IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


CORPORATIVISMO SOCIALISTA

 

Temos um Estado corporativo como Salazar sonhou e nunca conseguiu.

Vitorino Magalhães Godinho, in “Diário de Notícias”

 

Um insuspeito intelectual como Magalhães Godinho vem pôr o dedo numa ferida que já tem sido objecto das diatribes do Irritado. Não vou acusá-lo de plágio, não senhor. Mas fico contente por ver que há pessoas inteligentes, ainda que da área do PS, que vêem o estado a que o socialismo em geral e o senhor Pinto de Sousa em particular conduziram o país.

 

É evidente que, cada dia mais, o poder não dialoga com quem o elegeu, mas com corporações de interesses devidamente organizadas. Os equilíbrios político-sociais estabelecem-se ou rompem-se neste diálogo “dialético”, ao mesmo tempo que as pessoas, os cidadãos, os indivíduos, são socialisticamente ignorados.

Quem não tiver um sindicato, uma ordem, uma união, um clube, não existe.

Os sindicatos e quejandos, sejam da CGTP ou da UGT, da CIP, da CC ou da CAP, da OM, da OA, dos juízes, dos procuradores, dos bancos, do raio que os parta, são quem comanda os destinos da Nação. O governo existe para ir acertando e desacertando com eles.

É o esplendor do corporativismo.

O Estado cede ou não cede às pressões que as corporações fazem, nos gabinetes ou nas ruas, consoante o que, a cada momento, julga ser conveniente para o futuro político do PS, não segundo o que, com alguma visão de futuro, pode ser útil às pessoas. Para elas, a demagogia e a propaganda. Para as corporações, o diálogo, as concessões, as empreitadas, as excepções, as prebendas, nem que para isso se hipoteque, em progressão geométrica, o futuro dos que aí vêm.

 

O Doutor Oliveira Salazar deve estar contentíssimo, lá nas profundezas do globo terráqueo. O seu esquema preferido está em progresso. Mais uma inspiraçãozinha e aí estará outra vez a Câmara Corporativa, ainda que mascarada de “Senado”. Já ouvi vários xuxas a falar nisso.

 

28.2.09

 

António Borges de Carvalho


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