IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


PLANOS B

Como seria de esperar, não foi só o terrível senhor Schäuble a ter um plano B para a Grécia. Não tinha tal direito, diz a menina Martins, garante a Marianinha dos dossiers, gritam o careca e o Tavares mau. Malvado! A fazer contas de somir nas costas do povo grego! Parece impossível!

Ficámos agora a saber que não era só o tenebroso tudesco a traçar planos B. O Falhoufakis, com o agrément do Tripas, já tinha feito o seu, e há muito tempo. Mas, enquanto o Schäuble queria só uma saída do euro planeada, a prazo, faseada e o mais “pacífica” possível, o Fakis propunha-se criar dinheiro macaco, devassar as comunicações, o dinheiro, a vida privada de cada um. A fim de tornar as coisas mais “transparentes”, o Fakis contratava hackers para entrar nas finanças e tratar da saúde aos renitentes. À falta de melhor, o plano previa que a Grécia se sentasse ao colo do adorável Putin, também ele, como o Syriza, eleito pelo povo, como o Hitler (ora propagandeado pelo “Expresso”), eleito pelo povo, como o Haider, eleito pelo povo, como aquele tipo da Hungria, eleito pelo povo.

Estes “democratas” eleitos têm pontos comuns. No caso do Tripas, para já, temos as investigações decretadas na Grécia para, via várias entidades, ajuizar da fidelidade dos jornalistas à “via correcta”. Faz parte deste “tribunal” o sindicato dos ditos – o que nos dá ideia da profundidade a que o regime syrísico já chegou em matéria de “vigilância revolucionária”.

No parecer da chamada esquerda radical, o Schäuble não tinha direito a fazer um plano B, nem a considerar a saída do euro como possível, nem nada. O Syriza, por seu lado, tem todo o direito aos planos B que entender, a perseguir os jornalistas menos cómodos, a mamar no biberão do Putin, a vigiar as comunicações privadas, a assaltar sistemas informáticos, quem sabe se a ir abrindo uma linha férrea para a Sibéria, a fim de exportar os chatos.

A esquerda dita radical tem destas coisas. É que, sabe-se por experiência, e não só, que o verdadeiro socialismo só é viável em ditadura. Sempre foi assim, e será sempre assim, porque o socialismo é sempre desumano.

Donde se prova, além disso, que a democracia tem princípios e que quem não os aceita não tem nada a ver com ela, por muitos votos que conquiste. A democracia não se “aprofunda” pelo número de activistas ou protestantes que exerçam a sua influência nas decisões públicas. Só se torna mais rica se respeitar os princípios que lhe são próprios.

 

28.7.15



2 respostas a “PLANOS B”

  1. Avatar de Vá lamber o cu a outro
    Vá lamber o cu a outro

    O Engraxanço e o Culambismo PortuguêsNoto com desagrado que se tem desenvolvido muito em Portugal uma modalidade desportiva que julgara ter caído em desuso depois da revolução de Abril. Situa-se na área da ginástica corporal e envolve complexos exercícios contorcionistas em que cada jogador procura, por todos os meios ao seu alcance, correr e prostrar-se de forma a lamber o cu de um jogador mais poderoso do que ele. Este cu pode ser o cu de um superior hierárquico, de um ministro, de um agente da polícia ou de um artista. O objectivo do jogo é identificá-los, lambê-los e recolher os respectivos prémios. Os prémios podem ser em dinheiro, em promoção profissional ou em permuta. À medida que vai lambendo os cus, vai ascendendo ou descendendo na hierarquia. Antes do 25 de Abril esta modalidade era mais rudimentar. Era praticada por amadores, muitos em idade escolar, e conhecida prosaicamente como «engraxanço». Os chefes de repartição engraxavam os chefes de serviço, os alunos engraxavam os professores,os jornalistas engraxavam os ministros, as donas de casa engraxavam os médicos da caixa, etc… Mesmo assim, eram raros os portugueses com feitio para passar graxa. Havia poucos engraxadores. Diga-se porém, em abono da verdade, que os poucos que havia engraxavam imenso.Nesse tempo, «engraxar» era uma actividade socialmente menosprezada. O menino que engraxasse a professora tinha de enfrentar depois o escárnio da turma. O colunista que tecesse um grande elogio ao Presidente do Conselho era ostracizado pelos colegas.Ninguém gostava de um engraxador. Hoje tudo isso mudou. O engraxanço evoluiu ao ponto de tornar-se irreconhecível. Foi-se subindo na escala de subserviência, dos sapatos até ao cu.O engraxador foi promovido a lambe-botas e o lambe-botas a lambe-cu. Não é preciso realçar a diferença, em termos de subordinação hierárquica e flexibilidade de movimentos, entre engraxar uns sapatos e lamber um cu. Para fazer face à crescente popularidade do desporto, importaram-se dos Estados Unidos, campeão do mundo na modalidade, as regras e os estatutos da American Federation of Ass-licking and Brown-nosing. Os praticantes portugueses puderam assim esquecer os tempos amadores do engraxanço e aperfeiçoarem-se no desenvolvimento profissional do Culambismo. (…) Tudo isto teria graça se os culambistas portugueses fossem tão mal tratados e sucedidos como os engraxadores de outrora. O pior é que a nossa sociedade não só aceita o culambismo como forma prática de subir na vida, como começa a exigi-lo como habilitação profissional. O culambismo compensa. Sobreviver sem um mínimo de conhecimentos de culambismo é hoje tão difícil como vencer na vida sem saber falar inglês.Miguel Esteves Cardoso, in ‘Último Volume’

  2. A catrineta Martins, marisa matias, louçã e demais bloquistas dizem que tudo isso é falso . O alexis e o varioufakis mais não estavam que, num intervalo do petisco, a jogar à batalha naval.Os maldizentes aproveitaram para gravar o jogo e difamarem essa gente onrada..Em solidariedade com essa gente onrradíssima votaram contra o enriquecimento injustificado por causa das moscas

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