Este infeliz cidadão queria ir a um casamento na zona de Florença. Coisa de família. Como é um patriota, resolveu ir ao site da TAP e não a um daqueles que prometem mundos, fundos e voos miseráveis. Com mais de um mês de atecedência comprou bilhetes para 4 pessoas, ida e volta. Tudo nos conformes, depois de ter passado uma boa meia hora às voltas com o intrincado mundo da “transição digital”. Estúpido, ficou todo contente por ajudar a companhia “de bandeira”.
Três dias depois, recebe um mail a dizer que afinal o voo reservado não era no dia marcado, era no seguinte. A coisa não dava jeito, mas era gerível. Paciência. O pior foi que, dois dias depois, novo mail anunciava, glorioso, que o voo tinha sido anulado. O dinheiro pago não tinha sido devolvido, nem o seria por inteiro, isto é, os “extras”, seguros de viagem, mais não sei quê, mais um fee qualquer, ficavam de fora. Anda o infeliz cidadão às voltas há para aí duas semanas e ainda não conseguiu reaver um chavo nem sabe se, como ou quando verá o seu precioso dinheirinho
Mas, prejuízos aparte, arranjou uma solução. A Ryanair arranjou-lhe um voo para Pisa, que não é longe do destino final. Um vasto grupo a quem aconteceu o mesmo estará em tal voo.
Resumindo: a TAP, com um mês de antecedência, cancelou um voo que deveria ir cheio, ou quase. Razão para tal? Nenhuma que se possa antever, a não ser que a TAP, tão arruinada quanto estúpida, ande em caridosa campanha para proteger as low cost. Ou para sacar algum aos incautos que pagaram voos que não existem. Talvez isto faça parte de um reforço de tesouraria determinado pelo burro que vai mandando naquilo até ao estoiro final.
Que sirva de lição aos menos cuidadosos.
8.8.21

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