Em mais uma intervenção, quiçá inspirada pelo Prof. Alzheimer, o inacreditável Soares continua a sua interminável série de diatribes, tão do agrado da “comunicação social”.
Desta feita, com o disfarce do “risco de violência”, por certo tida por justa no destrambelhado bestunto do cavalheiro, vem ele sibilinamente apelar a essa mesma violência. Já terá percebido que isto por cá, afinal não é o Burundi nem a Guiná Bissau. Mas gostava que fosse, isso gostava. Por isso vai alvitrando a “solução” da violência a título de inevitabilidade, só faltando dizer “já!”, mas deixando entrever que muito lhe agradaria. Que lhe importa que nos afundemos ainda mais? Nada. Ou que percamos o que nos resta de credibilidade externa? Menos que nada. Que o mundo civilizado nos vire as costas ainda mais? Não interessa.
A única coisa a que a sua profundamente odiosa mente dá valor é a demolição do governo e, sobretudo, do Presidente da República, acusado de tudo e mais alguma coisa. E, no entanto, se algum PR foi radicalmente partidário na sua função, foi o próprio Soares, pelo menos para quem não tem a memória curta. Pior ainda foi o golpista Sampaio, o que dá ideia que se trata de pecha do socialismo. É, com certeza, por isso que deve achar que o actual PR devia ser tão socialista como ele, e atribuir ao seu cargo a missão de dar cabo de governos, desde que os ditos não sejam socialistas.
Soares grangeou algum crédito com as suas atitudes durante o PREC. Achou-se, e há ainda quem ache, que se tratava de um lutador pela democracia pluralista. Hoje percebemos que, tal como hoje, o que o movia era, simplesmente, o poder, e o poder socialista com exclusão de qualquer outro. Naquele tempo, se não se pusesse a pau, o Cunhal comia-lhe as papas na cabeça. Tivemos sorte com isso. Mas, hoje em dia, legítimo é pensar que a sua acrisolada defesa da democracia liberal e parlamentar, que o Cunhal declaradamente odiava, não passou, afinal, de uma jogada oportunista como outra qualquer.
12.11.13
António Borges de Carvalho

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