IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


A INDEPENDÊNCIA DA MADEIRA

 

A propósito de “bocas” ministeriais, vêm os media a abarrotar de referências ao crime cometido pelo Ministro Álvaro, há uns anos, quando escreveu que, se os madeirenses querem a independência, se lhes dê a independência.

Na opinião do IRRITADO, não é crime nenhum, nem nada que ponha em causa a “sagrada unidade da Pátria Portuguesa”, coisa que foi chão que deu uvas mas já nem passas dá.

 

A Madeira é um luxo caríssimo e, no que podia render – a zona económica – não vale um caracol. É que, por muito que todos, nesta terra, gritem maravilhas acerca do mar, não há ninguém que saiba o que fazer com ele.

Por isso, se os tipos da Madeira, num referendo, escolherem a independência, de preferência com voto obrigatório, que a escolham, e boa noite ti Pedro.

Pois se ninguém perguntou aos angolanos, santomenses, etc., etc., se queriam ser independentes, já muito será dar aos madeirenses o direito à uma auto-determinação digna de tal nome. Não foi o que fizeram com Timor?

 

Mais. Os independentes são-no por ser pretos. Os da Madeira e dos Açores não o são por ser brancos.

Ora o racismo está fora de moda, não está?  

 

4.7.11

 

António Borges de Carvalho



7 respostas a “A INDEPENDÊNCIA DA MADEIRA”

  1. «Ilha do PicoApós o lançamento de gado na primeira metade do séc. XV, o seu povoamento iniciou-se cerca de 1460 com naturais do Norte de Portugal, após escala na Terceira e na Graciosa.»http://www.cruzado.com.pt/index.php?op=6&idpagina=63Como vêem, depois das ervinhas e dos bichinhos que lá havia chegaram cerca de 1460 tipos do norte, provavelmente descendentes dos que ajudaram o D. Afonso a conquistar o território aao sul do Douro aos Mouros.Por isso nesta coisa de ser português estamos conversados.

  2. Avatar de daniel tecelao
    daniel tecelao

    Eu acho que o referendo deveria ser nacional,teriamos assim a oportunidade de nos vermos livres de vez com a miserável chantagem do bokassa que tem vivido á pala dos cubanos!!!

    1. Eu acho que deveria ser regional. Teríamos assim a oportunidade de nos vermos livres dos sulistas “chupistas” (e dos seus acólitos)!!!

  3. Caro Irritado,Desde há muito que o sigo com atenção e me identifico com uma grande parte das suas opiniões.Permita-me que manifeste a minha discordancia relativamente às opiniões expressas neste post no que à auto-determinação da Madeira diz respeito.Nas comparações que faz com as ex-colonias está a cometer a imprecisão de não mencionar que em Angola, Moçambique Guiné ou mesmo Timor tombaram soldados portugueses. Nas “ilhas adjacentes” não. Os “tipos” da Madeira são cidadãos portugueses como os outros e há que não confundir a(s) arvore(s) com a floresta.CumprimentosPaulo Coelho(cidadão português, nascido e residente na Região Autonoma da Madeira)

    1. O Sr. desculpe-me, mas nas ex-colónias que refere também existiam cidadãos portugueses como os outros: com o Sr. que é da Madeira, como eu que nasci em Lisboa, etc.

    2. Caro Paulo CoelhoÉ evidente que há diferenças entre os madeirenses e os cidadãos das antigas possessões.A que indica – a morte de soldados portugueses – não colhe. Em São Tomè e em Cabo Verde não sõ não morreram soldados como não houve revolta de espécie nenhuma. Foi o MFA e quejandos quem os obrigou a tornar-se independentes.Há uma diferença importante. A Madeira era uma ilha deserta, terra de ninguém, que foi povoada por portugueses.Quando se vê coisas como as dos últimos dias, acompanhadas com a maior das ternuras pelo representante máximo (eleito!) da Madeira, e sem protestos que se veja por parte da oposição, somos levados a crer que há um sentimento generalizado que apoia a independência. Haveria que respeitar essa putativa maioria, sujeitando a referendo os seus impulsos.É evidente que, considerando os madeirenses tão portugueses como quaisquer outros, os portugueses continentais, que muito têm pago pela sempre “insuficiente” autonomia – como têm pago por assimetrias em geral – têm todo o direito a considerar-se ofendidos e a seguir em frente com a coisa. Foi o que fez o IRRITADO, com humor q.b. CumprimentosABC

  4. Avatar de Filipe Bastos
    Filipe Bastos

    Na prática, estas ilhas apenas são “autónomas” em certos termos políticos, administrativos, e fiscais. Tudo muito bonito, excepto para quem PAGA. Na Madeira, temos um VERGONHOSO OFFSHORE, que é sede fiscal de inúmeras empresas que nunca lá puseram os pés, excepto para eventos de “team building” (leia-se: mamar umas ponchas, e conhecer umas meninas – ou meninos, mas isso é outra história), conjugados com raras visitas ao contabilista local, para manter as aparências. Mas até essas empresas, já procuram outras paragens. Temos também o CACIQUE mais antigo das democracias ocidentais, se tivermos a boa vontade de considerar aquilo uma democracia, e aquela carneirada um povo minimamente capaz de a entender. Nos Açores, temos uma base alugada, suponho que em termos inegociáveis – pois já temos a satisfação e o orgulho nacional, de servir de CAPACHO ao Farol da Democracia (TM). Até quando? O resto é turismo, que não chega para sustentar estas regiões “autónomas”, e uma vaga noção de não estarmos confinados ao rectangulozinho: até temos umas ilhas, até somos mais do que esta miséria “contenental”. Na prática, contas feitas, estamos a pagar por APARÊNCIAS, e por uma vaga memória do que já fomos. Pagaria de bom grado a minha parte, se fosse bem gerida. Gostaria sinceramente que os Açores e a Madeira fizessem parte do meu país, desde que tivessem um mínimo de lógica. Não têm: são apêndices absurdos, de um país falido. No caso da Mamadeira, e do offshore aldrabado, paraíso conhecido de pedófilos, do Alberto João, chega a ser uma VERGONHA. NO caso dos Açores, do César ao FARFALHA – cabeça de lista do PS no Paralamento, há demasiados anos – as perspectivas não são muito melhores. Ainda assim, e possivelmente contra a opinião do Irritado, devo dizer: antes os Açores, do que a Madeira. É uma questão de números: a Mamadeira sai muito mais CARA. E os Açores, pese a minha parcialidade, têm mais valor turístico e estratégico. Em conclusão: adeus Madeira, adeus Alberto João, só tenho pena pelos madeirenses de valor – que os há. Mas a Mamadeira é um luxo demasiado caro. Já os Açores…

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