Dá que pensar esta história dos tipos que andam a dar cabo das máquinas caça-moedas da EMEL.
Ninguém gosta da EMEL, não tanto pela existência de estacionamento pago mas, sobretudo, pelos “critérios” da empresa e dos seus agentes, bem próprios de uma câmara municipal cujo desprezo pelo munícipe é conhecido, reiterado, odioso e odiado. A EMEL é, sempre foi, um instituição de tipo soviético, fundada por soviéticos e continuada por vários parvalhões. Vive num palácio e ignora o cidadão. Por isso que a atitude do tipo da junta lá do sítio (Carnide, julgo) mereça, da parte da malta, IRRITADO incluído, especial compreensão. Da mesma forma que a reacção escolhida pela CML, com ameaças de processos judiciais e parvoíces do estilo, é digna de justa indignação popular.
A Junta, como é evidente, devia ter sido consultada antes da instalação das maquinetas. Mas tal tipo de consulta não consta do “livro de estilo” da CML. A qual – mero exemplo – sem consultar a junta das Avenidas Novas, mandou fechar a esquadra da polícia e ignora olimpicamante os muitos milhares de assinantes de um protesto generalizado.
No caso de Carnide há um pormenor que tem o seu quê de piadético. É que o chefe da coisa, que se declara “psicólogo”, é membro activo do PC. Ou o PC mudou de filosofia, ou o rapaz se enganou. Então um adepto confesso das mais brutais ditaduras, passadas e presentes, atreve-se a enfrentar o poder que, por cá, apoia?
Ainda não se conhece a reacção do Comité Central a esta arrancada populista, portanto de extrema direita (como reza a cartilha do poder social/comunista), mas imagina-se que deve ir por lá vasta perplexidade a propósito de uma evidente falta de respeito por uma instituição pelo PC inspirada e criada.
Aguardemos os desenvolvimentos com justo gáudio.
9.4.17

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