O grande socialista que dá pelo nome de Arons de Carvalho, com a clara intenção de condenar Passos Coelho e o seu propósito de privatizar a RTP, publicou um artigo em que nos dá conta do privilégio que temos, em relação a outros, de pagar, por mês e per capita, a pequeníssima quantia de 2,3 euros para sustentar os “custos operacionais” da organização.
Uma ninharia. Só que, havendo 10.500.000 habitantes, multiplicados estes por 12 meses e por 2,3 euros, encontramos tal ninharia na sua brilhantíssima e verdadeira expressão; 289.800.000 – duzentos e oitenta e nove milhões e oitocentos mil euros.
Bonito, não é?
O ilustre camarada não diz quais são os outros custos – financeiros, etc. – nem quanto nos custa o dinheirinho que o Estado vai buscar ao estrangeiro para as “indemnizações compensatórias”, os aumentos de capital, as urgências de tesouraria, etc..
Parece evidente que, se o camarada Arons tirasse do que anuncia consequências práticas, seria o primeiro a gritar: salvem-nos dessa coisa a que chamam RTP, rifem-na, acabem com ela, dêem-na a quem a quiser!
Mas o senhor Arons, os seus camaradas, mais os comunistas, mais, coisa estranha, o Dr. Portas(Paulo), tiram conclusões ou ideológicas ou complexadas: o Estado que, idealmente, devia ter tudo, ou quase tudo, ou dominar tudo, não deve, não pode, desfazer-se desta tenebrosa fábrica de custos e de dívidas que se chama RTP.
É por ideologias e por complexos deste tipo que Portugal está onde está, isto é, acrescenta ao que lhe chega de fora os penduricalhos socialistas que o garrotam há décadas e há décadas o desviam de qualquer caminho minimamente viável.
9.7.11
António Borges de Carvalho

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