IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DEFENDER O INDEFENSÁVEL

 

É conhecida a tendência suicida de Rui Rio, apostado em apoiar o governo quando há cada dia mais razões para o atacar, e atacar a sério e com coisas sérias. O homem, cheio de “preocupações com o país”, não faz outra coisa que não seja propôr-se apoiar o governo, como se a política do governo tivesse alguma coisa a ver com o proclamado “interesse nacional”. Afinal, para que serve ser líder da oposição? Para ter as mesmas ideias da situação? Apetece dizer que a alternativa à filiação do BE no PS (manobra em curso) é o PSD de Rui Rio. Talvez o P.N.Santos e o Galamba se oponham à ideia, mas parece que o Costa não irá contra.

Não fica por aí. Poderia dizer-se que a subida da dona Elina Marlene à cadeira de vice-presidente era um perdoável erro de casting. Mas não é. O senhor Rio não se fecha em copas sobre o assunto. Manda o secretário geral tomar a defesa da dita indivídua, como se a sua acção pública não fosse de permanente traição ao PSD, das maiores tropelias na Ordem dos Advogados e do seu alinhamento com o inacreditável Marinho Pinto e o seu moribundo partideco. Foi o que se ouviu ontem no Parlamento. Para vergonha do PSD e de todos nós.

Não me canso de perguntar o que levou à escolha de tal criatura para tão alta posição no partido. Desconfio, e muito, que há razões ocultas e inconfessáveis. Ponho desde já de lado qualquer outra hipótese.

 

18.6.18    



13 respostas a “DEFENDER O INDEFENSÁVEL”

  1. Em Portugal a direita só ganha eleições quando a esquerda já gastou o que havia e começa a por a país a pão e água. Foi assim com Sá Carneiro, depois com Cavaco, depois com o Guterres e finalmente com o 44. Agora tem de se esperar que o dinheiro acabe e venha uma crisezeca qualquer.

      1. Cavaco não foi, usando palavras de um seu Ministro das Finanças, o “pai do monstro”?

        1. Não. O pai da expressão “o monstro” foi Cavaco, no fim dos anos 90, para caracterizar o grande aumento da dimensão do Estado que estava a resultar da política despedista de Guterres.

          1. queria referir a politica DESPESISTA, CLARO!

          2. «Em meados deste mês, Pedro Passos Coelho, num acesso incompreensível, sugeriu que se investigasse quem “estava na origem” de “encargos” para sociedade portuguesa que obviamente se não podiam sustentar e defendeu a responsabilização dos culpados. Duarte Marques, da JSD, discutiu, muito a sério, a possibilidade de pôr uma acção judicial aos membros do Governo de Sócrates. Mesmo Nuno Magalhães, do CDS, resolveu exprimir a cordata opinião de que “os responsáveis” pela dívida não deviam “ficar impunes” (deviam ir para a cadeia?). E Luís Filipe Menezes, como sempre, ajudou à festa, acusando Vítor Constâncio de não ter fiscalizado o BPN . Depois disto, a conversa continuou por aqui e por ali entre pessoas que se acham depositárias da virtude e andam agora à procura de um bode expiatório.Não ocorreu a nenhum destes santinhos que se julgassem o Governo de Sócrates, não havia qualquer razão para não julgarem também o Governo de Barroso, o de Guterres (quem se lembra hoje dele?) e, com certeza, o de Cavaco. Em boa lógica, não escaparia ninguém desde o “25 de Abril”. Esse magnífico processo seria o verdadeiro processo do regime, como não se fez nem para a República, nem para a Ditadura. Mas, felizmente, basta Cavaco para exemplificar. Em 2000, se não me engano, o dr. Cavaco publicou no Expresso um artigo explosivo com o título de O Monstro. Esse artigo, como o nome indica, era um longo requisitório contra o crescimento do Estado, da despesa e do défice, que assustou e consolou muita gente. E em que o professor, de resto, insistiu numa conferência posterior, em que declarou taxativamente a pura impossibilidade de “dominar o monstro sem dor”.Tudo bem? Tudo mal. Em 2005, Miguel Cadilhe acusou Cavaco de ser o principal culpado pelo aumento da “massa salarial da função pública”, que já representava naquela altura 15 por cento do PIB. Pior ainda, Cadilhe denunciou Cavaco como o inspirador “directo” do monstro e seu “pai” quase exclusivo. Como se vê, Pedro Passos Coelho escusa de se cansar na sua simpática procura da “origem” e dos “culpados” da crise. Basta que se meta no carro e pergunte em Belém pelo sr. Presidente da República, se ele não andar ocupado a tratar do monstro, com quem na aparência se reconciliou. Afinal de contas, por feio e repugnante que pareça, o monstro é filho dele. Muito dele.» – O Pai do Monstro, de VASCO PULIDO VALENTE, 22 de Outubro de 2011 – https://www.publico.pt/2011/10/22/jornal/o-pai-do-monstro-23251011

          3. Está errada. Confirme o que disse Miguel Cadilhe acerca dessa expressão “monstro” (grande aumento da dimensão do Estado).

          4. Não estou enganada mas também não faz mal. A esta hora não vou buscar as estatísticas exactas nem vou fazer uma análise da evolução da economia portuguesa nosultimos50 anos. Basta saber que perante situações eventualmente semelhantes, uma coisa é avalia-las quando se tem moeda própria e soberania monetária, outra muito, muito diferente é governar sem ter poder sobre essa área fundamental da política ecomica e financeira. Qualquer economista sabe isso. Há uma regra em economia que se chama “ceteris paribus” e que significa que o que as leis valem dentro das condições em que foram estudadas. Mude as variáveis exógenas e medidas iguais podem ter efeitos diferentes e, ao serem avaliadas, tem de ter esses aspectos em consideração.Na prática, tenho por princípio, não misturar mexericos políticos com análise econômica.

          5. Entendi. Não há pior cego (se quiser, leia economista) que aquele que não quer ver.

          6. Adoro quando me respondem com slogans!

          7. Pese embora possa definir a Isabel, não é um slogan, é um ditado popular

  2. Avatar de Jorge Magalhães
    Jorge Magalhães

    “A posição do PSD esta sexta-feira, em 2018, ou do PSD ao longo de toda a sua história desde 74 é: a função do PSD é empurrar o Governo para a irresponsabilidade? Não, isso é função do PCP e do BE. Nós não temos essa função, mas temos outra, que é a de obrigar o Governo a falar verdade às pessoas”, afirmou Rui Rio na terça-feira, na Guarda.

    1. Ninguém conseguirá obrigar o governo a dizer a verdade às pessoas. Se calhar as pessoas nem estão interessadas na verdade até a verdade lhes bater à porta.Por outro lado, para aumentar a nossa desgraça, o PSD está como está. O líder ainda não percebeu que o país não é o Porto, não tem mão nas hostes, não “conquistou” os deputados (nem sequer lhe vão ouvir os discursos…), os seu ministros-sombra dizem cada um o quer lhes vem à cabeça, desmentem o líder, contradizem o líder como lhes apetece. Costuma dizer-se que a seguir a um líder forte vem sempre um de pouca dura mas, que diabo, este tem sido (ou é) demais.

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