Aquecimentos globais, há dois. Um será o aquecimento global propriamante dito que, a existir, será grave e provocará os desastres climáticos a que temos assistido. Outro é o aquecimento global do terrorismo ambiental. Mais uma vez, a terrível existência do chamado IPCC, das inúmeras maluquinhas como aquela sueca meia tonta, dos milhares de organizações milionárias como a Greenpeace (por cá sustentadas com dinheiro público), dos propagandistas da desgraça, de todos os que vêm lançando a humanidade numa atmosfera de monstruoso medo, distraindo as pessoas dos problemas reais que têm pela frente e consumindo ciclópicos meios financeiros. O IPCC, inimputável por natureza, já se enganou vezes sem conta nas suas catastróficas previsões, mas consegue manter a sua colossal propaganda do terror, de forma destrutiva, diria criminosa.
Tudo minha gente anda apostada em acusar-nos dos crimes que geram, dizem que indiscutivelmente, a hecatombe que se aproxima a passos largos. Hecatombe causada, sem lugar a dúvidas, pela acção destruidora dessa coisa abominável que dá pelo nome de humanidade. Porquê? Porque tal coisa produz um tenebroso gás, chamado CO2.
Preocupado com estas ameaças, andei às voltas com uns canhenhos, que reputo credíveis, e cheguei à conclusão que, a) a produção pelo homem do tal e tão temeroso gás anda por uma percentagem que não chega a 1% do total, sendo os restantes 99% produto da natureza, ou seja, do planeta, e b) que a existência do CO2 é fundamental para a da vida na Terra.
Por outro lado, dizem-me os canhenhos que aquecimentos e arrefecimentos da Terra já os houve milhares de vezes, com humanidade ou sem ela, com combustíveis fósseis ou sem eles, com mais floresta ou menos floresta. Será que dilúvios, calores e gelos, vulcões, terramotos e tantas outras desgraças, outrora causadas por deuses vingadores, o são hoje pelo CO2 – o mau – o tal produzido por nós, uma espécie de colesterol planetário?
Parece que valeria a pena parar para pensar. Será que o planeta, ao contrário dos muitos milhões de anos que já tem de vida, é agora assim tão sensível às acções humanas? Não será um pecado de orgulho pensar que mandamos nas planetárias birras? É o planeta que muda por nossa causa, ou nós que achamos que temos que mudar por causa do planeta? A meu ver, nem uma coisa nem outra.
Postas as coisas de outra maneira, será que, se temos tanto medo do que aí pode vir, não seria melhor prepararmo-nos para tal, por exemplo construindo diques contra a subida da água, intensificando a produção de alimentos, des-salinizando a água do mar, criando fontes de energia menos dependentes da variações do clima, um oceano de medidas com cabeça tronco e membros, em vez de andarmos entretidos com o CO2?
Fica a pergunta, sobretudo para aqueles (a maioria) que me vão chamar obscurantista, ignorante, parvo, jarreta, ou coisas piores.
15.8.21
Nota: outro dia ouvi na TV um tipo, que parecia saído dos confins da história (deve ser do comité central), resolver o problema, sem lugar a dúvidas: a culpa é do capitalismo, disse. Acabado este, o planeta entraria nos eixos. Os meus cumprimentos pela subida inteligência da criatura.

Deixe um comentário