IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DO TRIUNFO DAS ALFURJAS

 

Hoje é dia de luto. O Costa vai içar, nos Paços do Concelho, a bandeira do partido republicano, arremedo grosseiro da Bandeira de Portugal.

Os assassinos do Senhor Dom Carlos subiram ao poder há 99 anos, supremo prémio do seu hediondo acto. Sobre o cadáver do Rei erigiram a segunda das nossas maiores desgraças políticas: 16 anos de terrorismo “democrático”, 40 de ditadura, 1 de comunismo. Verdadeiro Alcácer Quibir destituído de honra e de virtude, a república destruiu a democracia reinante para instaurar o período mais negativo e mais injusto da História de Portugal.

História de Portugal? Talvez não. É que a Constituição que temos, filha do socialismo totalitário e do republicanismo jacobino, reza, no seu primeiro artigo que “Portugal é uma República”. Não é um País, nem uma Nação, nem uma Pátria. Define-se como república, ou seja, limita-se como república, o que significa (não se trata de semântica!) que, antes da república, Portugal não existia. Têm razão, os tipos: a história de Portugal, para eles, começou em 1910. Se São Mamede terá sido o instante fundador de uma Pátria, o 5 de Outubro foi o seu fim, substituída que foi por uma coisa, a república, a qual, ainda hoje, nada significa no coração dos portugueses, a não ser por inércia, a nossa mais triste “qualidade”.

5.10.09  

António Borges de Carvalho


6 respostas a “DO TRIUNFO DAS ALFURJAS”

  1. A implantação da republica acontece pela falência da monarquia.Em boa verdade, a nossa monarquia não era um mar de rosas!Todavia,prefiro um presidente eleito que um rei por sucessão !!!

    1. Caro TecelãoTem razão, pode dizer-se que o regime caíu por causa da sua própria fraqueza.O problema é que a demagogia republicana, sem razões nem doutrina que valesse, erigiu o Rei como inimigo principal. O que não estava certo era o funcionamento do sistema político constitucional e democrático em vigor. A reforma do sistema político não implicava a queda do regime, o que, aliás, se veio a provar à saciedade. A república agravou os males do parlamentarismo monárquico (cf. Vasco Pulido Valente, “O Poder e o Povo), deu cabo de muitas liberdades existentes (cf. César de Oliveira “O sindicalismo e a Primeira República”), proibiu a fundação do Partido Socialista (anarquista q. b.), meteu-nos numa guerra que não era nossa com medo de perder as colónias (!?), etc. etc. Se a I república teve alguma virtude, sobretudo nos campos do direito civil, da alfabetização e da laicisação do Estado, os seus monumentais defeitos são mais que evidentes. Hoje, quase passada a “clubite” republicana, está provado, por dúzias de historiadores, a desgraça que ela foi.Comemorar o quê??? Os assassínios? A bancarrota? O caudilhismo? O poder da Carbonária? As revoluções, as golpadas, as conspirações, o terrirismo?Quanto à excelência da representação nacional através de um Rei, não faltam experiências e provas a tal respeito na nossa Europa. Olhe para ela!

  2. Gosto sempre muito de ler os seus artigos.Este merece só um pequeno reparo, não para o emendar, para esclarecer melhor quem os leia.O regime republicano (que se descobriu agora “ter ética”) ergueu-se também sobre a morte do Príncipe D. Luiz Filipe, que nos seus 21 anos jamais cometera qualquer agravo político. Raramente se fala nesse infame acto, que define bem aqueles que o praticaram.Afonso Costa combateu o analfabetismo? Foi antes de tudo um assassino de pessoas inocentes, pois a propósito dos adiantamentos da lista civil (para eles, como para estes, sempre o dinheirinho), uma enorme trapalhada em que por cobardia dos sucessivos governos (tal como os de agora em relação ao défice) foram deixando o problema tomar enormes proporções. Tudo isso está mais que escrito, só que disso ninguém fala.Tal como sempre omitem que a nossa bandeira verde-rubra era precisamente o pavilhão da Carbonária, ou seja, o despudor dessa gente chegou ao cúmulo de erigirem a suas cores como símbolo de Portugal. E esses historiadores Rosas e outros, tão estudiosos, tão sábios, tão isentos — nunca o referem.Quanto à preferência de um presidente eleito, em vez de um rei que represente o País, basta ver aqueles que ocuparam o lugar desde 74: Spínola, um vaidoso que começou por trair os Flechas e acabou por se sujeitar à ignomínia de receber das mãos de Soares o bastão de marechal; Costa Gomes, que traiu tudo e todos, expoente máximo da duplicidade e baixeza; Eanes, apoteose da mediocridade, que na tentativa de prolongar o seu mandato, criou um partido de cima para baixo; Soares, absolutamente inqualificável, sumo-sacerdote da corrupção, um nojo; Sampaio, outro presidente-de-todos-os-portugueses, tanto que rasgou o seu cartão de militante, mas que na hora da verdade (relatório das sevícias, demissão de Santana) foi um abjecto servidor do seu partido; e agora este pobre Cavaco, enrodilhado por esse laparuço (semelhante ao Otelo no prognatismo, no corte de cabelo, no uso do “pá” e na mania que é valente) que nos leva para o abismo como Lear (“tristes tempos estes, em que os loucos guiam os cegos…!”)Definitivamente, monarquia.

    1. Obrigado pelas achegas. Quando se diz que o Rei pode não ser personalidade tâo sábia, ou inteligrnte quanto se esperaria de um chefe de estado, olhe-se o que temos tido!Antes um Rei apagado que um presidente elito, por mais esperto que seja.

  3. Apostila ao anterior:Por escrever apressadamente, acabei por omitir as culpas de Afonso Costa no assassínio do Rei. Este “ético republicano” que cometeu violências sem nome contra o clero, como se fosse crime acreditar em Deus, incitou, a propósito dos adiantamentos, do seu assento de deputado eleito em eleições livres (como depois não promoveu) a que matassem o Rei: “… por muito menos que isto rolou no cadafalso a cabeça de Luís XVI!” e sustentava a sua acção política em “havemos de os obrigar às cedências que rebaixam ou às violências que revoltam”.Era este o espírito da 1ª república, com os resultados que todos conhecemos – e estes socialistas de agora, seus descendentes em linha recta, relesmente silenciam.

    1. A História é uma coisa, as histórias que nos contam, e às nossas crianças, são outra. Costuma dizer-se que a esperança dos justos é que, um dia, a História ressurja, verdadeira, das cinzas das memórias distorcidas.Não sei se haverá lugar para esta esperança. De qualquer maneira, acho que só a passagem de mais uma ou duas gerações começará a deixar que alguma luz paire sobre estas matérias.Não será no meu tempo, mas quem sabe?

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