sei, mas li e ouvi, com certo pasmo, que Portugal é uma referência mundial no assunto. Aparentemente aqui optou-se por um caminho menos punitivo e isso tem tido resultados fantásticos, ou assim dizem. Quanto à legalização da canábis (marijuana?), pelo que também leio e ouço, já acontece noutras paragens – incluindo os fabulosos EUA tão admirados pelo Irritado. Há muita gente, não apenas o Berloque, a clamar pela legalização da droga em geral: dizem que a actual repressão só é boa para os traficantes. Não sei se será melhor ou pior; mas é verdade que este sistema não funciona. Sendo fácil de produzir e transportar, com tanta oferta em países pobres e tanta procura em países ricos, proibir a droga será sempre uma guerra perdida. É a sua querida lei do mercado.

    1. Não confundamos: o que o berloque quer é usar a coisa como medicamento, o que não é da competência do parlamento. Trata-se de puro fogo de vista, que foi o que denunciei. Quanto às drogas enquanto drogas, não faço ideia de qual será a solução, se é que há alguma. Se, como é da sua natureza, o grupo as quisesse liberalizar, compreenderia. Manobras publicitárias é que não.

      1. É a sua opinião. Quanto às questão dos “tachos na CML”, qual a opinião?

  2. Ó Irritado, e sobre o escândalo dos tachos na Câmara de Lisboa? Ninguém pediu da Raríssimas; eu é que já falei nos tachos da CML três vezes. E nada. Mau! Não me diga que tem mesmo lá um afilhado a rapar o tacho…

    1. Os deputados da AML, que eu saiba, não ganham nada para além de umas senhas de presença sem expressão que se veja. Os vencimentos das meninas e meninos dos partidos que tratam de burocracias não me chocam por aí além, sobretudo agora que a CML está a abarrotar de dinheiro, impostos, taxas, taxonas e outros assaltos aos bolsos dos munícipes, aplicados em disparates, tipo ciclovias, bicicletas, reduções de espaço vital para o trânsito e outras perseguições e limitações à liberdade de cada um.Francamente, do que li no Sol, não vi que a dimensão do escândalo merecesse as minhas diatribes. Para seu cabal esclarecimento, digo-o no post, o que me excitou foi o desafio acerca do Morgado, não directamente da Raríssimas, que veio por arrasto.

      1. Ao fugir à questão principal fico com a sensação que o seu Q.I. é elevado!

      2. Não o choca por aí além? São 3.700 euros por mês, mais IVA, para largas dezenas de assessores mais secretárias. Sabe o que custa a um negócio honesto lucrar isso – não é facturar – para poder pagar isso a alguém? Sabe quantas pessoas em Portugal ganham isso por mês? E quantas ganham 1/6 – um sexto – disso ? Sabe quantas acordam às 6 da manhã, apanham um autocarro, um barco e um metro para chegar ao trabalho, depois o mesmo para voltar a casa, para ganhar 600 e tal euros por mês? Todos os dias, toda a vida? Sabe quantas têm um problema ou uma necessidade, uma dívida ou uma operação, de uns milhares de euros, e são perseguidas e penhoradas pela Banca ou pelo Fisco por não poder pagar? Sabe o que é viver com umas centenas de euros no banco, sempre a trabalhar, porque todos têm de trabalhar, não é?, e cada um tem o que merece, não é?, enquanto a filha-da-putagem pulhítica atribui a si mesma isto por mês, fora mordomias, por um cartão partidário ou uma cunha? Sabe o que isto faz à decência, ao mérito, à lógica disto tudo, ao sentido da vida? O Irritado sabe? E não o choca por aí além?

        1. Sendo o Q.I. do Sr António elevado, esses ganhos privados (perdas públicas) nunca o poderiam chocar.

        2. Tem razão. De facto, ao ler a coisa (o Sol) por alto, não realizei que os vencimentos eram tão altos, pelo menos em relação ao trabalho dessa gente, que é pouco e não exige qualificações especiais. Mea culpa.

          1. Claro sr irritado, a lei das probabilidades é um poderoso “amortecedor”!

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