Dados os monumentais falhanços que caracterizaram as últimas manifetações “de massas”, o camarada Carlos voltou à táctica de “secções”: uma vai para o ministério A, outra para o B, uma terceira para o C, e assim por diante. Fácil, barato, e dá muito tempo de antena, com histórias várias para inglês ver e “profissionais” solícitos a dar-lhes cavalaria.
Parece que , esta noite, uma secção foi escalada para a casa particular do Primeiro Ministro. Porca originalidade. Intromissão rasca na vida privada do homem. Mas a malta da “informação”, devidamente instruída quanto às movimentações que o comité central lhes anuncia, lá estava, solícita, veneradora e obrigada por lhe darem mais umas dicas para encher o tempo dos telejornais e as páginas da imprensa.
É o ovo de Colombo. Menos investimento, o mesmo barulho público, ou mais, e mais repetido. Bastam vinte ou trinta mânfios, bem treinados e pagos, para criar um “acontecimento” digno das maiores honras “informativas”.
O que espanta não é que o Carlos tenha estas luminosas ideias ou que disponha, para elas, de bem arregimentados executores. Espanta, sim, que os “critérios” do nacional-jornalismo estejam ao seu serviço.
E espanta ainda mais que haja membros do governo que se proponham “conversar” com os tipos do regimento. Tipos que não querem conversa de nenhuma espécie, só tempo de antena e páginas de jornal para repetir a cassete.
27.11.13
António Borges de Carvalho

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