IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DA ESTUPIDEZ HUMANA

À volta da Praça de Touros do Campo Pequeno está a PSP a instalar barreiras metálicas a fim de garantir a segurança das pessoas que, civilizadamente, vão esta noite assistir a um espectáculo taurino, ao qual acresce uma homenagem internacional a um famoso cavaleiro tauromáquico.

Porque estará em causa a segurança física, social e mental das pessoas que querem assistir a tal espectáculo? Serão as barreiras um exagero policial? Não são, justificam-se plenamente. É que, segundo notícias largamente divulgadas, vai haver bandos de díscolos que, sob o alto patrocínio de uma senhora bochechuda, julgo que do PAN, tais pessoas vão ser insultadas, voire agredidas, pela ululante horda de malfeitores, apostados em acabar com tais espectáculos e em ferozmente condenar o homenageado.

Parece que, numa propriedade do referido Senhor, morreram ou adoeceram uns cães por via de falta de tratamento adequado. Corre o assunto pelos tribunais, não se sabendo ainda quem será o culpado de tal malfeitoria, por acção ou omissão.

Portanto, condene-se o homem na praça pública, sem sequer considerar que a homenagem lhe é devida por amor à sua arte, não por falta de atenção aos cães.

É engraçado, isto é, não tem graça nenhuma que as mesmas gentes que se dizem ecologistas, defensores da diversidade genética e de matérias do género, se afadiguem a gritar na rua pela extinção de uma espécie de animal superior, cuja existência se deve, exclusivamente, à tauromaquia. De caminho, estes extremosos defensores dos animais, trabalham também para extinguir os habitats que ao touro bravo são destinados, acabar com o equilíbrio natural que proporcionam a uma importante região do país, dar cabo do emprego de muita, muita gente. De uma assentada, estes “activistas” querem condenar à morte uma espécie (para não falar dos cavalos), uma actividade económica, mandar para o desemprego as pessoas que dela dependem, arruinar uma paisagem natural equilibrada e esforçadamente cuidada com toda o escrúpulo ecológico.

Porque não se dedicam a defender os triliões de insectos, os milhares de milhares de aves migratórias, as centenas de rapinas e de outras aves de grande porte que os moinhos de vento matam todos os dias? Porque não se dedicam a condenar as “searas” de painéis solares que estupidificam a apaisagem, coisa que tão facilmente condenam se tal for motivado por estufas altamente produtivas e economicamente viáveis? Porque não reconhecem que moinhos de vento e painéis solares são a fonte dos intoleráveis preços de energia que nos esmagam? Isto para dar alguns exemplos da utilidade que as ânsias vitais de tal gente poderia ter se fossem acompanhadas por alguma dose de inteligência. Mas não são coisas que lhes interessem, o que lhes interessa é a barulheira: é para isso que vão ao Campo Pequeno.

O que vai acontecer é a prova provada da mais brutal ignorância e da mais inenarrável estupidez.

 

26.8.21



4 respostas a “DA ESTUPIDEZ HUMANA”

  1. Sempre, sempre de parabéns !!!É um gosto e um desgosto ler as suas crónicas.Gosto, porque acerta sempre no alvo.Desgosto, porque os temas mostram que Portugal cada vez está mais, como direi… merdoso!Muito obrigado.

    1. Eu é que agradeço o comentário. Pena é que sejamos parte de uma minoria que insiste em ver as coisas como elas são e passe a vida a ser insultada e ignorada pelos adeptos do que “está a dar”.

  2. Excelente !

  3. ‘…… sejamos parte de uma minora…’É o que acontece com os minorias: umas gostam de touradas, outras não.As que gostam de touradas, por se tratar de uma actividade (circense?)comercial com animais têm poder económico para se impor. As que não gostam por serem contra o mal trato nos animais, só têm a possibilidade de fazer barulho para se impor.Agora o problema da actividade circense-comercial com animais no circos propriamente, que está vedada a espectáculos com animais, começam a pensar em organizar touradas nos circos para ganhar a vida. O problema vai ser (julgo que não por causa da receita das licenças+iva) quando houver um tratamento anti touradascomo já acontece em vários Concelhos do país. O que vale é que a Praça do Campo Pequeno já se reconverteu. Realmente, isto de criar animais selvagens para serem mortos, ou quase, para espectadores ver não lembra a ninguém em pleno sec.XXI, mas como andamos para trás em tantas coisas (não é assim?) não podíamos prescindir duma sangrenta touradinha. E as pessoas todas bem arranjadas a ter de levar com gritaria só por que vão assistir a um espectáculo que mete sangue sem grande gritaria a não a ser ‘ó touro lindo’ ..anda cá que vais levar com um ferro pelo lombo abaixo.Há um veterinário-vidente que consegue obter confissões dos toiros, e estes só pedem uma coisa: o que eu quero mesmo é levar com uns ferros no lombo, afinal não me criam para outra coisa.

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