IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


CONTAS

 

A Casa Real espanhola tem uma dotação do orçamento de estado de cerca de 10 milhões de euros.

O orçamento de desgraça que o PS apresentou inclui uma verba de 21 milhões de euros para a Presidência da República.

O Rei Dom Juan Carlos está no Trono há uns trinta e cinco anos.

Entretanto, em Portugal, houve 7 eleições para Belém. Atribuamos a cada acto eleitoral, por defeito, um custo de 3 milhões.

Acrescentemos as reformas douradas de, até agora, três presidentes. Todos foram eleitos duas vezes, caso contrário seria 6. Teremos, grosso modo, mais uns 50 mil por ano por cada um. Demos isto de barato.

 

Feitas as contas, teremos que, em Espanha, uma Chefia do Estado serena, democrática, verdadeiramente representativa de todos, custará a cada espanhol uns 25 cêntimos por ano.

Em Portugal, por uma chefia do Estado incómoda, ansiosa por se afirmar, sempre controversa, representando, para além da República, os que elegeram o presidente e mais nada nem mais ninguém, paga cada português qualquer coisa como 2,5 euros por ano, mais os custos eleitorais. Muito mais de dez vezes o que pagam os espanhóis. Por pior serviço, por menos representatividade, por mais controvérsia, por mais perturbação da nossa vida!

 

Sem comentários. Quem quiser que os pense e os faça.

 

27.1.10

 

António Borges de Carvalho


6 respostas a “CONTAS”

  1. Do ponto de vista económico não poderei deixar de estar de acordo consigo.Todavia a politica não se resume ao económico.Há mais para alem de…Com todas as condicionantes que todos sabemos,ainda assim prefiro poder votar num presidente do que ter um rei,que o é só porque herdou um trono.Aliás,o trono espanhol não é um bom exemplo de democracia monárquica,considerando a sua constituição.

    1. Todos os Reis Europeus são investidos pelos Parlamentos democraticamente elitos. Julgo que isto responderá à sua dúvida.

  2. As contas são essas, e nos outros países monárquicos europeus não serão muito diferentes.Mas o amável Tecelão, que entretanto fez as pazes comigo, tem desta vez razão: a política não se resume ao económico.Ao Chefe do Estado pede-se que o represente com dignidade, até porque dizem que é um dos símbolos dele.Do prestígio que qualquer dos actuais reis europeus frui, creio que ninguém de boa-fé pode duvidar. São eles, não retoricamente como na nossa santa terrinha, quem garante a unidade do Estado, porque se erguem acima das querelas político-partidárias. Independentemente das diferentes orientações dos sucessivos governos, colaboram patrioticamente com todos e a grande maioria dos cidadãos revê-se nas suas famlías reais, que sem a menor dúvida gozam, pela sua dedicação ao povo, de merecido prestígio, respeito e mesmo afecto.Eles não se preocupam com eleições, vêem bem mais longe, preocupam-se com a transição entre gerações. E por cá? Para falar só do presente regime, tivemos Spinola, decerto bom militar mas aprendiz de feiticeiro em política, que acabou ingloriamente como chefe da casa militar de Soares. Depois Costa Gomes, sinistro traidor a tudo menos à sua ambição de “boiar”. Em 25 de Novembro estava, escondidamente, com as duas facções antagónicas – para sair sempre incólume. Um nojo.Mais tarde Eanes, essa insípida esfinge com veleidades de Peron.Finalmente Soares, advogadeco lisboeta (também os há bons, mas infelizmente para nós este não presta), capaz de tudo por dinheiro e poleiro. Por pouco não acabou em tribunal à conta da Emaudio. A História lhe fará a justiça que os jornais de hoje calam.O currículo de Sampaio não foi muito mais que haver sido um dos promotores da greve estudantil – e de ter emitido um parecer jurídico absolvendo as torturas praticadas depois do 25 de Abril. Manobrou a queda de Santana.Agora, Cavaco. Ainda que tenha vontade de cumprir, falta-lhe estatura e fibra. E isso, ou se tem ou não. Ele não tem.Para o futuro, teremos um Alegre, uma tristeza se chegar a presidente. E mais tarde Guterres ou Barroso, que preferiram tratar da sua vidinha e deixar-nos no pântano.Entretanto houve candidatos da estirpe de um Otelo, terrorista encartado, Pinheiro de Azevedo (que obteve expressiva votação, apesar de acamado com doença grave. Só cá!) e uns Octávios Patos. Vale a pena recordar a primeira mulher (nome?) que concorreu a presidente, com grande gáudio dos progressistas de então, obrigada a retirar a candidatura quando se soube que corria contra ela um processo por comprar electrodomésticos a prestações… que corria a pôr no prego. Tudo pessoal de confiança, verdadeiros símbolos do erro que é submeter a votação gente que não foi preparada para o cargo.Votar num presidente faria sentido se o melhor candidato ganhasse. Só que os melhores candidatos nunca se sujeitarão a concorrer porque teriam que negociar – e ficar reféns dos partidos.Mss vivemos tempos de antropocentrismo. Muita razão tinha aquele aluno chinês a quem o professor perguntou quais as consequências da revolução francesa e que respondeu considerar ainda cedo para se fazer o balanço, talvez fosse melhor esperar mais uns séculos.

    1. Não fiz pazes nenhumas consigo,pela simples razão que nunca me zanguei.Não confunda discordância com zanga.Posso não concordar com as suas ideias,mas defenderei sempre o direito que tem de as exprimir,não pense que é uma benesse,em troca quero o mesmo direito.Não se pode confundir a obra prima do mestre,com a prima do mestre.Poderemos discutir os méritos e deméritos dos regimes,monárquicos ou republicanos.Não devemos é avaliar a bondade da republica através de figuras que pelos vistos não lhe merecem consideração,nem respeito.Reparei que no seu elencar de ex presidentes,não referiu,por exemplo,Américo Tomaz.Porquê?Reis patetas,incompetentes,ditadores,e de outra indole,está a nossa história pejada,e não deverá ser só por aí que devemos desmerecer a monarquia.Aquele que você impudente,apelida de traidor,salvou o país de uma gurra civil.Quem ditou o futuro de Santana,foi Cavaco com a frase assassina da má moeda,Sampaio só fez o que se esperava que fizesse.É patente a sua aquiescência relativamente a Cavaco,cujo,não se descola da corja laranja que roubou o BPN, enquanto não explicar cabalmente a negociata das acções do banco.Porque acha que houve uma revolução em França com toda a violência que conhecemos?

  3. Conto que o dono deste blog, que tem razões de sobra para se irritar, não se agaste que eu use o seu espaço em ir além de comentar os artigos que escreve e que me soam como a poesia – leio e descubro os mesmos estados de espírito que experimentei, só que não os soube pôr por escrito.Se ele lê estas linhas aproveito para perguntar se posso divulgar este site aos meus amigos, porque creio que muitos deles irão encontrar aqui um cantinho de sossego e ar puro, no meio de toda esta sensaboria que se tornou a vida em Portugal.Registo com contentamento que o nosso Tecelão “dobrou o cabo da Boa Esperança” deste matrix que nos querem impor e finalmente vai entendendo, senão atendendo, os saudáveis pontos de vista que o Irritado defende.Talvez não haja verdades absolutas, mas com esta estirpe de governantes fiquei a saber, por experiência quase quotidiana, que existem mentiras absolutas. E é isso que aqui se denuncia.Certamente que não pensamos todos da mesma maneira, como acontece no partido comunista.Quando todos pensam da mesma maneir é porque não se está a pensar muito.Não falei nos presidentes anteriores a este regime para não ser longo demais e ainda assim fui.Deixo portanto de fora os da 1ª república. Cavaco andou pessimamente na compra e venda das acções do BPN. Não há que iludi-lo. Aliás, já errara em permitir que Dias Loureiro tivesse feito muitos negócios escuros, quando era secretário do partido.Sobre Américo há a dizer que foi o melhor aluno de sempre da Escola Naval, um competente oficial de Marinha (durante a 2ª guerra mundial, os ingleses tinham o maior apreço pelos seus conhecimentos na matéria) e como presidente agiu como se espera de um presidente: colaboru com o governo e representou bem o pais. Pudéssemos dizer o mesmo dos que se lhe seguiram.Dos reis patetas e celerados, que os houve, temos que interpretar as crónicas hermeneuticamente, segundo a forma de pensar do seu tempo.Naqueles que nos são mais próximos, não vejo razão para não nos congratularmos com os monarcas constitucionais que tivemos.D. Fernando protegeu as artes (devemos-lhe entre outras coisas o palácio da Pena. a criação do Museu de Arte Antiga, o teatro de S. Carlos – e até ter salvo a custódia dos Jerónimos de ser derretida para cunhar moeda, quando de uma visita à Casa da Moeda).D. Luís reinou sem intreferir na excelente obra de progresso desenvolvida por Fontes Pereira de Melo.D. Carlos foi um dos mais prestigiados reis do seu tempo e desenvolveu inteligente acção diplomática – como pediam os interesses do país.Assassinam-no porque se quis opor à maquinação maçonica de constituir uma república hibérica.Quando se é chefe de estado por hereditariedade a única ambição é legar um país melhor ao seu filho.Estes republicanos preocupam-se apenas em facilitar o próximo mandato a alguém do seu partido. Não há comparação possível.

    1. Caro Manuel:Não se afadigue em desefa do IRRITADO,que ele sabe fazê-lo bem.O cabo da boa esperança há muito que foi dobrado e os pontos de vista,são só pontos de vista,não têm de ter certificados de salubridade.A sua visão da história alem de redutora é doentiamente sectária.Enquanto apela para a capacidade interpretativa da acção da monarquia no seu contexto,desanca desalmadamente os agentes da republica,chamando traidor a presidentes da republica e outros mimos.Nessa plano não há pontos de vista nenhuns,mas pura e simplesmente o exercicio de provocação gratuita,e calunia eivada de òdios,nunca explicados.Porventura tambem poderia escrever aqui,que,Pedro de Alcântara foi um traidor.Para alem de outros monarcas cobardes,ditadores,estupidos,adúlteros,etc,etc.Você refere dois episódios desgarrados de dois reis,num universo tão vasto.Regra geral,o que a história universal nos demonstra,é que as monarquias integras resistiram.O que muitos reis fizeram nesta terra,foi legarem aos filhos ,cadilhos, e toda a corte de fidalgos néscios e parasitas um bom país para eles,enquanto o povo embrutecia e empobrecia.A maçonaria maquinava uma republica ibérica?Mas afinal isso não aconteceu.O que sei,é que perdemps a independência na monarquia.Não,não há comparação possivel!Ainda bem!!!

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