Volto ao assunto de ontem. Há dados novos. Tinha razão.
Há 1200 caboverdianos a estudar em Bragança. Não poucos por lá trabalham/estudam, sem problemas de maior. Há-os que acabam o curso e por lá ficam. Têm as suas associações, livremente, sem fazer disso um gueto. Tudo bem. Até que, numa cena de bebedeira e parvoíce, há um que leva uma cacetada e acaba por morrer. Consternação nas hostes estudantis e na cidade. Foi uma cena estúpida, ninguém saberá exactamente o que se passou. Mas uma coisa é certa: não houve motivações racistas no acontecido. Isso garante o mais conhecido dos caboverdianos, que se dá bem com Bragança e com os portugueses, brancos e pretos sem distinção. Isso garantem os que estavam no bar, fora do bar, nas redondezas do bar, a começar pelos caboverdianos. Isso garantem os estudantes, pretos e brancos. Não houve motivações racistas. Houve pancadaria, cujos culpados virão a estar a contas com a polícia, ou já estão nessa.
Mas, em Lisboa, a dona Joacine, campeã do racismo, o seu chavalier servant – o das saias –, o Mamadu do BE, chefão do racismo, mais um alarve qualquer da mesna laia, dirigente do BE, já concluiram o contrário, lançando o seu anátema contra os brancos. Tiro no pé. Este último, um tal Soeiro, acha que a imprensa não está na onda, o caso não vem nas primeiras páginas”, se a vítima “tivesse outra origem”, leia-se, se fosse branco, “haveria já uma comoção nacional”. Uma besta, este Soeiro. Pois o facto é que estão nos media, tanto o caso de Bragança como o de um jóvem branco que foi assassinado por três bandidos pretos. Com uma diferença: é que os tais media falam em gatunos e assassinos sem dizer se são pretos ou brancos. São só gatunos e assassinos, sejam brancos ou pretos.
Enfim, é a diferença entre os fabricantes do racismo e os cidadãos comuns. Para a fúria insana e estúpida dos primeiros não há críticas, só elogios, há blocos de esquerda e outras intelectulidades tão rascas como eles. Para os segundos, ai deles se lhes escapa alguma boca menos “correcta”!
7.1.19

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