IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


BATEMOS NO FUNDO

Era eu miúdo quando, em Cuba, um tal Batista foi derrubado por Fidel Castro. À altura não tinha ideias políticas propriamente ditas, mas lembro-me de ter, romanticamente, admirado a arrancada de Fidel e a sua promessa de liberdade e de justiça. Pela Europa fora, quase não houve quem não se regozijasse com a reviravolta.

Pouco tempo depois, o mundo civilizado assistia a que “liberdade” Fidel se referia: a liberdade dos goulagues, a liberdade soviética, o contrário da liberdade. Fidel traíu tudo o que havia para trair, enganou todos os que na sua “liberdade” acreditaram, fundou um partido comunista pago pela URSS, e nunca mais saíu do poder. Até hoje: depois de morto, continua.

Felizmente com um fim diferente, o mesmo se poderá dizer do Otelo. Entrou na história como um libertador, mas disso nada tinha. Nunca foi um democrata e, depois de ter ajudado a transformar o país numa choldra militar, acabou, com seus sequazes civis e militares, por ser vencido pela resistência popular e política. Ao contrário de Fidel, não vingou. Mas não desistiu. O que não conseguiu como “político”, realizou-o como chefe incontestado de uma organização terrorista de assassinos e ladrões: quase vinte mortos, inúmeros feridos, dezenas de bancos assaltado e de instalações destruídas.

E é este homem unanimemente incensado pela imprensa e pelo poder no Portugal “democrático”.  Batemos no fundo.  

 

26.7.21



5 respostas a “BATEMOS NO FUNDO”

  1. Claro que o Irritado jamais podia gostar do esquerdista Otelo. Mas nem tudo era mau: embora no seu estilo matarruano, ele pregava uma democracia mais directa, bem melhor que a esterqueira deixada pelo 25 Abril. Quem nos dera. De resto, era mais um santinho do sacrossanto 25. Quando viu que a golpada corporativa de oficiais ganhara vida própria, adaptou-se a esta: alinhou na fantochada. Claro que é melhor ser herói do que mero chuleco militar à cata de regalias. As FP-25 foram o maior falhanço de todos. Em vez de acossar e amedrontar mamões, vitimaram inocentes. Fazia falta, muita falta, novas FP… desta vez para os destinatários certos. Todos sabemos quem são e onde estão. Um deles, soube-se ontem, anda pela Sardenha.

  2. Foi precisamente em 26 de Julho de 1953, o irritado era um miúdo que ficou todo contente com o derrube do Fulgêncio Batista. Que miúdo precoce, sem ideias políticas já a se interessar romanticamente por derrubes de ditaduras, sim senhor.A chatice foi o Otelo, ou outra coisa: o 25 de Novembro ter resolvido o assunto numa noite. Que chatice nem uma de mais uns dias aos tiros e tudo, que de rede bombista, assassinatos, fogos a sede de partidos já estava em marcha.E está irritado com as fp25 e nem se deu ao trabalho de consultar o processo, é publico, e chegar à conclusão que o Otelo foi um palerma ter ficado “agarrado” ao que nunca aconteceu. E aqueles rapazinhos que fugiram para o Brasil com o dinheiro dos assaltos? Alguns voltaram e até entraram nas privatisaçõesE os 800.000 votos que o Otelo teve nas eleições Presidenciais, e o que ontem escreveu Ramalho Eanes. E que o Otelo vai ficar conhecido por ser o estratega do 25 de Abril e não por nome de rua da capital.Que chatice o Areeiro ser conhecido por Areeiro.

  3. Genericamente, concordo. Acrescentarei, até, que “propositado, necessário ou acidental, o bem que se faz gera, em quem o pratica, inilidível responsabilidade pela perpétua dignificação da memória dos feitos junto de quem deles se apercebeu, pelo que nenhum ídolo tem o direito de boicotar a própria obra; e, em matérias tão importantes e sensíveis como a Liberdade e a Democracia, não pode a tal ponto desiludir, quase renegar”, como aconteceu com o Major Saraiva de Carvalho.Convido-o a ler-me em https://mosaicosemportugues.blogspot.com/2021/07/otelo-o-espinho-que-nem-morte-arrancou.html , se o tema lhe interessar. E, já agora, a comentar.

    1. Agradeço a sugestão. Já li. Parabéns pela qualidade do seu trabalho, o que não quer dizer que concorde com tudo. Não sei é se vale a pena ou se tenho competência para comentar.

      1. Muito obrigado pela apreciação que faz do meu esforço, o qual tem, seguramente, tanta competência para comentar como eu tive para escrever.Lerei com o maior agrado as linhas que lá quiser deixar.

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