IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


FALSIFICAR A HISTÓRIA

Em altas parangonas, um jornal qualquer faz-se eco de uma publicação, fruto de pensadores do nível de um Loff (?) e de um tal Rosas, que vem “repor a ‘verdade’ histórica”, ofendida pela “direita”, com afirmações tais que “o Estado Novo era autoritário, não fascista”, “a democracia começou no 25 de Novembro, não no de Abril”, “direita” que fala de “ultramar” em vez de “colónias”, entretendo-se assim a falsificar a verdade, cuja posse exclusiva é dos autores do escrito, com exclusão de quaisquer outros. Assim, estes altos donos da verdade acham que o Salazar era igualzinho ao Mussolini, que a História de Portugal é uma merda, fruto de fantasia de torcionários e bandidos “da direita”, que, a seguir ao 25.4, não houve supremacia ditatorial soviética, etc., que a descolonização foi um mar de rosas (certamente das rosas do Fernando), que o Ultramar não foi abandonado ao mais primário socialismo “real”, que não morreram milhões de “descolonizados” nas guerras do socialismo durante mais de trinta anos, que não houve quase um milhão de portugueses brancos despojados de tudo…

Ainda hão de descobrir que o Camões era uma besta (o Saramago é que é bom!), que o Gama nunca foi à Índia e outras verdades históricas do seu agrado.

É claro que os “heróis” da I República, os mais ferozes colonialistas e nacionalistas da nossa História, eram uns gajos porreiros.

Há critérios e critérios, não é? Os dos Loffs e dos Rosas são os bons, os da “direita” são os maus.

Fica à consideração dos leitores escolher que verdades preferem.

 

29.3.15



3 respostas a “FALSIFICAR A HISTÓRIA”

  1. Como de costume, nenhuma delas. A verdade não se escolhe como uma couve no supermercado, ou um filme de pipocas. Esse é o método dos discípulos de esquerda e de direita: cada um só aceita a versão que lhe convém. Qualquer pala ideológica é inimiga da verdade. O Rosas tapa o olho direito, só vê do esquerdo. Já para o Irritado, e outros, o socialismo tem de ser o culpado de todas as desgraças – antes do socialismo não havia nenhumas – caso contrário não vale. Esta duplicidade contamina tudo, absolutamente tudo, em que tocam. Para os iluminados de esquerda, a imensa mortandade comunista é mera propaganda, ou um breve acidente de percurso. As pessoas queriam, e querem, fugir de lá? Devem ser doidas – aquilo é fantástico. A descolonização foi um desastre? Culpa dos EUA. A URSS e o xuxalismo caseiro nada tiveram a ver. Portugal está falido? Culpa do Cavaco. O Pantanoso Guterres e o 44, coitados, foram meras vítimas. Para os iluminados de direita, basta ler o Irritado. Salazar, Hitler, Mussolini? Todos socialistas. Se virmos bem, até Átila o Huno era socialista. Os “mercados” chulam o mundo? Culpa do socialismo e do “Estado Social”. Os EUA invadem e matam milhões? Culpa do terrorismo (socialista). A Banca manda nisto tudo? Mentiras! PCoelho abria portas? Era apenas um rapaz bem educado! Etc.

  2. De facto, Sr. Irritado, o mundo verdade não existe. Apenas o mundo das interpretações. O mundo verdade só existe por anteposição a este mundo e apenas para aqueles que nele acreditam. Trata-se de uma questão de fé.Porém afirmar que em Portugal o Estado Novo era fascista, ou melhor «fassista» como diz o Jerónimo, tal afirmação só poderá ser fruto de ignorância sobre essas duas realidades. Qualquer líder fascista era simultaneamente líder do estado e do partido. Que eu saiba, Salazar nunca liderou nenhum partido porque não existia nenhum para ser liderado. Detestava Hitler e Mussolini e dava-se ao trabalho de publicar artigos em jornais argumentado contra o Dr. Afonso Costa. Os monárquicos que haviam sido banidos da vida política foram integrados.

  3. Avatar de Fernando Cravo Bicileta
    Fernando Cravo Bicileta

    Muito bem observado. Mas não se pode dar importância um rosas qualquer.Tal e qual como um vintém é sempre um vintém, uma trampa é sempre uma merda.É a vida. como dizia o outro e não era uma flor mas era rosa na mesma

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