IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


À ESPERA DO SÃO NUNCA

Passadas umas três semanas da desgraça de Pedrógão, ainda ninguém sabe quantos morreram nem quem eram ao certo. O “Expresso” fez parangonas sobre o assunto, mas a montanha pariu um rato (salvo seja!): só descobriu mais um cadáver. Hoje, porém, andam por aí multiplicadores vários. Já há quem fale em mais de cem!

A miséria governamental conhecida por geringonça continua a funcionar comme il faut, incompetente, hermética e caladinha como convém. Não é de estranhar, já que a comprovada norma é a de deixar passar o tempo, a ver se a coisa esquece. O “caso encerrado” está à espreita.

As seguradoras seguem a sua estratégia habitual: pagar, se não houver outro remédio e quanto mais tarde melhor. Dizem, quem sabe se com razão, que não pagam nada porque o governo não lhes fornece dados para tal.

As “informações” oficiais estão “centralizadas” e, por ordem do governo, só são públicas depois de devidamente filtradas por quem de direito(!). As “autoridades” devem estar à espera do relatório dos filtros. Os filtros, se calhar, estão no Algarve ou em Maiorca.

O omnipresente chairman da geringonça já não é tão omnipresente, quer dizer, está calado como um rato, que isto faz mais calos que os afectos.

Os responsáveis políticos (já não se sabe quem nem quantos) passaram à categoria de irresponsáveis e continuam calmamante nos respectivos poleiros, como é justo e salutar.

O chamado primeiro-ministro mostra os dentes por aí, fiel à sua habitual postura “positiva”.

E assim vai a coisa.

 

24.7.17



8 respostas a “À ESPERA DO SÃO NUNCA”

  1. Não me relembrou!!!Daí, “À ESPERA DO SÃO NUNCA”?

  2. Um raro artigo que discute o que interessa: http://observador.pt/opiniao/a-democracia-vista-por-baixo/ «Tal como há cem anos, uns quantos políticos profissionais usam o Estado para alargar clientelas, que depois mobilizam para votar. Elegemos representantes cujos primeiros compromissos não são com os cidadãos, mas com os caciques dos partidos. Vista de baixo, a democracia não é a participação de todos, mas a organização de alguns». O artigo é motivado por esta reportagem esclarecedora: http://observador.pt/especiais/videos-como-os-caciques-do-psdlisboa-angariam-votos/ Palmas ao Observador, jornal de direita, por usar o PSD para ilustrar a podridão partidária. Os restantes partidos fazem igual ou pior: seria, aliás, impensável ver igual reportagem sobre o PS, PCP ou Berloque, num jornal afecto à esquerda.

  3. Com desculpas ao Irritado, por novamente afastar o blog do seu propósito único (malhar na Gerimbosta), e aos seus dedicados leitores, pelas minhas “bloguices” abusivas, outro artigo: https://theguardian.com/commentisfree/2017/jul/24/utopian-thinking-fund-welfare-state-inheritance-tax E SE AS HERANÇAS FOSSEM TAXADAS A 100%? À primeira vista, horror!, uma ideia tipicamente esquerdalha: lá está o Estado a querer roubar-nos, etc. Mas vendo melhor, não será a única forma de equilibrar o “playing field”? Se alguns nascem mais ricos que outros, que mérito têm nisso? Se já nascem com dinheiro, casa(s) a custo zero, acesso a melhor saúde, melhor educação, etc., não será natural que tenham vidas melhores, mais fáceis e bem sucedidas, do que quem nasce pobre ou remediado? E não é a direita que fala de empreendedorismo, de trabalho, de suor, de mérito individual, de self-made men? Ou seja, será que a ideia não é também de direita? Se a direita não for hipócrita, claro… Pessoalmente, discordo de um imposto de 100%; parece normal que pais deixem a casa aos filhos, assim como um mínimo de conforto financeiro. Mas não mais do que isso. Mais pode ser excessivo, injusto, por vezes obsceno. E aos que dizem ser impossível taxar as heranças, pois as pessoas encontrarão formas de fugir (doações, etc.): basta dar o caso aos tipos dos contratos “blindados” das PPP. Eles hão-de arranjar maneiras.

    1. Concordo. Cada um deve ter apoio para, profissionalmente, adqurir ferramentas profissionais (sem cunhas). Só assim uma sociedade poderá progredir. Claro que incluo as “transmissões” inter vivos de fortunas.

    2. Horror seria o FB andar uma vida inteira a trabalhar e ver o fruto do seu trabalho ser apropriado pelo Estado, não pelos seus filhos. Pense duas vezes, meu caro. Não vou teorizar sobre as consequências de tal coisa, porque acho que v. é suficientemente inteligente para dar o dito por não dito. Ficava-lhe bem.

      1. Já sabia que ia fugir à questão do mérito. Evita-a sempre. Estranha direita.

  4. Avatar de Duque de Lafões
    Duque de Lafões

    O querido líder da geringonça é patético. Fala em segredo de justiça???????????Se a coisa sobe ao TC os jornais vão ficar impedidos de identificar mortos e feridos em qualquer tipo de acidentes.!!! E os obituários ????????Não há dúvida, temos um governo fino em reverter tudo o que lhe convém e em esconder tudo o que não querem que se saiba …O que dizem as esganiçadas a isto? e o pirecoxense? e o galamba do focinho argolado?… veja-se, por exemplo, o caso da actual protecção civil…. mais parece a herdeira dos governos civis,O lápis azul a funcionar 2 vezes por dia…… uma de manhã outra ao fim da tardeMais parece o veterinário a dar medicamentação aos animais… e há jornaleiros que vão lá buscar o remédioAo estado a que isto chegou

    1. Olha um duque a falar de patetas!!! Quem diria!

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