Foi anunciado que a RTP, para além dos impostos que recebe, directamente, dos nossos bolsos e das receitas da publicidade, nos saca ainda, indirectamente, qualquer coisa como uns quinhentos milhões de euros por ano em “indemnizações compensatórias” vindas do erário público.
Perante esta notícia, o socialista João Soares, talvez inspirado pelo papá, declarou que privatizar a RTP “é um crime”.
Tem razão, mas de pernas para o ar. A RTP devia ser simplesmente fechada, o património vendido, o pessoal indemnizado e mandado para casa, uma ou outra faceta de serviço público entregues aos privados com mandato público. Neste sentido, privatizá-la é quase um crime. Deixá-la como está não o é quase: é-o cem por cento.
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Entretanto, o papá do João não está com meias medidas. Chegou à conclusão, se calhar por inspiração do Grande Oriente Lusitano, que “a maioria dos portugueses quer um novo executivo”. Está mesmo a ver-se, não está? Qualquer pessoa com um mínimo de bom senso, mesmo que não goste do governo, é capaz de perceber que tal coisa nos custaria muito mais caro do que o actual processo nos custa.
O papá não tem razão, nem de pernas para o ar.
Parece que, de inimigo do governo quer passar a inimigo público. Se é que ainda não passou.
17.7.12
António Borges de Carvalho

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