A propósito de “bocas” ministeriais, vêm os media a abarrotar de referências ao crime cometido pelo Ministro Álvaro, há uns anos, quando escreveu que, se os madeirenses querem a independência, se lhes dê a independência.
Na opinião do IRRITADO, não é crime nenhum, nem nada que ponha em causa a “sagrada unidade da Pátria Portuguesa”, coisa que foi chão que deu uvas mas já nem passas dá.
A Madeira é um luxo caríssimo e, no que podia render – a zona económica – não vale um caracol. É que, por muito que todos, nesta terra, gritem maravilhas acerca do mar, não há ninguém que saiba o que fazer com ele.
Por isso, se os tipos da Madeira, num referendo, escolherem a independência, de preferência com voto obrigatório, que a escolham, e boa noite ti Pedro.
Pois se ninguém perguntou aos angolanos, santomenses, etc., etc., se queriam ser independentes, já muito será dar aos madeirenses o direito à uma auto-determinação digna de tal nome. Não foi o que fizeram com Timor?
Mais. Os independentes são-no por ser pretos. Os da Madeira e dos Açores não o são por ser brancos.
Ora o racismo está fora de moda, não está?
4.7.11
António Borges de Carvalho

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