IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


CATASTROFOMANIA

 

Uns dois anos passados sobre o pânico da gripe A, deliberaram as autoridades incinerar 1.300.000 vacinas destinadas a aniquilar os terríveis efeitos de um tal H1N1 que, segundo a ONU e quejandos, se preparava para aniquilar a humanidade.

É hoje evidente que o tal H1N1, de cuja existência a malta não sabia, era coisa que já andava há muitos anos em engripar o cidadão. É hoje evidente que, durante a terrível “pandemia”, morreu de gripe mais ou menos o mesmo número de pessoas que teria morrido sem ela.

Entretanto, o SNS, zeloso como pucos, gastou um número indeterminado de milhões, 9.700.000 dos quais vão ser gloriosamente incinerados. Culpar o SNS? Não creio. O SNS fez o que lhe era indicado por autoridades “científicas” desgraçadamente indiscutíveis, provenientes dos semi-deuses da ONU. Acresce que os particulares gastaram milhões em Tamiflu e outras porcarias, mais uns vastos cobres em desinfectantes para as mãos, máscaras de tapar a respiração e outras inutilidades comerciais.

Parece que seria justo que os autores desta milionária cegueira fossem incriminados por propositado falso alarme. Mas eles continuarão sentados nos seus “científicos” tronos. E continuará a haver os interessados em vender materiais cuja indispensabilidade é garantida por tantas e tão “credíveis” autoridades.

Quem vai pagar os triliões que, por esse mundo fora se gastaram sem qualquer sombra de utilidade? A ONU? Mas de quem é o dinheiro da ONU? É de quem lá o pôs. Se a ONU pagasse o que fez os Estados gastar, pagaria com o dinheiro dos mesmos Estados! A seguir, como é natural, faria recair sobre os mesmos as necessidades financeiras criadas com as devoluções e as indemnizações. Ou seja, continuavam os mesmos a pagar, pelo que queixar-se não serviria para nada.

Exigir que os inventores do alarme vão imediatamente para o desemprego ou para um campo de concentração onde não possam fazer mais mal seja a quem for? Claro! Mas quem se atreve a contestar as sacrossantas agências encarregadas de gerar pânicos? Parece que ninguém.

 

Outra história.

Um bando de funcionários políticos, ou só funcionários ou vagamente conotados com a ciência propriamente dita, repimpados em Nova Iorque, resolvem manipular dados e decretar que há uma terrível ameaça: o aquecimento global. Mais decretam que, se há aquecimento global, a culpa é da humanidade.

Os governos, pelo mundo fora, acreditam e ficam muito agradecidos. Toda a gente sabe que tem havido mais desastres naturais do que era habitual nas últimas duas ou três décadas. Daí a culpar a humanidade, vai uma distância cósmica.

Que interessa? Os governos (os contribuintes!) pagam à ONU para tratar destes assuntos. Sentem-se na obrigação de acreditar no que a ONU produz. Não percebem que isto de a humanidade “mandar” no planeta é o mais estúpido pecado de orgulho que se possa imaginar.

Não se confundam os planos: é evidente que as nossas actividades podem, por exemplo, poluir um rio, e que outras actividades podem despoluí-lo. Mas extrapolar isto para o comportamento do planeta como um todo é de uma pesporrência abaixo de qualquer consideração. Faz lembrar a lógica da história da borboleta que, a voar no Amazonas, provocou uma guerra civil no Canadá!

Consequências: os milhões do CO2 a correr, a correr… “cimeiras da Terra” a borbulhar cheias de orgulho e de preocupação com o futuro. E os governos a abrir as perninhas ao populismo e à pseudo-ciência.

 

No fundo, porque há tanto quem embarque nas desgraças que outros fabricam e propagandeiam? Porque “dá” que se farta. Esquecer o bom senso, abraçar o sensacionalismo, embarcar nas parangonas, eis o que interessa.

Vejam, por exemplo, a tristeza que o abrandar do furacão dos Açores provocou no nacional-jornalismo. À medida que a ameaça ia perdendo força, os tipos das televisões, sedentos de sangue, iam mostrando terríveis imagens de arquivo, com barcos virados, gente afogada, casa destruídas, desgraças aos montes. Quando o simpático furacão foi à vida, que desilusão!

Quanto maiores forem os incêndios, melhor! Quando acabarem, é preciso perseguir seja o que for. Não para remediar seja o que for, mas para manter as emoções em alta. Desde sempre, um incêndio serve para condenar alguém, seja quem for e pelo que for, seja o ministro, o tipo da protecção civil, o coveiro de Atrás do Sol Posto, alguém que faça os deputados vibrar de indignação, os jornalistas gozar como uns porcos de bolota e a malta consumir “informação”.

 

O mundo vive submetido às grandes “causas” com que o assustam ou excitam. Aqueles a quem competiria moderação e bom senso ajudam à festa.

Aguardemos a próxima vacina ou algum arrefecimento global ainda mais terrífico que o actual “aquecimento”.

 

Onde é que isto irá parar?

 

22.8.12

 

António Borges de Carvalho



12 respostas a “CATASTROFOMANIA”

  1. A minha mãe era mais sintética. Na verdade, apenas dizia: anda meio mundo a enganar meio mundo!Quem pretende, o Irritado, enganar?

    1. O IRRITADO pretende pôr os enganados a pensar. Se preferem continuar a ser enganados, o problema… é nosso.

  2. Quanto ao H1N1 e outras “pandemias” imaginárias, estranho que o Irritado culpe a ONU, e não a OMS. Esta pode estar subordinada à ONU, mas tem financiamento próprio. A segunda coisa que estranho é ter escrito seis parágrafos sobre o assunto, sem mencionar a INDÚSTRIA FARMACÊUTICA. Quem o leia, poderá pensar que a OMS fabrica estes falsos alarmes por acaso, incompetência, ou talvez humor negro, e que os principais beneficiários – as FARMACÊUTICAS que vendem os Tamiflus – nada têm a ver com isto. Digamos que é como escrever sobre a invasão do Iraque, sem falar no petróleo.

    1. A ONU é a patroa da OMS. Quando se trata de aterrorizar a humanidade, a ONU usa várias “agências”. Não percebo lá muito bem esta crítica. Quanto aos Laboratórios, não foram citados, mas julgava evidente que estão implícitos. Quando falo, por exemplo, na aldrabice dos negócios do CO2, também não digo nomes. Parto do princípio que as pessoas percebem. Voltando aos laboratórios, o que eles fazem é aproveitar as oportunicades que lhes dão. Serão culpados de ganhar com isso? Talvez. Talvez estejam feitos com os tipos da OMS, a quem a ONU dá a devida cobertura. O que é certo é certo. O que talvez, talvez.

      1. E quem é o patrão da ONU? Também deixou implícito? E as empresas farmacêuticas (e não “laboratórios” – isso soa vagamente científico) limitam-se a «aproveitar oportunidades», é isso? Não será que CRIAM, ou melhor, PAGAM, as próprias oportunidades? Talvez? Pois, talvez, talvez… é isso.

  3. Com as devidas desculpas pela mudança de tema: Já aqui se falou do Sr. José António Saraiva, director do jornal Sol – o tal a que o Irritado chamava “Sólcrates”, e que é hoje a caixa de ressonância do Governo laranja, dos seus interesses instalados, e dos interesses dos patrões angolanos do Sol. Além de ser director, o Sr. Saraiva assina um artigo de opinião semanal, a que chama, certamente por chalaça, “Política a Sério”. Os temas são variados: – como os sacrifícios são bons e valem a pena; – como o nosso Presidente é o maior; – como os sacrifícios são justos e nobres; – como o nosso Governo é bestial; – como o Relvas faz muito bem ao não se demitir; – como os sacrifícios são o único caminho; – etc. Pois bem, o artigo desta semana é sobre um tema caro ao Irritado: a INVEJA. Já houve tempos em que os textos do Sr. Saraiva contrastavam com os do Irritado, como hamburguer do MacDonalds contrasta com um jantar n’O Galito (a quem não conhece, fica a recomendação). Hoje, a diferença na forma mantém-se, mas o conteúdo parece idêntico. Ao ler “O triunfo da geração rasca”, o artigo desta semana, senti que podia estar a ler este blog. Alguns exemplos: «Uma das consequências mais negativas da actual crise foi estimular entre os portugueses a manifestação dos sentimentos mais baixos. A inveja, a insídia, o despeito, o prazer da delação e da denúncia, tudo isso veio ao de cima.» «É o fulano que foi contratado por ser filho, sobrinho, irmão ou afilhado do político A ou do empresário B, como se os familiares de políticos ou de empresários tivessem de ficar no desemprego. É o gestor que ganha ‘uma fortuna’ – e escarrapacha-se na 1.ª página do jornal o que o fulano ganha (sem se perceber muitas vezes se é bruto ou líquido, se inclui ou não prémios ou subsídios, etc.) e como se fosse um crime ganhar bem. É o órgão de soberania que compra carros ‘de luxo’ (que frequentemente são carros bons mas correntes).» «O espírito ‘denunciante’ não nos levará longe. Se passarmos a vida a olhar para o lado em vez de olharmos para nós (‘o que posso eu fazer mais e melhor?’), se preferirmos invejar o vizinho em vez de lutarmos pelo que queremos, não conseguiremos nada.» ————————— Ou seja: a CHULICE e a MAMA de políticos e pseudo-gestores transforma-se em inveja do vizinho (presume-se que muito honesto e trabalhador), e quem denuncia ou critica este SAQUE transforma-se em invejoso e mesquinho. Onde é que já lemos isto? O link para o artigo: http://sol.sapo.pt/inicio/Opiniao/interior.aspx?content_id=57217

    1. Não precisa de pedir desculpas. Não vem a propósito, mas, como sabe, não faço censura. E v. é livre de deitar cá para fora o que o incomoda. É o que faz o IRRITADO. Neste cAso até dou as boas vindas à sua transcrição. Não li o artigo em causa mas, se sou acusado de “crimes” como este do Saraiva, a verdade é que os cometo desde há muito. Não é por o Pinto de Sousa se ter ido embora que o faço. Como é, ou devia, ser evidente. O Saraiva exagera? Talvez. Mas, no fundo no fundo, tem uma certa razão. Ou muita.

      1. Aprova Ana Manso?

      2. Peço desculpas, de vez em quando, porque quem define o tema é o autor do blog – neste caso, o Irritado. Ou seja, é apenas por respeito, ou cortesia, pois entendo que devemos certas satisfações em casa alheia. ————— Quanto ao artigo do Sr. Saraiva, sabia que ia gostar. Aliás, como podia não gostar? É o mesmo que aqui escreve, quase verbatim! Celebre-se assim mais esta “mudança de coração” do Irritado: tal como o Sr. Alberto Gonçalves, o outrora “inominável”, também o Sr. Saraiva passou de besta a bestial. É bonito. ————— Sobre a sua (dele) teoria da inveja, num país como Portugal, para mais em saldo para angolanos e afins, limito-me a adaptar o seguinte – e peço desculpas pela linguagem: Mesmo numa grande casa de put*s… fica sempre bem uma virgem ofendida.

        1. Fico muito contente. É que, como você reconhece, há homens inteligentes que sabem distinguir esta gente da outra. Modéstia aparte, não é só o irritado.

          1. Claro que há homens que distinguem esta genta da outra! Estes estão a demonstrar serem piores!Aprova Ana Manso?

          2. Só daria o benefício da dúvida a “esta gente”, se RESPONSABILIZASSEM a gente anterior. Em vez disso, o trafulha-mor ri-se de nós em Paris, o Ministro Taxeira até foi convidado para um mega-tacho qualquer, e o resto da quadrilha continua a mamar alegremente onde lhe apetece. A sua gente só é boa para SAQUEAR o contribuinte, para pagar calotes CRIMINOSOS assumidos em seu nome. E nem isso consegue, pois ainda não descobriu a pólvora: ao matar o que resta da Economia, o défice e a dívida só podem aumentar. E se somarmos os juros (impagáveis) da Troika, a impossibilidade transforma-se em loucura. Olhe, peçam umas explicações à múmia de Belém: consta que é “especialista em economia”. Em menos de nada, passamos de défice crónico a lucros de 140%…

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *