IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DÊEM-LHES A MÃO…

 

… e eles agarram-lhe o pé.

Tal como o IRRITADO disse na primeira vez a que se referiu à nova lei dos financiamentos partidários, o Presidente do Tribunal Constitucional (pessoa de uma honestidade indiscutível) foi de uma ingenuidade atroz ao prestar-se a ir a uma reunião informal com meia dúzia de deputados, sem actas, sem propostas claras e sem autor. O Doutor Costa Andrade tinha ideias sobre a forma de fiscalizar as contas dos partidos, por reconhecer que, actualmente, o TC não tem hipótese de o fazer a tempo e horas. Assim, sugeriu que se criasse uma estrutura especializada no assunto, a qual teria que ser financiada, como é óbvio, o que compete a quem manda no orçamento: a AR.

O IRRITADO é, por uma questão de princípio, contra a criação de entidades, estruturas, autoridades e outras martingalas que se sobrepõem por aí em (in)competências e despezas. Acha que a missão que o Presidente do TC queria tornar mais cumprível devia ser desempenhada pelo Tribunal de Contas. Mas isso é opinião do IRRITADO, que tem o peso que tem.

O Doutor Costa Andrade sugeriu também que os processos pendentes fossem regulados pela nova lei, sem falar em “perdões” de dívidas passadas, presentes ou futuras. Nada de IVA ou não IVA, de retroactividades ou de outras trambiquices cuja paternidade o grupelho resolveu atribuir-lhe.

O grupinho “interpretou” e “legislou”. Fez passar a coisa o mais depressa possível, tão depressa que, pelo menos no caso do PSD, nenhuma autoridade partidária foi informada ou consultada sobre o assunto: o triste presidente do grupo parlamentar mandou votar, e pronto. Deveria ser, pelo menos, demitido pelos colegas que levou ao engano. Não é público o que aconteceu nos outros partidos, mas sabe-se que, ao mais alto nível, todos se desresponsabilizaram enquanto organização e ninguém foi responsabilizado enquanto autor da vergonha. Por outras palavras, sabiam perfeitamente o que estavam a assinar, mas, rebentada a bronca, ai Jesus que não fui eu! Pois não, foi o Camões.

Lembro-me de um ministro das finanças de um PALOP que, instado a cumprir uma norma de um contrato que tinha assinado, ao ser-lhe chamada a atenção para o facto, respondeu: “pois assinei, mas contrariado”.

Os deputados, designadamente do PS, fizeram muito pior. Atiraram as culpas para o Presidente do TC.

A coisa está esclarecida. Tudo o que disseram sobre o assunto é, simplesmente, mentira. Não, não é engano, não é história mal contada, é mentira do mais descarado que se possa imaginar.

Mais uma atitude para levar a “crédito” do senhor Lacão e da mais alta representante do Costa, dona Mendes, com procuração do chefe.

  

7.1.18



2 respostas a “DÊEM-LHES A MÃO…”

  1. Irritado, não vê que faz o mesmo que passa a vida a criticar ao PS – arranja um bode expiatório anódino, neste caso o chuleco Hugo Soares, e branqueia o resto? Acha mesmo que ele fez tudo isto sozinho, às escondidas? Até o Sol de hoje admitia: «Passos Coelho não gostou da atitude nem da condução do processo, EMBORA ESTIVESSE AO CORRENTE DAS ALTERAÇÕES PROPOSTAS». E o seu próprio Passos disse que: – «não houve intenção de ocultar, no trabalho parlamentar, as discussões e a matéria submetida a votação» (mentira); – «a intenção [destas alterações] era boa» (é preciso ter cara-de-pau). Ele nem será responsável, está de saída, mas foi pelo menos conivente. E todos os bandalhos da AR deviam demitir-se. Todos, de todos os partidos. De contrário, continua o putedo de sempre – apenas ainda mais descarado. P.S. Após ler «o Presidente do Tribunal Constitucional (pessoa de uma honestidade indiscutível)»… e depois «o Doutor Costa Andrade»… sem saber nada, rigorosamente nada sobre o fulano, disse logo de mim para mim: o fulano é do PSD. Tiro e queda: deputado à Assembleia Constituinte e à Assembleia da República de 1976 a 1995, pelo PSD. Nunca falha.

    1. Excelente comentário. Depois de afastado o “diabo”, Deus nos livre de Hugo Soares, João Gonçalves e Santana Lopes.

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