Quantos aeroportos já tivemos, devidamente badalados, desde os tempos do Pinto de Sousa? Perdi-lhes a conta. Algum aeroporto se fez ou está a fazer-se? Quantos anúncios, para sim, para não, para assim assim, para nem por isso? Quantas sessões de “esclarecimento” se fizeram? Quantos debates? Aeroporto: nenhum.
Uma semelhança une essas oficialíssimas coisatas: eram todas mentira.
Após prudente intervalo nos tempos do governo legítimo, veio a geringonça. Três anos passaram. Dada a urgência do assunto, volta-se à estaca. Com pompa, circunstância, jornais, vasta cópia de autoridades e de alegados governantes, televisões, requintadas assistências, foguetes e paragonas, vem o chamado primeiro-ministro anunciar mais um. Um aeroporto que é a decisão final, sem mais discussões ou tergiversações, há quem pague (dizem), está tudo nos conformes, não há recuo nem alternativa.
Muito bem. Com um pequeníssimo senão: um estudo de impacte que ninguém conhece. Assinou-se um contrato sem que nenhuma das partes tenha a certeza de vir a poder cumprir.
Acreditam nisto? Eu também não. Jamais.
10.1.19

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