IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


BESTIALIDADE PARANÓICA

O jornal privado que se chama “Público” arranjou uma forma original de comemorar os dezóito anos, ou seja – nas palavras do próprio – “a maioridade”.

Consistiu tal celebração em dirigir um convite ao eminente intelectual, emérito historiador do comunismo e inimigo figadal do PSD, que dá pelo histórico nome de Pacheco Pereira.

Até aqui, tudo bem.

Julgar-se-ia que tão ilustre personagem aproveitaria a ocasião para expender as suas não menos ilustres ideias sobre o “estado da Nação”, o nosso presente e o nosso futuro. Mas não. Possuído da mas rebuscada raiva, o homem resolveu repisar o assunto do Casino de Lisboa, mexendo e remexendo no que já está dito e redito por inúmeros perseguidores profissionais do PSD e do CDS e pondo em causa a honorabilidade de uma data de gente. O homem espiolhou datas e contra datas, telefonemas e outras indiscrições pidescas, decretos e portarias, cartas e contra cartas, tudo com o nobre propósito de dar pancadaria nos drs. Santana Lopes, Paulo Portas e Telmo Correia.

Diria algum desprevenido observador que, sendo o inigualável académico membro de um partido da oposição, dedicaria a mente e a pena a criticar o senhor Pinto de Sousa e os seus apaniguados e seguidores. Qual quê! Importante, para ele, é dar cabo do próprio partido e ajudar o dr. Menezes a fazer mais asneiras. Ainda mais importante, porém, parece ser rebentar com os governos anteriores. Parece um tarado a pisar a sepultura do inimigo. Ainda por cima não arranjou outra coisa para zurzir senão a repugnante e requentadíssima história do casino, a fazer lembrar a fábula do lobo e do cordeiro: se não foste tu foi o teu pai, o teu irmão, o teu amigo, hei-de os comer a todos!

A raivosa paranóia do fulano agarra-se a tudo. Ele é a história de uma carta que o homem do casino escreveu, como se, todos os dias, não houvesse tipos a escrever aos membros do governo a propor isto e aquilo. Os governantes do tempo são culpados, imagine-se, não de escrever uma carta, mas de a mesma lhes ter sido enviada! Agora, é a macacada de um despacho inconclusivo que parece ter sido assinado em data diferente da que nele consta. O Irritado desafia todos, mas todos os membros de todos, mas todos os governos, a declarar que nunca o fizeram. Toda a gente sabe que, as mais das vezes por razões ou buracráticas ou absolutamente inócuas, se assinam despachos com a data que mais convém. Haverá alguém que o não tenha feito? Não há. O que, manifestamente,  pouca importância tem. Mas, se se tratar de alguém do PSD ou do CDS, ou que tenha feito parte dos negregados governos da direita democrática, para o senhor Pacheco a coisa passa a nefando crime.

O senhor Pacheco bateu no fundo. Não há quem ainda não tenha percebido que o Estado não foi, bem pelo contrário, prejudicado pelo negócio do casino. Mas é preciso, pensa a paranóica criatura, continuar, ad nauseam, a bater em tais governos. Para isto, é preciso  ser uma besta. Ou não?

 

O senhor Pinto de Sousa, nos durados corredores da sua dourada residência, rebenta a rir. Se não fosse a ajuda dos Pachecos onde é que ele já iria?

 

António Borges de Carvalho


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