IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


CONSELHO

 

Tenho dois carros. Um de 1999, outro de 1998. Dentro em breve serei proibido de circular na minha cidade. Já não tenho idade para andar de bicicleta como quer o Medina e outros idiotas acantonados na Câmara, e assim vou deixando as venerandas viaturas a apanhar ar nos quadradinhos da EMEL. Não me queixo muito, vai havendo a Carris (fora das horas de ponta) e, em caso de necessidade, um taxi. Metro é que não, que não me entendo com a inteligentíssima sinalética da rede.

Ao contrário deste tão antiquado circulante, os meus concidadãos compram carros novos todos os dias. Compram andares todos os dias. Há nisto uma certa lógica: o dinheiro não rende nos bancos, há que aplicá-lo, nem que seja em bens de consumo como os automóveis, o que exponencia as importações, mas a malta não tem obrigação de o perceber. Os dos carros, daqui a dois anos, terão um terço do dinheiro que se comprometeram a pagar por eles. Os dos andares ficam encravados por uns trinta anos, ao mais pequeno abanão ficam sem eles, e a banca atolada em ainda mais imparidades.

Poupança é coisa que deixou de existir. Nem a banca dá condições, nem o Estado merece confiança.

O futuro? Se perguntarem ao chefe Costa, é brilhante. Se quiserem pensar um bocadinho, comprem dólares em vez de automóveis e andares.

 

30.7.16



2 respostas a “CONSELHO”

  1. Quanto aos carros, pois, temos pena. A classe política, que anda de carrão novinho pago por si, também tem pena.Ainda assim, creio que um carro novo não desvaloriza assim tão depressa. Após dois anos ainda deve valer, por baixo, 2/3 do que pagou por ele. Claro que é sempre um mau investimento, um desperdício desta sociedade de consumo etc.Os dólares são o maior mistério. Confia assim tanto na canalha americana, o maior devedor do planeta?

  2. Sabe o que se chama a isso, sr. Irritado? Tirania! Aquilo que de acordo com dicionário de língua portuguesa significa o exercício do poder à margem do direito. É um conceito sobre o qual se deveria investir muito mais pensamento. Quando se constrói um direito (regra) dever-se-ia ter sempre em conta a diversidade das pessoas sobre quem ele vai actuar. Este país não é para velhos. Ou não será para os portugueses?É o que mais se vê por aí. E em muitos aspectos.Quanto à ausência de poupança e à falta de confiança a festa tem sido liberal e socialista.

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