Era costume, mais ou menos “tradicional”, aparecer na Praça do Município um magote de umas cem pessoas para glorificar a pífia cerimónia de comemoração do “5 de Outubro”.
Os jornais dedicavam ao pagode ali reunido meia dúzia de linhas, dando ao tal magote o relevo que merecia.
Este ano, a coisa foi diferente. Em vez daqules fervorosos republicanos, houve um bando de maluquinhos que se dedicou a vaiar o governo e o Presidente, da República e da triste cerimónia. Seriam, segundo um jornal, umas vinte pessoas. Segundo outro, mais generoso, chegavam ao formidável número de trinta. Em média aritmética, umas vinte e cinco.
O bando dedicou-se a grandolar, abafando o hino da República com extremosa falta de respeito. Uma ou outra menina disse as patacoadas da costumeira disquete, e pronto. A polícia “identificou” um artista que parecia querer atacar um carro da republicana fidalguia.. e pronto.
Desta vez, porém, a coisa mereceu as devidas parangonas. Jornais, televisões & Cª dedicaram a esta “manifestação popular” quilos de papel e montes de megahertzes de espectro sideral. Assim se comemora, não o tal 5 de Outubro, mas a gritaria de… 25 pessoas!
Se esta atitude informativa não fosse o que é habitual, dir-se-ia estranha e estúpida. Mas como é “do que a casa gasta”, assinale-se como demonstração da “ética” republicana aplicada à “informação”.
7.10.13
António Borges de Carvalho

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