IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


CARROCEIRADAS

Aqui há meses, o governo anunciou que a sobretaxa do IRS seria reduzida de acordo com a evolução das receitas do IVA e do IRS. A gritaria emergiu automaticamente. Os impostos iam aumentar porque, primeiro, para haver mais receita era preciso que houvesse mais impostos e, segundo, porque, se a cobrança fosse menos volumosa que no ano passado, pela ordem natural das coisas também haveria subida de impostos. Era o que o governo, subliminarmente, queria dizer!

O tempo foi passando. Os impostos não foram aumentados, mas as receitas subiram, o que, para espíritos não estragados por ideologias socialistas, quer dizer que a actividade económica melhorou. Mas a idiossincracia socialista não desarmou. Se houver mais receita tal só quer dizer que a máquina fiscal é totalitária, repressiva e persecutória.

Agora, o governo fez as contas do primeiro semestre e apurou que, a continuar a tendência verificada, será possível creditar aos cidadãos uns vinte por cento da sobretaxa. 

Boas notícias, dirão os menos informados pelo socialismo. A filarmónica, pelo contrário, pôs os trombones a funcionar. O PC e o BE disseram as alarvidades do costume, que o governo estava a fazer campanha eleitoral, que os cidadãos estavam a ser enganados, etc.. O costume, de reduzido interesse. O PS, esse, mandou um sacripanta do socratismo e membro da ala mais esquerdoide do partido – por conseguinte fiel amigo do Costa – um tal Santos, dar a corda às barbas e desatar num chorrilho de insultos, bojardas e dislates mais próprios dum  carroceiro que dum político minimamente decente.

Que diabo, para quê tanto nervosismo? O Costa não vê que, com amigos destes, se autoclassifica de forma ainda mais rasca do que, na verdade, merece?

 

25.7.15



6 respostas a “CARROCEIRADAS”

  1. CARROCEIRADAS é vociferar que o “…Costa não vê que, com amigos destes, se autoclassifica de forma ainda mais rasca…”, orientar a prosa no sentido de que “…um mero jotinha tachista e trafulha…” é um é de um honestidade irreprensivel (nunca mentiu, foi enganado!!!) e olvidar que os investigadores consideram que a Tecnoforma, os seus dirigentes e responsáveis pelos financiamentos que a empresa recebeu, através do programa FORAL, cometeram “actos susceptíveis de serem sancionados do ponto de vista financeiro e criminal”.

    1. Anonimo ja há vacina contra a raiva. (cuide da saúde) LOLhttps://pt.wikipedia.org/wiki/Raiva_(doen%C3%A7a)

      1. Conhecimento em causa própria? Na verdade, Josephvss é nome de cão raivoso.

  2. Avatar de Fernando Fernandes y Grilo
    Fernando Fernandes y Grilo

    Os mesmos que aqui há uns meses gritavam contra a sobretaxa, são os meses que agora gritam porque a sobretaxa vai baixar. É lógico que eles gritam contra tudo e contra todos.gritam agora e logoNão são oposição a nadaSão simplesmente do CONTRA.Gil Vicente diria com mais propriedade que são MERDA

    1. Caro Fernando Fernandes y Grila, a fim de reflectir acerca da sua atirude, aconselho uma visita a: http://www.citador.pt/textos/o-engraxanco-e-o-culambismo-portugues-miguel-esteves-cardoso.

  3. O Engraxanço e o Culambismo PortuguêsNoto com desagrado que se tem desenvolvido muito em Portugal uma modalidade desportiva que julgara ter caído em desuso depois da revolução de Abril. Situa-se na área da ginástica corporal e envolve complexos exercícios contorcionistas em que cada jogador procura, por todos os meios ao seu alcance, correr e prostrar-se de forma a lamber o cu de um jogador mais poderoso do que ele. Este cu pode ser o cu de um superior hierárquico, de um ministro, de um agente da polícia ou de um artista. O objectivo do jogo é identificá-los, lambê-los e recolher os respectivos prémios. Os prémios podem ser em dinheiro, em promoção profissional ou em permuta. À medida que vai lambendo os cus, vai ascendendo ou descendendo na hierarquia. Antes do 25 de Abril esta modalidade era mais rudimentar. Era praticada por amadores, muitos em idade escolar, e conhecida prosaicamente como «engraxanço». Os chefes de repartição engraxavam os chefes de serviço, os alunos engraxavam os professores,os jornalistas engraxavam os ministros, as donas de casa engraxavam os médicos da caixa, etc… Mesmo assim, eram raros os portugueses com feitio para passar graxa. Havia poucos engraxadores. Diga-se porém, em abono da verdade, que os poucos que havia engraxavam imenso.Nesse tempo, «engraxar» era uma actividade socialmente menosprezada. O menino que engraxasse a professora tinha de enfrentar depois o escárnio da turma. O colunista que tecesse um grande elogio ao Presidente do Conselho era ostracizado pelos colegas.Ninguém gostava de um engraxador. Hoje tudo isso mudou. O engraxanço evoluiu ao ponto de tornar-se irreconhecível. Foi-se subindo na escala de subserviência, dos sapatos até ao cu.O engraxador foi promovido a lambe-botas e o lambe-botas a lambe-cu. Não é preciso realçar a diferença, em termos de subordinação hierárquica e flexibilidade de movimentos, entre engraxar uns sapatos e lamber um cu. Para fazer face à crescente popularidade do desporto, importaram-se dos Estados Unidos, campeão do mundo na modalidade, as regras e os estatutos da American Federation of Ass-licking and Brown-nosing. Os praticantes portugueses puderam assim esquecer os tempos amadores do engraxanço e aperfeiçoarem-se no desenvolvimento profissional do Culambismo. (…) Tudo isto teria graça se os culambistas portugueses fossem tão mal tratados e sucedidos como os engraxadores de outrora. O pior é que a nossa sociedade não só aceita o culambismo como forma prática de subir na vida, como começa a exigi-lo como habilitação profissional. O culambismo compensa. Sobreviver sem um mínimo de conhecimentos de culambismo é hoje tão difícil como vencer na vida sem saber falar inglês. Miguel Esteves Cardoso, in ‘Último Volume’

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