IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


AINDA O 5 DE OUTUBRO

 

Era costume, mais ou menos “tradicional”, aparecer na Praça do Município um magote de umas cem pessoas  para glorificar a pífia cerimónia de comemoração do “5 de Outubro”.

Os jornais dedicavam ao pagode ali reunido meia dúzia de linhas, dando ao tal magote o relevo que merecia.

Este ano, a coisa foi diferente. Em vez daqules fervorosos republicanos, houve um bando de maluquinhos que se dedicou a vaiar o governo e o Presidente, da República e da triste cerimónia. Seriam, segundo um jornal, umas vinte pessoas. Segundo outro, mais generoso, chegavam ao formidável número de trinta. Em média aritmética, umas vinte e cinco.

O bando dedicou-se a grandolar, abafando o hino da República com extremosa falta de respeito. Uma ou outra menina disse as patacoadas da costumeira disquete, e pronto. A polícia “identificou” um artista que parecia querer atacar um carro da republicana fidalguia.. e pronto.

Desta vez, porém, a coisa mereceu as devidas parangonas. Jornais, televisões & Cª dedicaram a esta “manifestação popular” quilos de papel e montes de megahertzes de espectro sideral. Assim se comemora, não o tal 5 de Outubro, mas a gritaria de… 25 pessoas!


Se esta atitude informativa não fosse o que é habitual, dir-se-ia estranha e estúpida. Mas como é “do que a casa gasta”, assinale-se como demonstração da “ética” republicana aplicada à “informação”.

 

7.10.13

 

António Borges de Carvalho     



Uma resposta a “AINDA O 5 DE OUTUBRO”

  1. Qualquer data é boa para expressar revolta contra este regime podre e corrupto, a que alguns brincalhões chamam “Democracia Representativa”. Calhou a ser no 5 Outubro, porque estavam lá câmaras para filmar a coisa. O problema é a quantidade, e a substância: apenas 25 almas, ainda por cima a cantar a já insuportável “Grândola Vila Morena”, uma cançoneta parola que tresanda a revoluções pífias e calças de boca-de-sino. Cantam a treta e vão-se embora todos contentes, como se tivessem cumprido uma missão. Os chulos do regime não lhes ligam peva, tudo fica na mesma, mas os cançonetistas voltam para casa a sentir-se os Ches Guevaras lá do bairro deles. Raio de povo corno manso.

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