Vistas as notícias, cada dia mais picantes, sobre as tropelias do 44, coerentemente coadjuvadas pelos seus defensores (“Porcos!” “Bêbedos!”), fica a pergunta que muita gente fará: como foi possível?
Como foi possível que um partido com a dimensão e a importância do PS tenha passado quase sete anos a idolatrar o fulano? Não sabia de nada? Ninguém lá dentro sabia de nada? Ninguém via o que toda a gente via, os esqueletos a sair do armário às catadupas, os rabos de palha aos fardos, as suspeitas aos pontapés, as meias verdades às toneladas, as fugas em frente sem sentido, o descalabro do país a galope?
Agora, o macacão é acusado de crimes vários. Mas, com crimes ou sem eles, lá no partido só o Henrique Neto é que o topava, atacava, denunciava?
Há uma explicação: toda a gente sabia de tudo, mas a ninguém convinha “perceber”, ainda menos agir em conformidade. E toda, ou quase toda, essa gente, com Costa à cabeça, continua, como se nada fosse (se calhar acreditando na estupidez do povo), a fingir que não é nada com eles, que nunca foi nada com eles, e que são diferentes do que eram quando dirigidos pelo 44. Mais. Os que “viam” o que se passava – o oco era oco mas era sério – foram corridos por indecente e má figura.
Não haja ilusões. O 44, se está à brocha com a Justiça, está feliz e contente pela estrondosa vitória dos seus fiéis. Estes, se tal lhes for dado, não hesitarão em continuar a sua obra.
28.3.15

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