Ontem foi um dia interessante no que à insultada vacina se refere.
Dois casos: o primeiro deve-se ao trafulha que é primeiro-ministro deste triste país. Toda a gente sabe que o anúncio da suspensão da vacina é, indiscutivelmente, (mais) um elemento de desesperança e medo, de desconfiança e de espanto. Perante esta insofismável verdade, o tal primeiro-ministro declara solenemente que se trata do contrário, isto é, que a suspensão fomenta a confiança nas instituições e na “ciência”, demonstrando os cuidados do governo na protecçãso dos cidadãos. O que espanta não é a lata do indivíduo, coisa largamente conhecida, é a apatia das gentes que continuam a aturá-lo sem vir para a rua exigir que seja internado onde não possa fazer mal a ninguém.
O segundo caso é o contrário do primeiro. Um médico a sério veio à SIC demonstrar a estupidez da suspensão e a desonestidade do PM, sem precisar de o referir. Por palavras suas, bem escolhidas, sensatas, sem demagogias baratas, o Dr. Polónio (daqui lhe presto homenagem) demonstrou por a+b que a suspensão não passa de uma monumental asneira, sem o mais leve sinal de justificação. Trata-se, disse, de espalhar o pânico, mais ainda, nas tão maltratadas mentes das pessoas, retirando-lhes a “fé” na única matéria que, no meio do ataque generalizado, podia dar alguma sinal positivo: a vacina. E disse mais: que a ferida que o PM, com a sua estúpida decisão, causou na já tão depauperada atmosfera social, levará muito mais tempo a sarar do que levou a abrir. Tudo isto com argumentos lógicos, entendíveis, verdadeiros e honestos.
Espantoso é o “engano” da SIC. Deu antena a um senhor que não colabora na criação de medo e ignorância que é a evidente “política informativa” da balsemónica organização. Uma ilha no meio do pântano. Parece-me evidente que o Dr. Polónio nunca mais terá um segundo de antena lá na casa. Pudera, “aquilo” não vende terror, condena-o, é sério demais e, por isso, não convém. Polónio saneado, e já!
18.3.21

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