IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


CAPITÃES DE ABRIL

 

Há várias espécoes de capitães de Abril: os democratas sinceros, os idealistas, os que queriam aumentos de ordenado e menos concorrência, os que estavam fartos das áfricas, os que queriam a ditadura bolchevista, os mentirosos, os enganados…

Há quem os incense, quem os odeie, quem não lhes ligue bóia.

Uma coisa, porém, é certa: não merecem ser representados por quem diz representá-los: o coronel, brigadeiro, tenente, ou lá o que é, Vasco Lourenço.

Antigo guerreiro do Império, cheio de bélicos cursos, infantaria, rangers, comandos e/ou coisas do género, jovem defensor da Pátria multicontinental e multirracial, virou, não se sabe quando nem porquê, feroz inimigo do que tão firmemente tinha defendido. Aconteceu a muitos.

Houve momentos em que pareceu lutar pelo que, na sua segunda fase, dizia lutar: a liberdade e a democracia.

Era tudo fogo de vista.

Hoje em dia, cada cavadela cada minhoca. O homem desboca-se de toda a maneira e feitio, a democracia, afinal, era para ele um socialismo de analfabeta pacotilha, coisa que ninguém percebe, a começar pelo próprio.

Desiludido, não tem outra solução que não seja apelar à insurreição. Não, não é às manifestações e às greves. É à insurreição militar. Na senda da castrense filosofia do poder pelas armas, que já nem na América do Sul é moda, o nosso Lourenço, qual general Tapioca, apela aos seus camaradas para que ressuscitem, contra a democracia, a força que usaram contra a ditadura.

Vasco Lourenço, não fora o descrédito em que se espera que caia, não podia ser mais perigoso, ou mais burro, sobretudo quando há tanta farda travestida em sindicalista.

 

Os capitães de Abril, de todas as naturezas, se ainda os há, não podem fazer melhor que arranjar outro que os represente. Em alternativa, ou ao menos, talvez pudessem denunciar as parlapatices do Vasco.

 

5.11.11

 

António Borges de Carvalho



2 respostas a “CAPITÃES DE ABRIL”

  1. Sabe sr Irritado os militares fizeram a revolução e entregaram o poder. A quem? Ao povo. Porém alguém se abarbatou. Quem? Os ladrões! Então sr Irritado, se o sr não está a ser roubado, eu estou. A minha pensão de reforma foi calculada com base nos descontos que fiz. Não é uma subvenção. Todos os pensionistas estão. O artº 2º da CRP diz que o estado é de direito. Não é feitio ao arbítrio do Sr Passos de Coelho e da sua quadrilha . Olhe que eu votei nele. Pensa uma pessoa que que livra de uma quadrilha e aparece-lhe outra. O sr . Vasco Lourenço pode ser muitas coisas, mas ladrão não deve ser. Aos pensionistas nunca lhes roubou nada. E já agora os militares entregaram o poder para quo fosse construída uma democracia. Não me diga que vivemos numa. Na parte que me toca estou a ser tiranizado e roubado!!! Até 1982 o C. da Revolução não anulava decisões dos Tribunais porque se respeitava o princípio da separação de poderes. Agora o órgão que o substituiu é só safar patifes: corruptos, ladrões, pedófilos, etc , etc , da justiça. Se a justiça divina tivesse como modelo estrutural o modelo português nem Deus se safava. O juízo final virava a perpétuo.

    1. Como o senhor Picaroto muito bem sabe, foi preciso muita luta com os militares e entre os militares, para que o poder fosse entregue ao povo, isto é, ao povo propriamente dito, não ao povo que os militares, ou a parte triunfante deles, queriam, a parte que o PC, o MES e tantas outras criações da “democracia” castrense achavam que era o povo.Se o povo usou a sua soberania de forma que o senhor Picaroto não gosta, é outra questão. Quanto à sua simpatia pelo conselho da revolução, acho que não vale a pena argumentar. Fique-se com ela. Coma do que gosta. Bom proveito.E, se gosta da tropa fandanga que anda na rua, sem dignidade profissional de nenhuma espécie, a reclamar como se fossem, coitadinhos, os únicos a levar com a marreta da dívida, tambám não vale a pena explicar seja o que for.Ainda que este blog não seja a meu respeito, já que o meu caro Picaroto não quer ver para além do seu ninho, devo dizer-lhe que também sou pensionista, daqueles que pagaram durante mais de quarenta anos para ter uma reformazeca de xaxa, e que também vou levar com a marreta. A diferença é que tento ver para além dos meus botões.

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