A esperança é a última a morrer, diz-se por aí. Quando o PS adopta “a força da mudança” como slogan do congresso, quem não pensa, com esperança que lhe resta, que se trata de pré-monitória inspiração, de réstia de consciência moral, de subliminar auto-crítica.
Mudança é o que precisamos. Mas uma mudança profunda, cultural, sociológica, política, cujo slogan seja: socialismo nunca mais!
Façamos como diz o senhor Pinto de Sousa: mudemos, correndo com ele, com a sua gente, com os comunistas do Bloco e do PC, a ver se vamos a algum lado, se encontramos a tal justiça de que se fala, se pomos o Estado em democráticos varais, se entramos num rumo de verdade e de respeito pelos cidadãos, a ver se deixamos de ser tratados como carneiros, estúpidos e dependentes, a ver se conseguimos que os nossos netos tenhamuma vida menos má que a que os nossos filhos vão ter.
1.3.09
António Borges de Carvalho

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