IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DO PRAZO DOS CONTRATOS

 

Estou de acordo com o PC e o BE no combate aos contratos a prazo. O problema é que os partidos comunistas, mais recauchutados ou menos recauchutados, têm, como sempre, as “soluções”, só que de pernas para o ar.

No caso, a fim de lutar contra os contratos a ditos a termo certo, os dois partidos clamam por uma reforma laboral que recoloque, correctas e aumentadas, as normas caídas há cerca de 5 anos. Mais uma reversão que, excepcionalmente e por enquanto, ainda não obteve o acordo do chefe da geringonça.

Se os comunistas, tanto estalinistas como enverhoxistas e similares, quisessem, com alguma sinceridade, lutar pelos contratos de trabalho sem prazo, proporiam o contrário, ou seja, a liberalização da lei laboral.

Porquê? É simples. Os empregadores, dada a, ainda brutal, rigidez da lei, fogem dos contratos sem prazo porque não querem ficar amarrados a colaboradores que não colaboram, que não se adaptaram, que não estão à altura das tarefas que lhes estão destinadas, que fazem gazeta por tudo e por nada, que abusam dos atestados médicos ou que, simplesmente, se tornaram redundantes em função de alterações na vida da empresa. É essa a razão do “triunfo” dos contratos a prazo.

Se a comunagem der a volta ao generalíssimo da geringonça, ver-se-á, inevitável, a consequência lógica: nova proliferação dos contratos a prazo. A cáfila sabe isto tão bem como eu. Então porque quer agravar o que diz querer “curar”? É simples: o objectivo é criar agitação, arranjar bodes expiatórios e, enganando os trabalhadores, vir a pôr de pé os “amanhãs que cantam”, pôr a malta toda às ordens dos sindicatos, já que nos sindicatos manda ela. Sobre as ruínas de uma sociedade anquilosada pela propaganda, construir um poder indiscutível.

Não foi sempre esse o resultado do verdadeiro socialismo?

 

6.2.18    



2 respostas a “DO PRAZO DOS CONTRATOS”

  1. Sou empregador, como sabe, e confirmo que um contrato sem termo é um risco e uma chatice; daí ser geralmente reservado a apostas seguras, à malta que prova ter mesmo valor. Ainda assim, se facilita o despedimento dos contratos sem termo, então qual a diferença destes contratos? Não estou a dizer que seria mau: até concordo, com as devidas adaptações a microempresas, pequenas empresas, médias empresas e mamões. Esquece-se sempre, tal como o legislador, da ligeira diferença entre o Ti Manel e a SONAE. Mas o facto é que o contrato sem termo, na prática, deixaria de ter a vantagem que os comunas (e uns 90% dos candidatos) pretendem: a segurança do emprego, a menor probabilidade de se ser despedido. Não acha que eles sabem disso?

  2. Ó Irritado, então e o Sampaio da Nóvoa como “representante permanente de Portugal junto da UNESCO”? Que luxo, hã?Dantes, a mama era garantida depois dos tachos pulhíticos: arranjava-se sempre um cargo, uma consultoria, etc. Agora já nem é preciso nem ter tido tacho: basta ter sido candidato!

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