Anda por aí um exército de “analistas” a dar tratos à moleirinha para saber o que se passa na politiquice cá do síto. Até o IRRITADO, da sua pobre tribuna, vai miando as suas bocas, bocas a dar azo a merecidas suspeições, já que, como é evidente, a sua confessa postura anti-socialista, anti-comunista e pró lisura, retira à coisa a credibilidade e a “transparência” necessárias.
Pois bem, tudo minha gente opina. Pelo menos por enquanto, isto é, enquanto os “analistas” não caírem na alçada daquela juiza que, por inata e repenicada estupidez ou acendrado amor ao senhor Pinto de Sousa, resolveu dar um porradão na liberdade de pensamento e de imprensa que se julgava recuperadas após saído aquele senhor do poder.
Passemos ao assunto. E o assunto é que não vale a pena andar para aí a opinar sobre a SPEC (situação política em curso). Tudo o que se possa dizer, todas as razões para o que se passa, são pura invenção. A verdade é só uma: vai haver coligação social-marxista-trotskista-leninista, e acabou-se.
Há, com boas razões, quem duvide de tal possiblidade:
Então o PS não é um partido democrático, ao contrário dos outros dois? É. Ao contrário dos outros dois, não é fiel à postura externa do Estado? É. Não disse, ao contrário dos outros dois, que queria pagar as dividas? Disse. Não tinha, nas eleições, um programa, nefelibata, é certo, mas moderado, ao contrário dos outros dois? Tinha.
E os outros dois? Não andam a pedir dinheiro para sair do euro? Andam. Não andam a dizer que não querem pagar a dívida? Andam. Não andam a fazer manifestações anti-NATO? Andam. Não andam a dizer que o défice tanto pode ser de 3% como de 4, como do que lhes der na gana? Andam. O Jerónimo não disse na televisão que o programa do PS é uma m… porcaria? Disse.
Então não é possível a tal coligação. É. Porquê? Porque o que está em causa não é governar o país, é pôr o Costa no lugar do Passos. Porque satisfazer a ambição e a burla eleitoral do Costa é o único objectivo desta baralhada toda. O PC do Jerónimo e as sinistras raparigas do BE podem fazer ou dizer o que lhes der na cabeça, que jamais porão em causa o acordo, ou seja, porque a sede de galarim do Costa o fará aceitar tudo o que disserem ou fizerem, o fará dar-lhes os flanco e mais o que for preciso, e expressá-lo no “acordo” e/ou na prática futura.
O que está em causa não é governar o país, não é encontrar um caminho para melhores dias, não é revitalizar a sociedade ou a economia, ou seja o que for, não é, sequer, dar direito de ciadae às ideias, actuais ou passadas, do PS. É cumprir o sonho do Costa, do Caramba, do César, do Capoulas e de tantos outros: ganhar o que, nas eleições, perderam.
O resto é conversa da “analistas”, IRRITADO incluído. Não vale a pena “analisar” mais.
1.11.15

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