Em altas parangonas, um jornal qualquer faz-se eco de uma publicação, fruto de pensadores do nível de um Loff (?) e de um tal Rosas, que vem “repor a ‘verdade’ histórica”, ofendida pela “direita”, com afirmações tais que “o Estado Novo era autoritário, não fascista”, “a democracia começou no 25 de Novembro, não no de Abril”, “direita” que fala de “ultramar” em vez de “colónias”, entretendo-se assim a falsificar a verdade, cuja posse exclusiva é dos autores do escrito, com exclusão de quaisquer outros. Assim, estes altos donos da verdade acham que o Salazar era igualzinho ao Mussolini, que a História de Portugal é uma merda, fruto de fantasia de torcionários e bandidos “da direita”, que, a seguir ao 25.4, não houve supremacia ditatorial soviética, etc., que a descolonização foi um mar de rosas (certamente das rosas do Fernando), que o Ultramar não foi abandonado ao mais primário socialismo “real”, que não morreram milhões de “descolonizados” nas guerras do socialismo durante mais de trinta anos, que não houve quase um milhão de portugueses brancos despojados de tudo…
Ainda hão de descobrir que o Camões era uma besta (o Saramago é que é bom!), que o Gama nunca foi à Índia e outras verdades históricas do seu agrado.
É claro que os “heróis” da I República, os mais ferozes colonialistas e nacionalistas da nossa História, eram uns gajos porreiros.
Há critérios e critérios, não é? Os dos Loffs e dos Rosas são os bons, os da “direita” são os maus.
Fica à consideração dos leitores escolher que verdades preferem.
29.3.15

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