Ora atentem nestas notícias:
A Grécia vai esvaziar fundos de pensões públicas e reservas de tesouraria de outros fundos públicos para pagar duas prestações ao FMI (setecentos e tal milhões). Perante isto, o senhor Fakis declara que se trata de um “pequeno” e “pouco significativo problema de tessouraria”.
A acrescer, o mundo é informado sobre a existência de um plano para “melhorar a posição de liquidez”, mas não diz como nem que plano.
Fakis insiste em sacar uns milhares de milhões à Alemanha, sabendo perfeitamente que ninguém acredita na existência da dívida de guerra e que, mesmo com muito jeito, se chegassem a um caridoso acordo, seria peanuts, e daqui a muitos anos. Trata-se, no douto parecer deste radical caviar, não de uma questão de dinheiro (pudera, ele não precisa de dinheiro para nada!), mas de uma questão “moral”.
Porquê? Porque, no parecer da criatura, o Syriza quer “uma Europa bem sucedida, uma união monetária de sucesso”. Tem razão: tem-se farto de contribuir para tal, não tem?
Donde se prova que, ao contrário do que disse Passos Coelho, não estamos perante “um conto de crianças”. É muito pior. Estamos perante um novo Tiririca, só que, com este, pior fica.
16.3.15

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