IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


CONTINUIDADE

Vistas as notícias, cada dia mais picantes, sobre as tropelias do 44, coerentemente coadjuvadas pelos seus defensores (“Porcos!” “Bêbedos!”), fica a pergunta que muita gente fará: como foi possível?

Como foi possível que um partido com a dimensão e a importância do PS tenha passado quase sete anos a idolatrar o fulano? Não sabia de nada? Ninguém lá dentro sabia de nada? Ninguém via o que toda a gente via, os esqueletos a sair do armário às catadupas, os rabos de palha aos fardos, as suspeitas aos pontapés, as meias verdades às toneladas, as fugas em frente sem sentido, o descalabro do país a galope?

Agora, o macacão é acusado de crimes vários. Mas, com crimes ou sem eles, lá no partido só o Henrique Neto é que o topava, atacava, denunciava?

Há uma explicação: toda a gente sabia de tudo, mas a ninguém convinha “perceber”, ainda menos agir em conformidade. E toda, ou quase toda, essa gente, com Costa à cabeça, continua, como se nada fosse (se calhar acreditando na estupidez do povo), a fingir que não é nada com eles, que nunca foi nada com eles, e que são diferentes do que eram quando dirigidos pelo 44. Mais. Os que “viam” o que se passava – o oco era oco mas era sério – foram corridos por indecente e má figura.

Não haja ilusões. O 44, se está à brocha com a Justiça, está feliz e contente pela estrondosa vitória dos seus fiéis. Estes, se tal lhes for dado, não hesitarão em continuar a sua obra.

 

28.3.15



4 respostas a “CONTINUIDADE”

  1. Como foi possível que um partido com a dimensão e a importância do PSD tenha passado tantos anos a idolatrar os fulanos? Não sabiam de nada? Ninguém lá dentro sabia de nada? Ninguém via o que toda a gente via, os esqueletos a sair do armário às catadupas, os rabos de palha aos fardos, as suspeitas aos pontapés, as meias verdades às toneladas, as fugas em frente sem sentido, o descalabro do país a galope?

    1. Já foi a Évora? Já canta no coro?

      1. Não. Limitei-me a transcrever parte de um texto de Vasco Pulido Valente. Conhece?

  2. Realmente… como foi possível o 44? Não dá para entender. Num partido-máfia fundado por um velho mafioso, pejado de chulos, trafulhas e até pedófilos, como foi possível? Numa “democracia” podre e faz-de-conta, em que os políticos presos se contam por uma mão, como foi possível? Num país em que o governo seguinte ao do 44 é liderado por “abridor de portas”, coadjuvado pelo Relvas, como foi possível? Num povo que tolera tudo isto mansamente, desde que lhe dêem bola e festivais, mais uns subsídios e uns cagalhães, e cuja carneirada que vota ainda confunde egomania com carisma, leviandade com coragem, e pulhice com carácter, como foi possível? Ninguém sabe como foi possível. É um mistério…

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *