IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DEMAGOGIA, POPULISMO E CONTAS DE SOMIR

Afinal o que é o serviço público de televisão?

Será o que a RTP fornece ao respeitável público há anos e anos, futebol, concursos, telenovelas, filmes de pancadaria, notícias, publicidade, etc.? É ou não é exactamente o mesmo que fazem a SIC e a TVI? Então são todas de “serviço público”, ou nenhuma o é? O que distingue a RTP das outras?

O que as distingue é que a SIC e a TVI correm por conta de quem as tem. Se dão lucro é com elas, se não dão o problema é delas. Não pedem nada a ninguém. A RTP, para o mesmo efeito, custa ao erário público centenas de milhões de euros por ano (este ano parece que já lá vão uns quinhentos…) e ainda recebe o imposto da factura energética, mais as receitas da publicidade.

Para quê? Para nos dar mais do mesmo e andar, regurgitante de subsídios e impostos, a concorrer com as outras no mercado da publicidade?

Faz sentido? Faz sim senhor, pelo menos na douta opinião do PC, do BE, do PS e, de certa forma, até do CDS. Na de qualquer cidadão minimamente responsável e modicamente inteligente, não faz sentido de espécie nenhuma.

 

OIRRITADO tem vindo a condenar a privatização da coisa. Não porque seja contra as privatizações. Nem por sombras. O IRRITADO defende a pura e simples extinção do monstro, a venda do património, o pessoal para a reforma ou a rua com a indemnização da lei, a RTP Internacional e a RTP África contratadas com terceiros, contratos decentes, e pronto. Pendurice crónica nunca mais!

                                                                                                  

Olhe-se o que tem sido a demagogia, o populismo barato, a raiva, desencadeados por uma entrevista de um senhor que trabalha para o governo e defende a extinção da RTP2 e a concessão da RTP1 a privados.

“Todos os países têm serviço público de televisão”, dizia ontem um tipo do PC a quem a SIC Notícias dá abrigo não se sabe bem porquê. Terão, e se calhar custa-lhes uma fortuna. A extinção da RTP, a dar-se, poria Portugal à frente deles todos, já que a extinção destes cancros se vai dar por todo o lado, mais tarde ou mais cedo, quer se queira quer não. Se o fizéssemos, seria a primeira vez desde os descobrimentos em que estaríamos à frente de todos!

De resto, a coisa (a hipótese Borges) tem merecido os mais soeses insultos, crime, roubo, abuso, o caneco a quatro.

Os trapalhões do costume vociferavam, até ontem, contra a privatização. Merecem o crédito que merecem já que, sendo tais parlapatões contra todas as privatizações (tantos ões!), estariam sempre contra. Agora, que, segundo Borges, não vai haver privatização, são contra a concessão da coisa a terceiros, pagos com o imposto habitual, mas sem as centenas e centenas de milhões de “indemnizações compensatórias” da RTP (para compensar o quê?). Até o CDS, com um dos ataques de socialismo primário que frequentemente o assolam, veio, ou esquivar-se ou mandar à SIC um político hábil em dislates ditos com o ar mais sério deste mundo: o senhor Ribeiro e Castro.

Enfim, a luta anti-Borges é o que está a dar. Bem fez o governo em mandá-lo dar a cara. Olhem se fosse o Relvas!

Veja-se as contas que a Impresa, inimiga figadal seja de que medida for que altere o status quo da RTP, mandou fazer e espalha aos quatro ventos, na SIC, no “Expresso” e nos papalvos que as tomam por boas. Assim: o feliz concessionário que, na opinião dos calculadores da Impresa, ao contrário do que disse o Borges, não pagará nada ao Estado, vai receber 150 milhões do imposto, mais 50 milhões de publicidade, 200 milhões ao todo. Como vai gastar 180 milhões, terá um lucro garantido de 20 milhões por ano. Um raciocínio elementar, que os órgãos de “informação” se apressaram a tomar por bom. Falta  explicar onde está a garantia de que o imposto atingirá os 150 milhões, como se pode atribuir 50 milhões à eventual publicidade e como se sabe que o concessionário vai gastar 180 milhões e não 124 ou 239. Pequenos pormenores a que ninguém parece ligar.

Eis como a aldrabice pura e dura passa a verdade, se for bem e muito repetida, como diria, com carradas de razão, o camarada Vladimir Ilitch Ulianov.

 

O IRRITADO volta à sua. Pancadaria por pancadaria, mais valia que o governo acabasse com o cancro de uma vez por todas. Levar na touca, leva de qualquer maneira. Já agora, era de aproveitar. Mas está lá o CDS, o que é uma chatice.

 

25.8.12

 

António Borges de Carvalho



10 respostas a “DEMAGOGIA, POPULISMO E CONTAS DE SOMIR”

  1. Confesso que fiquei perplexo quando ouvi: após tanto tempo, tanta promessa, e tanto barulho, vamos continuar a pagar a “contribuição audiovisual” na factura da luz? E ainda nos anunciam, todos contentes, que o Estado vai poupar não sei quantos milhões? Porreiro, pá! Então e NÓS, que continuamos a ser CHULADOS todos os meses, quer tenhamos TV ou não, quer vejamos a RTP ou não? Ah, mas nós não somos o Estado… claro. Aquela história de “o Estado somos todos nós”, só funciona num sentido. O Irritado pergunta: onde está a garantia de que o imposto atingirá os 150 milhões? Ora essa, onde havia de estar: são ELES que definem a “contribuição”, e toda a gente paga electricidade! Talvez o Sr. Borges e o Sr. Relvas achem que a factura da EDP é demasiado leve, sobretudo desde que subiram o IVA para 23% – é justo, ter electricidade é um luxo… Pouco me importam as alucinações da “esquerda”, ou do CDS: este Governo tem maioria absoluta, tem a faca e o queijo, tem o álibi da Troika, e jamais corta a direito senão para uma coisa – SAQUEAR a população.

    1. Fará a justiça de reconhecer que a “tese” do irritado a este respeito é bem diferente da do governo.No entanto:- A constituição obriga ao tal “serviço público”;- O governo está comprometido com o acordo que o PS negociou para sacar umas massas- A solução Borges é a que ajuda mais a reduzir o défice deste ano e retira, nos anos subsquentes, centenas de milhões à despesa pública, ou seja, ao destino dos nossos impostos. Se mantem a “contribuição audiovisual”, qualquer outra solução a manteria, a não ser a extinção ou a privatização, para a qual parece, naturalmente, não haver clientes.- Assim, parece que a solução Borges não é, nem estúpida nem mais gravosa que as demais.Quanto aos 150 milhões, interpretou-me ao contrário do que eu queria dizer, com certeza por mau português ou falta de cuidao da minha parte.É evidente que tudo isto é um “molho de bróculos” dos diabos. Mas venha o mais pintado descobrir melhor forma de acabr com ele, a começar pelos que berram por um serviço público que nunca existiu, e fazem disso arma de arremesso.

  2. Sobre “DEMAGOGIA, POPULISMO E CONTAS DE SOMIR”, trnscrevo, com a devida vénia, o que li em:http://o-antonio-maria.blogspot.pt/{2012, janeiro-junho— importações de bens e serviços: 28.033M€ + 5.172M€ = 33.205M€— exportações de bens e serviços: 22.846M€ + 8.590M€ = 31.436M€O texto que vem publicado no sítio do governo «In Portal do Governo (ver Boletim do BdP)» é uma autêntica contorção retórica para tentar vender o invendável, isto é, que Portugal tem vindo a colocar a sua balança comercial em ordem, com as exportações a superar as importações. Em primeiro lugar, os números do INE mostram claramente que continuamos a importar mais do que exportamos. Por outro lado, se ficamos a saber o que agravou o peso das importações —alimentação, bebidas, combustíveis e lubrificantes—, já na melhoria da performance das exportações falta esmiuçar os agregados compilados.Depois deste arrazoado inútil vamos ao que interessa.O valor das importações de produtos alimentares e bebidas sofreram, entre janeiro e junho deste ano, uma variação de +88,2%, repito +88,2%! Este, sim, é um número que deveria preocupar o governo, em vez de o levar a filtrar fantasias demagógicas sobre o comportamento atípico das nossas importações e os efeitos depressivos da austeridade orçamental, do terrorismo fiscal e da pulhice financeira em curso. O Index Mundi mostra uma subida de preços dos Food and Beverage, entre janeiro e julho deste ano, na ordem dos 10,8%, e uma subida do preço do trigo na ordem dos 25,8%. Como explicar os +88,2%, senhor Gaspar, senhor ASP, senhor Passos de Coelho? A importação de combustíveis e lubrificantes, apesar do decréscimo do uso e da circulação automóvel, tiveram uma variação em valor de +16,0%. Que tal, de uma vez por todas, em vez de ler as patetices do Expresso desta semana sobre a abundância petrolífera mundial, optar por uma viragem estratégica e urgente do nosso modelo de transportes e mobilidade? Com a fiscalidade verde a pisar duro além-Pirinéus, a importação de alimentos pesará cada vez mais negativamente na balança comercial, e os TIR, depois de novas guerras no asfalto, acabarão por encostar. Já alguém pensou, nomeadamente no parlamento, que este assunto é demasiado grave para continuar cativo dos gabinetes do costume? A grande queda nas importações, por sua vez, dá-se no material de transporte e acessórios, presumo que e sobretudo na importação de automóveis e respetivos acessórios — um ajustamento inegável, que poderia ser ainda mais acentuado e benéfico se acabassem com o bacanal que é a importação de automóveis de luxo para a burocracia do estado e das empresas públicas e fundações que vivem exclusivamente à custa do património público e dos impostos. Por sua vez, o aumento de 3,5% nas exportações de material de transporte e acessórios deve-se provavelmente à saída em massa de material de transporte usado em obras públicas! Finalmente, a saída para fora do país de máquinas usadas nomeadamente na construção civil e em obras públicas teve, imagino, um importante impacto na subida de 23,5% das exportações de bens de capital e acessórios (que incluem, segundo o BdP, “máquinas, exceto material de transporte”.) Sobre a farsa do défice orçamental, estamos conversados! Repito o que escrevi no Facebook: o ministro Gaspar, se fosse sério, demitia-se. Não por não ter conseguido aumentar as receitas, que conseguiu, apesar das perdas no IVA, mas por não ter baixado a despesa onde mais era preciso (nas denominadas rendas excessivas), como prometeu à Troika e a todos nós, submetendo-se, com todo o governo, a começar pelo subalterno do BES que hoje é PM, aos rendeiros e burocratas de sempre. No entanto, ministro Gaspar, ainda tem uma hipótese de emendar a mão. Sabe porquê? Porque a situação económica, social e financeira de Portugal vai agravar-se no próximo ano, e muito!}

  3. Demagogia é o que deliberadamente o irritado pratica em matéria de TV,porquanto mistura planos para que pareça licita a trapalhada do DR. Relvas.Toda a gente percebe que o PPD quer através desta sacanagem pagar a quem lhe criou as condições para ir ao pote.Apesar de tudo sempre pensei que o irritado fosse mais inteligente e não abordasse este assunto,mas a cegueira ideológica é mais forte!!!

    1. Em termos de “trapalhadas” (leia-se “vigaristas”) entre o JS e o PPC venha o diabo e escolha. Estão bem um para o outro!o Irritado é um “triste”, assim como o senhor é outro “triste” (de ideias, leia-se).Ambos sõa “vigaristas”.

    2. ó TECELÃO RUFA O TAMBOR E PÕE OS PÉS NO CHÃO.Leva o martelo pró Sâo João e a Geringonça porque não?Apanha umas marteladas no pescoço (francês) Não chores mais .. brão

  4. Um “recado” ao Angelo…Ò Angelo C., as “fodas” estão assim tão caras que tenhas necessidade de venderes o País (RT-PPP)?Até as “laranjas ilustres” estão assustadas!!!

  5. Sabiam que quem vive num andar paga mais taxa audiovisual que quem vive na vivenda? Paga pelo contador que está no andar mais a parte que lhe cabe relativa ao contador comum? Esse gapás Mogais Sagmento é um génio. E mais! Ao contrário dos ingleses que continuaram com a sua BBC, meteu a RDP, que chegou primeiro, na RTP. É assim. Privatiza-se e o povo é roubado. Nacionaliza-se e o povo roubado é.

  6. Não será… sumir???

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