IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


AO CERTO, QUANTOS MILHÕES?

 

O grande socialista que dá pelo nome de Arons de Carvalho, com a clara intenção de condenar Passos Coelho e o seu propósito de privatizar a RTP, publicou um artigo em que nos dá conta do privilégio que temos, em relação a outros, de pagar, por mês e per capita, a pequeníssima quantia de 2,3 euros para sustentar os “custos operacionais” da organização.

Uma ninharia. Só que, havendo 10.500.000 habitantes, multiplicados estes por 12 meses e por 2,3 euros, encontramos tal ninharia na sua brilhantíssima e verdadeira expressão; 289.800.000 – duzentos e oitenta e nove milhões e oitocentos mil euros.

Bonito, não é?

O ilustre camarada não diz quais são os outros custos – financeiros, etc. – nem quanto nos custa o dinheirinho que o Estado vai buscar ao estrangeiro para as “indemnizações compensatórias”, os aumentos de capital, as urgências de tesouraria, etc..

Parece evidente que, se o camarada Arons tirasse do que anuncia consequências práticas, seria o primeiro a gritar: salvem-nos dessa coisa a que chamam RTP, rifem-na, acabem com ela, dêem-na a quem a quiser!

Mas o senhor Arons, os seus camaradas, mais os comunistas, mais, coisa estranha, o Dr. Portas(Paulo), tiram conclusões ou ideológicas ou complexadas: o Estado que, idealmente, devia ter tudo, ou quase tudo, ou dominar tudo, não deve, não pode, desfazer-se desta tenebrosa fábrica de custos e de dívidas que se chama RTP.

 

É por ideologias e por complexos deste tipo que Portugal está onde está, isto é, acrescenta ao que lhe chega de fora os penduricalhos socialistas que o garrotam há décadas e há décadas o desviam de qualquer caminho minimamente viável.

 

9.7.11

 

António Borges de Carvalho



Uma resposta a “AO CERTO, QUANTOS MILHÕES?”

  1. Avatar de Filipe Bastos
    Filipe Bastos

    É óbvio que a RTP não pode acabar, assim, sem mais nem menos. O Irritado falha em ver a lógica da coisa. E no entanto, é tão óbvia! A RTP dá prejuízo, e não tem um monopólio. Ora, a canalha banqueira, os “mercados”, e os amigalhaços do costume, não são nenhuns lorpas: para esse papel, já cá estão os contribuintes. A EDP, a PT, a Galp, os CTT, isso sim, pode – e deve! – sair do Estado. Quanto mais depressa, e com menos “golden shares”, tanto melhor. Pois se todos ganhamos com isso! Os lucros fabulosos da EDP, as negociatas de milhares de milhões da PT, a fantástica expansão da Galp, a previsível lotaria que vai sair aos futuros donos dos CTT, tudo isto vem direitinho para o nosso bolso. Não é? É verdade que também pagamos umas coisas triviais, ligeiramente mais caras do que os restantes países (mais ricos do que nós): energia, comunicações, combustível. Provavelmente, o correio também passa a custar mais uns tostões. Mas é o “mercado”! Que alegria, pertencer ao mercado! E que orgulho nacional, em ter empresas tão prósperas, e investidores tão prósperos. Quanto às RTPs da vida… a malta que pague. É (só) para isso que a malta serve.

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