IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


BONS SENTIMENTOS

  

A organização comunista chamada Bloco de Esquerda espalhou por toda a parte uns cartazes avisando o Zé-povinho que há uns seis ou sete cavalheiros que “nunca apertam o cinto”.

Junto à fotografia de cada contemplado, o montante dos respectivos rendimentos de trabalho.

Partamos do princípio que os números são exactos.

 

Antes de mais, diga-se que qualquer dos senhores retratados paga, em impostos, goste ou não goste, uns 40% das verbas parangonadas pelo BE, percentagem a aumentar em breve. Assim, haverá o cidadão que dividir por cem a “informação” do Bloco, depois multiplicá-la por sessenta, e terá à sua frente um número mais honesto.

Mesmo assim, dir-se-á, os fulanos ganham um balúrdio. É verdade. Deverá, porém, acrescentar-se que os tais 40% que entregam ao Estado (a “todos nós”, como diria o Bloco) seriam galinha da perna para os accionistas das respectivas empresas, em dividendos, se ganhassem menos e pagassem menos. Não seriam para “todos nós”, em impostos.

 

Note-se agora que todos os alvejados são manda-chuvas de empresas privadas.

Não é privilégio nem direito dos partidos políticos ou do Estado pronunciar-se sobre os seus vencimentos. O que podem fazer, se quiserem, será reclamar que os castiguem com ainda mais impostos. Tal nada tem a ver com a soberana decisão dos respectivos patrões de lhes pagar o que muito bem entendem.

Acresce que, no mar de desemprego e de miséria em que o socialismo nos mergulhou, há para aí umas cem mil pessoas que trabalham, que têm tem ordenado e garantias sociais no conjunto das empresas tidas e/ou geridas por tais manda-chuvas e que, se os patrões lhes pagassem menos, se calhar eles estavam-se nas tintas e iriam pregar para outra freguesia, teoricamente pondo em causa os empregos daquela malta toda, que passariam a ser geridos de outra forma, quiçá menos competente.

 

Finalmente, os magníficos comunistas do Bloco esquecem, não por acaso, a chusma de gestores do Estado que perdem milhões (dos “nossos”) e que andam de empresa em empresa a fazer a sua “obra” e a receber (do “nosso”) como nababos. Na certeza que, se “houver azar”, têm sempre um “lugar de recuo”.

 

O Bloco, como o PC e a sua agência CGTP, dedica-se à destruição do privado e à manutenção ou alargamento do público, com as dramáticas consequências que, por todo o mundo, civilizado ou não, tais teorias “socais” não se cansam de espalhar.

O Bloco destina-se a convencer as pessoas da monumental falácia que é pensar que, se há pobres é porque há ricos e que, se se tirar aos ricos, os pobres ficarão, automaticamente, cheios de “bago” e de regalias. Para tal, há que espevitar os mais baixos sentimentos da população, alimento privilegiado das mentes “comunizadas” e “comunizáveis”. A invejosa publicidade bloquista não significa outra coisa.

Apontar aos portugueses o caminho para a miséria e a servidão, eis a missão desta gente, conscientemente concebida e aplicada.

 

Diga-se, aos que já estão a afiar a faca contra o IRRITADO, que ele não acha propriamente adequado que se ganhe demais num país como o nosso. Por outro lado, o IRRITADO não faz, nem nunca fez, parte dos que ganham ordenados principescos.

Mas tem a noção exacta do que podem ser as consequências da propaganda comunista. Não para si, que não tem muito a perder. Mas, sobretudo, para aqueles que quase nada têm a perder e que, se forem neste tipo de conversa, perderão tudo o que têm, mais duas coisas: a liberdade e a esperança.

 

16.6.10

 

António Borges de Carvalho



17 respostas a “BONS SENTIMENTOS”

  1. FRANCISCO ANACLETO LOUÇÃ, de 49 anos de idade, portador do Bilhete de Identidade nº 4711887, emitido pelo Arquivo de Identificação de Lisboa em 6 de Abril de 1998, filho de António Seixas Louçã e de Noémia da Rocha Neves Anacleto Louçã, solteiro, professor universitário, natural de São Sebastião da Pedreira, Lisboa e residente na Avenida Duque de Loulé nº 105, 1º, Lisboa.Despacho (extracto) n.º 5296/2010Assembleia da República – Secretário-GeralNomeação da licenciada Noémia da Rocha Neves Anacleto Louçã para a categoria de assessora do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda Digamos que se trata da mãe do Louçã, uma senhora com 79 anos uma bonita idade para ser nomeada para a AR.Bem prega Frei Tomás…

    1. Esqueceu-se,ou não,de referir que o cargo não é remunerado!!!

      1. Não esqueci. Aliás, ignoro. Mas não acredito que seja de “borla”.Não é remunerado? Nada? Mesmo nada? Se assim é, merece penitência.

        1. onde se lê: “”…merece…”, deve ler-se “…mereço..”

        2. Que eu tenha lido, o despacho de nomeação da senhora não refere vencimento. O que quer dizer que ela ganhará o que estiver regulamentado para a função em causa. Salvo melhor opinião, se assim não fosse, porquê publicar a nomeação?Não sou o autor da “boca”, mas acho estranho que seja o Tecelão a vir à liça a este respeito.Vou tentar indagar.

  2. E no entanto,Portugal é o país onde a diferença entre os 10 mais ricos e os 10 mais pobres é a mais dilatada da europa.Onde os trabalhadores são os mais mal pagos da europa,em contraste com os gestores os mais bem pagos.Pode-se teorizar o que quizermos á volta desta questão,mas num país com 2 milhões de pobres,e um baixo nivel de vida da maioria da população,é obsceno certos vencimentos,sejam eles publicos ou privados.Não é social nem éticamente concebivel que numa empresa a diferença entre o vencimento mais baixo e o mais alto tenha os valores absurdos que têm,só neste país.Esta situação configura um país do terceiro mundo e não do primeiro.

    1. Deste tecelão gosto.

  3. Sr. Irritado vamos reflectir um pouco:

    [Error: Irreparable invalid markup (‘<br […] <a>’) in entry. Owner must fix manually. Raw contents below.]Sr. Irritado vamos reflectir um pouco: <BR class=incorrect name="incorrect" <a>1-Qualquer</A> indivíduo ou grupo de indivíduos só é mais rico no dia seguinte se acumular no dia anterior. Logo a riqueza é necessária e há uns mais competentes que outros em criá-la, isto é, em serem ricos. Eu, pecador me confesso, sou um aselha . <BR class=incorrect name="incorrect" <a>2-Qualquer</A> indivíduo ou grupo de indivíduos só será pobre, necessitado e com fome se afectar exageradamente recursos em bens sumptuários descurando as necessidades primárias. <BR>Isto demonstra-se até por indução matemática. <BR>O resto é uma questão de distribuição.Não é por acaso que os ricos daqueles países que caminham na vanguarda da democracia e do direito tem elites bem mais frugais que os outros. <BR>Dir-me-ão: Cada um tem o direito de fazer o que quiser ao que é seu! <BR>Dir-lhes-ei: Num dia a rainha tinha o direito de usar os mais belos colares. No outro ficou sem direito ao pescoço. <BR>O poder tem o dever de ser justo perante a ética e os valores de convivência social. Não ser tirano nem deixar-se embarcar em oportunismos de ocasião.

    1. Caro PicarotoA questão que coloca é interessante, tem pés para andar e é uma séria prevenção. Eu sabia que, ao escrever o que escrevi, ia motivar este tipo de comentário que, aliás, agradeço. Foi o que tentei “prevenir” no penúltimo parágrafo do meu post.O facto de os tais vencimentos serem exagerados em relação ao país em que vivemos, ainda que eventualmente proporcionais aos serviços prestados, não infirma os meus argumentos políticos. Obrigado.

  4. Vi os cartazes mas não li os nomes ou valores, só me lembro que um deles é o filho do Belmiro de Azevedo, esse Jorge de Mello do pós-25 de Abril.Por mim, tenho bastante pena de não constar nos cartazes. Não digo que seja o maior desgosto da minha vida porque imagino que aqueles senhores hão-de ter uma vida bem difícil de aturado trabalho e frequentes sobressaltos, mas sobretudo de sensaborias perante os broncos governantes e os bruscos sindicalistas, uns e outros sem produzirem o que se veja – mas muito expeditos em legislar, constranger e até dificultar as suas acções e projectos empresariais. Estes vivem de parasitar aqueles, e vemos isso todos os dias. Foi pena que o Zeca Afonso tivesse morrido, pois gostaria de ouvi-lo agora trinando a tal balada dos vampiros, bem mais actual com esta gente do que com o Tenreiro, que afinal se veio a verificar que muito pouco tinha de seu, pois acabou a viver apertadamente.Por alguma razão escolheram para primeiro-ministro essa fraude total, pior que o cavalo do Atila, o tal cujo sítio onde pisasse não mais cresceria erva, da mesma forma que a alimária socialista tem deixado casos por explicar por todo o lado onde passou chegando ao aprimorado extremo de mandar fechar, com soldados de capacete e colete anti-bala, a universidade onde (não) estudou – esse prodigioso governante afinal entende equilibrar as contas públicas forçando a economia e enfiar mais dinheiro no Estado despesista, em vez de obrigá-lo a reduzir essa despesa.Os números andam por aí, não há comparação entre o peso do Estado português e inglês, tanto em pessoas como em verba. Mas eles – que obviamente não percebem do assunto como nós – vão passar admitir apenas um novo funcionário por cada 10 que saem. Cá é o que se sabe, ou melhor o que não se sabe, porque são os próprios ministros a contornar a lei para admitir mais gente do partido. Obviamente a principal preocupação do Zézito não são os dinheiros públicos, mas os seus privados. E para isso precisa de se defender da comissão parlamentar, que se debate não tanto no apuramento da verdade mas na descoberta de rebuscadas figuras de estilo e prodígios de semântica para não dizer que o ele mentiu ao parlamento – coisa que o comum dos mortais já percebeu há muito. Quem o defende é um sujeito que rouba gravadores quando não tem respostas para as perguntas que lhe fazem. Tudo gente fina.Por certo tergiversei, mas afinal como mobilizar (termo muito apreciado pelos comunistas) a população para combater esta funda crise? É claro que expondo no pelourinho do séc XIX umas quantas efígies de pessoas que não fizeram mal a ninguém.O Sherlock Holmes é que sabia quando dizia que insensivelmente começamos a alterar os factos para provar as teorias em vez de alterar as teorias para provar os factos.

    1. Como sempre, escrever por entre telefonemas e outras oisas, acaba por atrair as gralhas.O séc. é o XXI e não outro. 🙂

      1. RTP, uma Empresa Pública muito deficitária e fortementefinanciada pelo erário público, AO QUE CONSTA, paga salários muito baixos, como se pode verificar:José Alberto Carvalho tem como vencimento ilíquido e sem contar com as ajudas de custos a quantia de 15.999 euros por mês, como director de informação.A directora-adjunta, Judite de Sousa, 14.720 euros. José Rodrigues dos Santos recebe como pivôt 14.644 euros por mês. O director-adjunto do Porto, Carlos Daniel aufere 10.188 euros brutos.Remunerações estas que não contemplam ajudas de custos, viaturas Audi de serviço e mais o cartão de combustíveis Frota Galp.Outros:- Director de Programas, José Fragoso: 12.836 euros- Directora de Produção, Maria José Nunes: 10.594- Pivôt João Adelino Faria: 9.736- Director Financeiro, Teixeira de Bastos: 8.500- Director de Compras, Pedro Reis: 5.200- Director do Gabinete Institucional (?), Afonso Rato: 4.000- António Simas, director de meios: 6.200ISTO NÃO É UM ESCÂNDALO?QUANTO GANHARÃO OS ELEMENTOS DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO?

      2. Para si escrever contra o Pinto de Sousa é melhor que comer cerejas,não tem caroços!!!

        1. O Tecelão há-de absolver as minhas repetições como eu lhe perdoo os descosidos axiomas, em que frequentemente incorre e raramente acerta.Para quem tem o martelo como única ferramenta intelectual, todas as situações, todos os problemas, todas as objecções lhe surgem como pregos. De cada vez que o Tecelão me comenta, quase posso ouvir daqui o estampido das suas marteladas. E lamentar que “cada prego, um dedo”, como diz o povo, porque os seus comentários enviesam sempre alguma coisa e malham ao lado do alvo.Um dia destes promoveu-me serôdiamente a comandante de castelo da MP, hoje diz que eu gosto de desancar no Zézito. Ainda não é desta que fala verdade. Tudo o que eu disse – e ficou muito por dizer – é a expressão fiel do que se passa. Tomara que não tivesse que falar nele.Mas, se conheço bem a psicologia das massas, ainda me verei largamente ultrapassado por muitos dos actuais prosélitos socratianos, e terei o gosto de ver o Tecelão muito satisfeito, muito assertivo, muito ele mesmo, de martelo em punho – a debicar nas tais cerejas.

          1. A metáfora do martelo está bem esgalhada,e espero por melhor,sei que você é capaz!!!

  5. CASO BPN: ESCÂNDALO E IMPUNIDADE, JÁ NINGUEM OUVE FALAR NISTOParece que as autoridades tentam esquecer o assunto. Nada está a ser feito para recuperar o roubo ou para punir os culpados.O montante do “assunto” atribuido a Oliveira e Costa, Luís Caprichoso, Francisco Sanches e Vaz Mascarenhas está calculado em 9.710.539.940,09 (NOVE MIL SETECENTOS E DEZ MILHÕES DE EUROS…..)

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *