IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


INJUSTIÇAS

 

O coração do IRRITADO sangra de caridade insatisfeita por causa dos funcionários parlamentares que, coitadinhos, estão a ver os seus legítimos interesses ofendidos.

Os ditos senhores, sendo funcionários públicos, tinham, desde Maio passado, um estatuto que lhes garantia auferir mais 60% que os demais da mesma categoria, diga-se que a troco das horas a mais que farão para poder seguir os trabalhos parlamentares. Este privilégio vem de sempre (1976), não sei se com a mesma expressão. Seguindo esta lógica, deveriam os vencimentos ser reduzidos durante os períodos em que a AR não está a funcionar ou funciona a meio gás. Não é?

Acresciam várias outras justas medidas. Por exemplo, os funcionários do parlamento jamais podiam ser contratados a prazo. Quem entrasse, entrava para sempre! O vínculo assim estabelecido, é certo, podia vir a ser alterado. Mas, atenção! Tal só poderia acontecer com o acordo do “atingido”. Por interesse do “patrão”, jamais! O mesmo se passava com a chamada “mobilidade”, isto é, um funcionário só podia ser transferido desde que estivesse de acordo com a transferência. Nada de brincadeiras.

 

Ora parece que o governo quer abolir o tal, e tão justo, estatuto, que nem seis meses de vida tem! Ocorreria perguntar como é que os funcionários funcionaram durante os restantes trinta e tal anos! Em regime de escravatura?

 

O caso é de tal ordem que os rapazes descobriram que o tal estatuto era uma forma, possivelmente mágica, de tornar o parlamento “independente dos governos”. Quer dizer que, nos últimos trinta e tal anos, o governo deve ter sido uma espécie de assembleia da II República. E mais: sem estatuto, dizem eles, o parlamento deixa de ter “autonomia”! E os milhões do orçamento, não lhe dão autonomia? São os funcionários que a proporcionam?

Estúpidas perguntas, as do IRRITADO. É que os atingidos por mais esta vilania do governo, são “o baluarte” da Assembleia! Cuidado! Sem este precioso “baluarte”, desmorona-se a democracia!

Acresce que o pessoal tem um sindicato próprio, o qual, para defender a “independência”, não é filiado em nenhuma central. Sem prejuízo de ter aderido a uma greves geral da CGTPIN, é claro, mas, atenção, deixando a cada um o direito de alinhar ou não.

E a besta do IRRITADO que julgava que qualquer um era livre de aderir ou não às greves, a todas e quaisquer greves! O conceito do sindicato parlamentar é outro: isso de direitos individuais só se autorizado pelos sindicatos!

 

Posto isto, é com integral apoio que o IRRITADO saúda a iniciativa da greve de protesto que os impolutos funcionários se preparam para levar a efeito.      

Muito bem!

 

24.10.11

 

António Borges de Carvalho



2 respostas a “INJUSTIÇAS”

  1. Longe de mim defender estes chulecos, mas o Irritado parece ser bem mais tolerante com as regalias da canalha ELEITA, do que com as dos funcionários do Paralamento. Estes podem mamar a vida toda, mas sempre lá dão com os costados, pelo menos de vez em quando. Já os eleitos, através das famosas subvenções vitalícias, conseguem mamar a vida toda, sem lá voltar a pôr os pés. Alguns até são nossos bons conhecidos… Ah, é verdade, mas os eleitos abdicaram de carreiras fantásticas, para construir este país próspero, justo, com um futuro risonho… então esqueça, afinal merecem.

  2. Escreveu Eça de Queiroz, “Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão”.Pela proximidade da “mesma razão” os funcionários parlamentares ficaram contagiados.

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