IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DO “NEO-LIBERALISMO” SOCRETINO

 

 

Andam para aí umas almas, tipo Soares, Jerónimo, Louça, Silva, Alegre e camaradas diversos, a clamar contra o “neo-liberalismo” do senhor Pinto de Sousa.

Ou andam enganados, ou a ambição e a cartilha são mais fortes que eles.

 

Ao contrário dos clamores dos ditos, o Estado vai crescendo como no tempo do senhor Guterres, a regulamentarite aguda cada vez está mais próspera, os ataques às mais elementares liberdades com a aldrabófona desculpa de “Bruxelas” estão a dar os mais horríveis frutos, o simplex é uma miragem mentirosa, a reforma do Estado não existe, os impostos são cada vez mais insuportáveis, e por aí fora. Agora que as eleições já não estão tão longe como isso, lá vai o Estado admitir mais funcionários, em vez de os dispensar!

 

O neo-liberalismo, seja lá isso o que for, ou o liberalismo, que é alguma coisa, simplesmente não existem em Portugal. O que existe é um estado socialista, neo-socialista se quiserem, omnipresente, que, cada vez mais, garrota a economia e parasita/paralisa os cidadãos.

Liberalismo é coisa que nunca existiu em Portugal. Os portugueses são uma cambada de idiotas a quem a liberdade só faz mal, não é? Pelo menos era o que dizia o Doutor Oliveira Salazar.

 

Vêm estas doutas observações a propósito de dois exemplos, claros e recentes, da intromissão abusiva do Estado na nossa vida, consumindo o nosso dinheiro em proveito próprio. À boa maneira socialista, como é óbvio.

 

A Caixa Geral de Depósitos, hediondo e sequioso monstro, acaba de fazer um aumento de capital. Quem o subscreve? O accionista único, ou seja, o Estado. São só quatrocentos milhões de euros o que o governo do senhor Pinto de Sousa vai sacar aos nossos bolsos. Para quê? Para a CGD “investir no estrangeiro”. Quer dizer, o banco do Estado, não contente com andar a comprar por cá empresas (com critérios discutíveis, se não idiotas, diga-se), como a Sumolis ou a Compal, não saciado com o lançamento de uma rede de hospitais “privados” (???!!!), resolve “investir no estrangeiro”. Se calhar vai pôr-se a comprar fábricas de caricas para o sumol na Patagónia, latas para o compal no Bangladesh, ou seringas para o hospital em Marrocos, a fim de fazer a “integração vertical dos ramos de negócio em que o espantoso Estado português, à semelhança dos seus parceiros privilegiados – a Venezuela e a Líbia, por exemplo –, passou sou a ser “operador económico”.

 

Querem mais socialismo, ó soares, ó jerónimos, ó louças, ó silvas, ó alegres? Mais ainda?

 

Então tomem: a RTP, outra empresa do Estado, convertida pelo senhor Pinto de Sousa e pelo (outro) Silva em trombone governamental, dita de “serviço público” (entenda-se, ao serviço do governo), comprou uns jogos de futebol por dezasseis milhões de euros. Como se trata de uma empresa cronicamente deficitária (só o não foi quando o PSD tomou conta dela e a libertou da politiquice), quem paga os dezasseis milhões? A publicidade? Ou será que os dezasseis milhões saem dos trezentos que, todos os anos, nos são sacados para sustentar a coisa?

 

Querem mais socialismo, ó soares, ó jerónimos, ó louças, ó silvas, ó alegres? Mais ainda? Então tomem lá as armas de São Francisco, que lhes manda o Irritado.

 

António Borges de Carvalho

 

 

ET. Em relação aos investimentos da CGD, veja-se o panegírico dos ditos na página 7 do jornal “Sol”(crates) de sábado passado, a fim de ficar ciente do que anda nas cabecinhas pensadoras daquela gente.


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