IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DOS MALEFÍCIOS DO SOCIALISMO

 

Segundo os jornais, à grande manifestação organizada pela dona Helena contra o abandono do património edificado de Lisboa assistiu um número indeterminado de pessoas, chegando os dedos de uma mão para os contar. Como o Irritado é generoso, faz a coisa por cima: estavam lá cinco pessoas. Daqui se vê o entusiasmo com que a população alfacinha correspondeu à brilhante iniciativa, bem como a confiança do povo na eficácia das ideias da senhora.

 

O que não quer dizer que não haja prédios abandonados ou a cair por todos os lados, e que isto não seja um grave problema.

Se acreditarmos no que diz o movimento da dona Helena, haverá em Lisboa 60 mil andares vazios (?!). Haverá 322 prédios da Câmara abandonados, e uns 60 do Estado. Por contas nossas, só a Câmara e o Estado terão, no seu património, uns 3.000 andares abandonados.

Ora como a Câmara, nas palavras da dona Helena, já gastou 500 mil euros em obras coercivas, a primeira pergunta que o cidadão pode fazer é esta: por que raio de carga de água é que a Câmara, em vez de andar a encravar os proprietários com obras coercivas, não aplica o dinheiro nos andares e prédios de sua propriedade? Porque não avança a dona Helena com uma moção para que comece a ser a Câmara a dar o exemplo? Não seria melhor do que andar a juntar cinco gatos-pingados na rua para vir nos jornais?

 

O problema, meus amigos, é sempre o mesmo: o socialismo. O socialismo que, desde os negros tempos da I República vem destruindo o património, público e particular, hoje agravado pela monumental estupidez do governo do senhor Pinto de Sousa, que pariu essa monstruosidade terceiro-mundista do NRAU?

O culpado não é o socialismo do Afonso Costa, do Salazar, do Vasco Gonçalves, do Mário Soares, do Pinto de Sousa?

Não é esta recusa sistemática de reconhecer a origem do problema, o que causa a degradação de que a dona Helena e os seus cinco apoiantes se queixam?

Porque é que se põe as questões de pernas para o ar e se persegue os espoliados em vez de ser o espoliador a pagar os prejuízos?

Porque é que se diaboliza os cidadãos, em vez de encarar as questões de frente?

Porque é que, em nome do “social” da “cidade” dos “direitos” (de quem?), não se procura ir ao fundo da coisa e, a partir daí, tentar uma solução mais ou menos consensual e, pelo menos, praticável?

 

António Borges de Carvalho


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