Tal como o IRRITADO previra, a geringonça recauchutou-se e, vitoriosa, inicia a sua segunda época. Era fácil de prever, não me gabo do prognóstico.
Privados do acordo escrito, o que também não era difícil diagnosticar, os do tripé estavam a postos para manter o PS no poder. A razão é simples. Se deitassem o governo abaixo, viriam eleições, o PS teria maioria sozinho (lembram-se do que aconteceu quando os amigos do Eanes defenestraram o governo minoritário do Cavaco?) e lá iam os do tripé pentear macacos. Assim, abstêm-se, somam um parceiro – o animalesco PAN – e continuam a manter o país mergulhado em impostos e sem qualquer perspectiva de um futuro outro que não seja a habitual e ruinosa pasmaceira.
Entretanto, fazem as suas cenas, mantêm as “ameaças”, somam mais uns tostões à despesa, tudo o que, pela ordem natural das coisas, fariam na mesma se votassem a favor. Abstendo-se, votam a favor. Chega. O Centeno lá terá que agravar umas taxas, fazer umas cativações e que se lixe. A malta – uns 30% da malta – cá está para pagar. Simples, fácil, eficaz, inteligente, não é?
Grande jogada dos comunas propriamente ditos, das esquerdoidas e dos canídeos. Portugal em marcha, sob a ordens da geringonça e com o alto patricínio e o chapéu de chuva do presidente de “todos os portugueses”.
Bonito.
9.1.20

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