IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


NICOLAU

Tinha uma flauta

Uma flauta Nicolau

Sua sogra lhe dizia

Toca a flauta Nicolau

Repetia-se esta “canção”, vezes sem conta, quando o Nicolau entrava, horas mortas, no Café Monumental. Não fazia sentido, mas a malta ria-se.

Uma vez, no Municipal de Cascais, fiz de bispo no Frei Luís de Sousa. Dizia duas tretas e saía, cabisabaixo, pela esquerda baixa. Nicolau era a indiscutível estrela da companhia. O “sucesso” durou dois dias e teve, ao todo, uns cinquenta espectadores.

Depois… depois aconteceu muita coisa. Veio a guerra do ultramar, cada um para seu lado. Vi-o, aqui e ali, uma meia dúzia de vezes, nos últimos cinquenta anos. Ironia da vida, caímos nos braços um do outro, na semana passada, no Porto, bar do Palácio das Cardosas. E pronto.

O Nicolau acabou-se.

Não percebo nada de teatro, não vejo telenovelas, não ando por aí, ou por onde ele andava. Não quero prestar-lhe as homenagens fúnebres, aliás já por conta de uma multidão ansiosa de opinar.

Mas deixo uma nota, quanto a mim a mais importante. Num meio onde impera a esquerda mais tonitruante, o Nicolau nunca cedeu. Nunca foi de esquerda, nunca esteve em manifestações “a favor” da “cultura”, nunca andou, de punho levantado, a exigir subsídios do Estado, com cartazes, reivindicações, a clamar por “direitos” e outras pendurices, nunca se confundiu com os bandos de pedintes que pululam nos meios ditos “culturais”.

Riu-se, e fez-nos rir sem nos pedir esmolas, ou seja, prebendas públicas.

Uma excepção. Uma saudade.

 

14.3.16



14 respostas a “NICOLAU”

  1. Não me passava pela cabeça que conhecesse o Nicolau Breyner. Devo dizer que o via na televisão desde que me lembro de existir, e nunca, nem uma só vez, um programa dele me fez rir. Simplesmente não lhe achava piada.E até era dos menos maus, apesar de tudo, em Portugal havia e há “humor” bem pior.Depois desatou a fazer novelas, e por fim vi-o num programa da RTP1 ao sábado à noite, curiosamente a entrevistar o Miguel Relvas. Foi no final de 2011, o governo precisava de popularidade, sobretudo o Relvas, e foi um espectáculo algo vergonhoso.Ainda assim não consegui embirrar com ele. Tinha certa qualidade intrínseca, parecia um tipo inteligente, boa pessoa. Nada disto já interessa muito, ou nada. Lamento a sua perda.

    1. Caro 02:“Uma excepção. Uma saudade”!!!“Uma flauta Nicolau”!A “estrela 001 do sitio dos bichos” afirma que “…fiz de bispo no Frei…” sem (aplausos tonitruantes??!! – não?). Saía cabisbaixo! Mas, o Nicolau teve “sucesso”! É certo que (assegura o bicho 001) apenas “…durou dois dias e teve, ao todo, uns cinquenta espectadores.”!!!Tudo isto, não por inveja do “sucesso” do Nicolau, outrossim para tecer loas (quanto a ele – invejoso) “… num meio onde impera a esquerda mais tonitruante, o Nicolau nunca cedeu. Nunca foi de esquerda, nunca esteve em manifestações…”, daí o irritadiço ser … um IMBECIL.

      1. Murcho (marsapo) acho Q andas à procura de pau de Cabinda o outro coitado nao se cansa de esfregar o feijao . PQP

        1. Avatar de Teu par: Marsápio
          Teu par: Marsápio

          Caro Josephvss,Eis uma história:Santa Ana e Costas. Pela primeira vez duas pessoas com pleno volume se encontram, sem paixões apressadas, com desejo de fidelidade. Santa Ana e Costas encontram-se também pelas suas semelhanças. São inteligentes. Cada um na sua forma, dentro das suas possibilidades politicas. Mas são um par. Não uma história de “amor” até ao encontro fatal, mas depois do encontro. É depois do encontro que se revelou a história mais importante. Não é a história do «casaram-se e foram unidos para sempre» numa união remissiva. É exatamente o oposto: «já se tinham encontrado e eis a união que se celebra». A um encontro rugoso, imperfeito, marcado por uma longa separação pós disputa eleitoral por “Lisboa”.Não se “amam” por terem ilusões sobre um futuro comum. “Amam-se” porque sabem que são o presente um do outro. Neste sentido são o verdadeiro primeiro par da História da Centralidade “lisboeta”!

          1. Vieram-me as lagrimas aos olhos!

          2. EU SEI QUE SEMPRE CHORASTE POR MIM.

    2. Havia uma malta nova que, naquele tempo (não havia TV, Net, quase nada do que hoje nos impede de conviver.) se encontrava, depois do jantar, no já defunto Café monumental. A malta conversava, dizia mal do Salazar ou, aos Sábados, com a semanada, bebia uma imperiais, hoje bejecas. Em alturas de “ballet”, ia-se para porta dos artistas esperar as bailarinas…Foi aí que conheci o Nicolau. Ficou qualquer coisa cá dentro, apesar do peso dos anos. Quanto às suas preferências culturais, de acordo.Quanto ao resto, também, ou quase.

  2. Ontem assisti a um episódio da novrla Coração de Ouro.Cheguei à conclusão que s paneleiragem tomou conta disto tudo (PDDT).

  3. http://souyoda.blogspot.pt/2011/07/pqp-2.htmlé aqui que pode encontrar a cisma do Josepss

    1. I see nothing wrong 🙂

      1. Claro que não, ó grunho (josepsvhhssspFDP). Tu adoras …

        1. Vai chamar pai a outro oh filho da puta

          1. ó grunho Josepvss, tu é que és meu filho. Ou eu não sou o “marsápio”?

  4. Diziam mal do Salazar e não foram presos! Não pode ser! Em Coimbra, no Café Mandarim, todos os dias à volta do Prof Dr Orlando Carvalho a malta do reviralho: futuros deputados, ministros e outros altíssimos quadros da “nossa democracia”, juntavam mesas para alargar o número e era um malhar fácil de detectar.Pois é, mas depois de malharem, uns como eu e o sr Irritado íamos dormir e outros iam para outras reuniões mais privadas para combinar ações mais heróicas.Estou a falar do que eu ia fazer. Do sr Irritado, uma vez que aparecem umas balairinas, e de acordo com o foi dito por um sujeito no CMTV o Nicolau para além de ser grande engatatao também dava lições.

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