O senhor Rio e os seus rapazes dispararam rajadas de condenações sobre a cabeça do senhor Santana Lopes, por causa das “acusações” que fez ao adversário. Segundo esta gente, foi o segundo que abriu fogo contra o primeiro.
Trata-se de um caso de lata estanhada, de indecorosa repetição de uma estúpida mentirola. Quem desatou ao tiros foi o tal Rio. O problema foi o ricochete, que o deixou totalmente esbambeado. Queria pôr em causa a credibilidade de Santana, mas parece que achava que não haveria resposta adequada. Entrada de leão, saída de rabo entre as pernas. E agora, a culpa não foi dele!
Importante é que ficou provado à saciedade que Rio (à semelhança de pachecos, manuelas e sarmentos) prefere Sampaio ao PSD, acha que abrir as portas ao Sócrates foi obra patriótoca, dá prioridade às críticas ao seu partido, não toca na fímbria das vestes do Costa, prefere a ruína que o PS tem provocado ao apagar de fogos do PSD, levou anos e anos a dizer ou insinuar que o PS é que é bom, propõe-se vir a ser bengala do Costa, detesta a PGR (!!??), e só calou as suas teses regionalizadoras porque o Costa fez o mesmo. Resta saber se a ideia, tão abstrusa quanto injusta, de indexar as reformas à produtividade, não é também de inspiração costista.
De resto, vale tudo, pôr as coisas de pernas para o ar, acusar os outros das próprias malfeitorias no debate, procurar colmatar a distância colossal que vai das suas propostas para o país às do seu adversário, tapar as suas deficiências com invenções. Vale tudo. Só lhe falta dizer, como já ouvi por aí, que o túnel do Marquês entupiu o trânsito.
7.1.18

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