Ontem, o mundo inteiro foi inquietado com a notícia do fecho do governo dos Estados Unidos da América. Toda a gente sabe que isto pode desencadear uma hecatombe mundial.
Parece que o Partido Republicano de lá é como o PS cá do sítio: não concorda com nada, não tem noção do interesse geral, não se importa de contribuir para a desgraça colectiva, não tem noção das responsabilidades, sofre de partidarite aguda. Terá umas ideias, reconheça-se, coisa de que o PS é carente.
Mas não é esta verificação o que nos trás.
Fechado o governo federal, há 800.000 funcionários que ficam no desemprego, sem indemnizações, sem salário, sem prestar serviços.
Imaginem que a coisa acontecia por cá. Ficavam para aí uns 650.000 sem trabalho.
Se fizermos as contas, na proporção dos EUA, devíamos ter… 32.000 funcionários públicos. E ainda há quem ande para aí a dizer, como ominoso Tribunal Constitucional, os comunistas e os socialistas, que não se pode despedir funcionários!
É claro que a comparação pode ser considerada abusiva. Segundo o Obama, ficam a funcionar as Forças Armadas, os serviços de emergência e mais não sei quê. Mas os militares, por cá, não são funcionários públicos, portanto não entram nesta contabilidade. Imaginemos pois, que, em vez de 32.000 precisávamos de uns 100.000, e era um pau.
Coisa curiosa esta, que, mais exacta menos exacta, deveria servir para pôr muita gente a pensar. Mas não põe.
Parece que, maioritariamente, antes socialistas e tesos que liberais e ricos.
2.10.13
António Borges de Carvalho

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