Toda a gente criticou Passos Coelho por falar de política nacional, não autárquica, durante a campanha. A mesma gente, toda, depois das eleições, não fala doutra coisa que não seja a política nacional.
Façamos a vontade a toda a gente e vamos ver o resultado, numa perspectiva nacional:
- A abstenção, no continente baixou 2,4%, na Madeira 1,7% e, nos Açores subiu 0,6%
- No continente, o PS teve 38% dos votos, o centro-direita 31,7%
- Nos Açores, o PS teve 45% dos votos, o centro-direita 45,2%
- Na Madeira, o PS teve 27,9%, o centro-direita 43%
Portanto:
- Não se vê onde pode estar a “sensível” e tão celebrada queda da abstenção
- Não se vê onde está, a nível nacional, a “esmagadora” vitória do PS?
O cenário autárquico é diferente, mas não muito diferente do que foi há 4 anos, quando o Seguro pagou com a “vida” a vitória que teve. Se a vitória lhe mereceu a defenestração, que fazer, em boa coerência, com a vitória do Costa? Não digo que se corra com o ele, mas sublinho que o foguetório é um exagero, que se compreenderá por parte dos pêèsses, mas não tanto da cáfila interna do PSD.
Abreviando, quem não for geringonço que não se deixe abater. Bastará olhar com olhos de ver e ouvir com ouvidos de ouvir a trindade que ontem nos foi oferecida (o sapo dos Açores, a pérola do Industão e a bruxa de Setúbal) para ter uma noção da fealdade e da fantasia imperante.
2.10.17

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