IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DA VIOLÊNCIA REVOLUCIONÁRIA

 

Em mais uma intervenção, quiçá inspirada pelo Prof. Alzheimer, o inacreditável Soares continua a sua interminável série de diatribes, tão do agrado da “comunicação social”.

Desta feita, com o disfarce do “risco de violência”, por certo tida por justa no destrambelhado bestunto do cavalheiro, vem ele sibilinamente apelar a essa mesma violência. Já terá percebido que isto por cá, afinal não é o Burundi nem a Guiná Bissau. Mas gostava que fosse, isso gostava. Por isso vai alvitrando a “solução” da violência a título de inevitabilidade, só faltando dizer “já!”, mas deixando entrever que muito lhe agradaria. Que lhe importa que nos afundemos ainda mais? Nada. Ou que percamos o que nos resta de credibilidade externa? Menos que nada. Que o mundo civilizado nos vire as costas ainda mais? Não interessa.

A única coisa a que a sua profundamente odiosa mente dá valor é a demolição do governo e, sobretudo, do Presidente da República, acusado de tudo e mais alguma coisa. E, no entanto, se algum PR foi radicalmente partidário na sua função, foi o próprio Soares, pelo menos para quem não tem a memória curta. Pior ainda foi o golpista Sampaio, o que dá ideia que se trata de pecha do socialismo. É, com certeza, por isso que deve achar que o actual PR devia ser tão socialista como ele, e atribuir ao seu cargo a missão de dar cabo de governos, desde que os ditos não sejam socialistas.


Soares grangeou algum crédito com as suas atitudes durante o PREC. Achou-se, e há ainda quem ache, que se tratava de um lutador pela democracia pluralista. Hoje percebemos que, tal como hoje, o que o movia era, simplesmente, o poder, e o poder socialista com exclusão de qualquer outro. Naquele tempo, se não se pusesse a pau, o Cunhal comia-lhe as papas na cabeça. Tivemos sorte com isso. Mas, hoje em dia, legítimo é pensar que a sua acrisolada defesa da democracia liberal e parlamentar, que o Cunhal declaradamente odiava, não passou, afinal, de uma jogada oportunista como outra qualquer.

 

12.11.13

 

António Borges de Carvalho



Uma resposta a “DA VIOLÊNCIA REVOLUCIONÁRIA”

  1. Acho sempre piada à reverência da “direita” – incluindo a do Irritado – ao Soares, em nome da sua sacrossanta vitória sobre o papão comuna. «Hoje percebemos que … o que o movia era, simplesmente, o poder». Fantástica descoberta, apenas algo tardia: repito isso há uns 20 anos, e nem vivi os tempos épicos da revolução e do PREC – leia-se, a golpada pífia dos militares, a histeria pacóvia das massas, e as alucinações do Cunhal, do camarada Vasco, e restantes fãs do comunismo soviético (hoje quase todos agarrados à teta do Centrão). Não que eu seja um génio: qualquer imbecil topava e topa o Soares à légua. O velho mafioso limitou-se a afastar a concorrência, para poder mamar à vontade. Conseguiu, e de que maneira! O sonho do alucinado Cunhal não era compatível com a mama soarista, logo, este apenas ilustrou à carneirada o óbvio – iam trocar uma ditadura por outra. Acresce que a maioria do país nunca gostou dos comunas: essa história de “partilhar a riqueza” é muito bonita, desde que seja a riqueza dos outros. Neste quadro, as balelas soaristas caíram que nem ginjas. O seu «pluralismo democrático», na prática, traduziu-se na Partidocracia mais podre da Europa; e neste esgoto pulhítico, o seu Partido Sucateiro é o campeão da podridão. Qualquer «socialismo» é mera cantiga para papalvos: deste chulo oportunista não podia vir outra coisa senão o XUXALISMO que temos, e que lhe enche o rabo há décadas. Ainda assim, a direita está-lhe grata. É natural… a mama xuxo-soarista deu para todos!

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