IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


BAIXEZAS

 

O Oco II, ou camarada Costa, queixou-se amargamente, coitadinho, dos “ataques muito baixos” do Oco I, ou camarada Seguro.

São “inúmeros os ataques” que têm sido dirigidos ao Oco II por parte do Oco I, “dos seus apoiantes” e de “um conjunto de mercenários que trabalham sob a capa de agências de comunicação”. É brutal, não acham?

Além das queixinhas, o Oco II diz que ouviu o Oco I “despejar 80 medidas a 8 dias de umas eleições”, sem “apresentar uma visão estratégica” sobre “a correcção dos efeitos assimétricos do euro” ou sobre “um programa de recuperação que suceda ao programa de ajustamento”. Afirma também o Oco II que o seu mandato na CML é, ao contrário do que diz o insultante, “uma questão bastante prematura”. O homem (Oco II) quer “levar a cabo um compromisso para a década”, “uma mudança radical na atitude perante a Europa”, “uma reformulação do euro”, “uma agenda para o emprego” e “uma maioria absoluta”. E, no auge do esplendor da sua inteligência, diz que os votos que teve para a CML não eram para a CML, eram para primeiro-ministro ou para Presidente da República. Votaram nele, acentua, “para me dar força para assumir outras responsabilidades”. Mais reles, mais aldrabão, mais repetitivo não é possível.

O IRRITADO ficou esmagado com estes alardes de inteligência. Estamos perante aquilo a que, com a mais profunda caridade, se pode chamar um saco cheio de vento. Primeiro, o homem acha-se vítima das maiores vilanias do Oco I, cuja existência política foi ele o primeiro a, vilmente, pôr em causa. Deve estar a ver-se ao espelho e a achar-se parecido com a Madre Teresa. Com uma diferença: ela nunca foi baixamente atacada. Ele, ao contrário, sente-se aviltado por aqueles a quem aviltou. É de estalo.

Verdade é que nem um nem outro (nem a tenebrosa organização a que pertencem) valem a ponta de um chanfalho. Vão chamando nomes um ao outro porque um diz A e o outro A diz. E a organização, no meio da bagunça, também diz A de um lado e do outro. Lindo!

Mentira, em que não poucos – os de dentro e os simpatizantes – vão gostosamente navegando é esta: trata-se de “eleger” um tipo para um cargo para o qual, interna ou externamente, jamais haverá eleição alguma ou eleito algum. Por um lado, devem querer meter na cabeça dos ignaros que o PM tem que vir a ser do PS (talvez seja a única intenção), por outro que a opção política das pessoas se limita a escolher um ou outro, por mais ocos que sejam, mas do partido!

Estranho é que não haja por aí nenhuma entidade a proibir a palhaçada, por manifesta ilegalidade formal e material, por evidente inconstitucionalidade formal e material, por logro político e social, etc..

Tudo baixeza, e da mais baixa.

 

8.8.14

 

António Borges de Carvalho



9 respostas a “BAIXEZAS”

  1. “Tudo baixeza, e da mais baixa”, é o que um parvalhão irritado tem “andando por aí”!!!

  2. Henry Winstanley foi um arquitecto que projectava faróis, um dia exigiu ficar dentro de um dos seus durante uma tempestade, para testar a resistência da estrutura. A torre desabou e Henry morreu. Ângelo Correia não vai ser o Henry de Passos Coelho, quanto mais escombros caiem do governo mais Ângelo se afasta da queda do entulho. O “barão” do PSD, notado mentor do primeiro-ministro, considera agora que “o PSD não se preparou para governar” (1). Impreparação de Passos Coelho para governar é uma crítica corrente desde há muito neste país, Ângelo Correia só agora viu, melhor, só agora viu que também tem de acompanhar a crítica. Interessante é recordar o que Ângelo dizia de Passos Coelho quando o apoiou para liderar o PSD e assim concorrer ao cargo de governante principal de Portugal. Lendo o Público (2) da altura, o candidato à liderança era uma “lufada de ar fresco”, que Ângelo Correia ladeava por “saber o que dele pode esperar”. Para o “barão”, o país passaria a olhar o PSD doutra maneira com Passos Coelho. “Senão continuará o mofo, o bafio, o mesmo do passado”, dizia Ângelo Correia. Tomara o PSD ter hoje uma imagem aproximada a qualquer momento do seu passado, está em frangalhos. Foge barão senão levas com os cacos. (1) PÚBLICO de 07/09/2013 – 09:11: O ex-dirigente do PSD e amigo de Passos Coelho aponta inconsistências e uma frase “injustificável” nas posições e no discurso do primeiro-ministro.O antigo dirigente do PSD Ângelo Correia considera que o partido não se preparou para ser Governo e qualifica de “injustificável” a frase do primeiro-ministro Passos Coelho – “já alguém perguntou aos 900 mil desempregados de que lhes valeu a Constituição até hoje?” – proferida no discurso da Universidade de Verão do PSD no fim-de-semana passado.Em declarações ao programa Bloco Central da TSF deste sábado, Ângelo Correia atribui essa referência a “um excesso de empatia” própria do “entusiasmo” sentido frente a uma plateia como num comício. E aponta a falta de consistência do discurso relativamente à necessidade ou não de se rever a Constituição.“A Constituição é tão importante em relação aos 900 mil desempregados como [em relação] aos 4,5 milhões de empregados. São referenciais de enquadramento que justificam as leis, mas não são responsáveis” por “coisas que dependem das pessoas e do quotidiano da própria governação”, considera Ângelo Correia, em reacção às palavras do primeiro-ministro proferidas depois do chumbo pelos juizes do Tribunal Constitucional à proposta de requalificação na função pública. No mesmo discurso, Passos Coelho disse que não era preciso rever a Constituição “para cumprir o memorando de ajustamento” assinado com a troika de credores internacionais.O empresário e ex-dirigente do PSD, que é próximo de Passos Coelho, diz que há uma falta de consistência quando ouve o primeiro-ministro dizer “que não há problemas com a Constituição”.“Eu sempre ouvi dizer até há dois ou três anos [que havia] a necessidade de revisão constitucional”, lembra. “Se não fosse assim, que lógica teria o próprio programa de revisão constitucional apresentada pela mesma pessoa que é presidente do PSD e primeiro-ministro do Governo?”, questiona. “Não tem consistência. Há discursos que não se podem ter porque as palavras atraiçoam os comportamentos.”O histórico social-democrata também denuncia uma falta de preparação do Governo para pensar em formas de atenuar os previsíveis choques entre a Constituição e o programa da troika. “Quando o PSD foi para o Governo, há várias coisas que não fez” como “preparar-se para ser Governo”, nota Ângelo Correia. Faltou, em primeiro lugar, pensar e rever “o enquadramento jurídico necessário para a sua acção, para o tipo de acção requerida pelo programa da troika”.Não aconteceu, diz Ângelo Correia, para quem o Governo “preventivamente devia ter tentado fazer uma lei em consenso com o Partido Socialista: era inevitável”. Em segundo lugar, insiste, “devia ter tentado, ao achar que a Constituição tem problemas, uma forma constitucional com o PS que fosse inovadora mas positiva”. Em vez disso, lamentou, o PSD fez uma proposta de revisão constitucional “que apenas transmite uma imagem identitária de si própria”.

    1. Avatar de continuação de Lopes
      continuação de Lopes

      (2) O presidente da Mesa do Congresso do PSD, Ângelo Correia, disse hoje que o partido precisa de uma “janela aberta”, que afaste o “mofo”, o “bafio”, o “mesmo do passado” e deixe entrar “uma lufada de ar fresco” no País.Falando num jantar que juntou, em Santarém, cerca de 400 apoiantes de Pedro Passos Coelho, Ângelo Correia justificou a sua presença ao lado do candidato à liderança do PSD por “saber o que dele pode esperar”, por ter “carácter”.“O Pedro não é bom rapaz, o que até é depreciativo, é bom carácter, tem escolhas, tem opções”, disse, acrescentando que o País está “farto de quem encena, faz espectáculo político e faz o contrário do que disse”.Para Ângelo Correia, o facto de o PSD ter tido sete líderes em 13 anos “é mau, é errado”, é “sintoma de crise, sinal de doença”. Por isso apelou a que o partido escolha desta vez “um líder para muitos anos”, com a “juventude e maturidade” que reconhece a Passos Coelho.No seu entender, a “debilidade” do PSD vem do facto de ter deixado de ouvir o País e ter-se discutido apenas a si próprio, o que levará a que os portugueses rejeitem uma liderança que “reflicta as lutas do passado”.Cavaco era mais novo…“O País só olhará para o partido doutra maneira se houver um novo líder, um rosto novo, uma janela aberta sobre o País, que deixe entrar uma lufada de ar fresco. Senão continuará o mofo, o bafio, o mesmo do passado”, afirmou. Segundo disse, a mudança em Portugal “não se fará com os do costume” e “cada pessoa tem o seu tempo”.“Hoje vim aqui dizer que apoio Pedro Passos Coelho também pela sua juventude”, afirmou, lembrando o candidato que o actual presidente da República, Cavaco Silva, era mais novo quando foi ministro das Finanças. Para Ângelo Correia, o facto de Passos Coelho estar numa classe política “sem fazer parte dela” é “uma enorme vantagem”.Passos Coelho pediu aos militantes que, perante os quatro candidatos em disputa no sábado, decidam “fechar um ciclo importante” que teve o seu momento mais alto com Cavaco Silva e o mais baixo “quando Pedro Santana Lopes perdeu as eleições”.No seu entender, o facto de não ter pertencido a nenhum Governo pode ser “um trunfo” no debate com o actual primeiro-ministro, por não ter de justificar o passado e poder obrigar José Sócrates a “explicar-se no presente”.

    2. O Ângelo Correia é apenas um parasita do regime, como tantos outros que se arrastam pelos almoços, jantares, congressos, jornais e TVs, sempre cheio de “opiniões” para otários. É muito empresário e independente e tal, mas anda sempre colado à teta estatal. É muito beato, mas está sempre de bem com Deus e com o Diabo, conforme lhe dêem mama. De resto é um chuleco tão medíocre e hipócrita, que nem abdica da mama pulhítica vitalícia. Logo, ainda que mal pergunte, que raio nos interessa o que disse ou deixou de dizer?

      1. Avatar de Proposta para a sua Lápide
        Proposta para a sua Lápide

        «Philip estava sempre a avaliar tudo em profundidade. Era uma tarefa dolorosa e extenuante, e que provavelmente no fim o condenou à desgraça. O mundo era demasiado brilhante para ele o suportar»

    3. A que propósito vem o Ângelo Correia à baila?É verdade que cada um escreve o que lhe apetece, mas porque não dizer mal, ou bem , do post, discuti-lo, insultá-lo, o que apetecer. Alhos com bugalhos é coisa triste.Já agora, não sei por que interesse ofendido terá o Ângelo virado o bico ao prego, mas que se “safardanizou” ainda mais, disso não há dúvida:

      1. Ângelo Correia vem à baila porque quanto mais escombros caiem do governo mais os “Ângelos” se afastam da queda do “entulho”

  3. Pois, as tricas do Oco I e do Oco II… um fartote para o Irritado. Que se há-de dizer? As criaturas estão apresentadas, e merecem-se. O espantoso é haver quem vote nelas, e considere normal entregar-lhes o país – qualquer país, seja Portugal, a Albânia, ou o Burkina Faso. Entre a Laranja Podre, este triste circo xuxa, e os comunas, uma pessoa olha, pensa, olha outra vez… e atira-se da ponte. Ou então compra uma espingarda, e Breivika esta canalha toda. Ontem já era tarde. ———————— Ó Irritado, ouviu a melhor do dia? Marinho Pinto: «Salário de eurodeputado é vergonhoso, mas sou pobre, preciso do dinheiro»! Alegremo-nos. Menos um pobre em Portugal…

  4. Mais reles, mais aldrabão, mais repetitivo foi, e ainda é, possível. Não conhece o actual “Malfeitor”?

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