A Sony, empresa global, chegou à conclusão que andava a vender uns jogos que, por qualquer esotérico-electrónica razão, podiam vir a pôr em causa a segurança de 25 milhões de utilizadores.
Como resultado, os chefes dos departamentos que inventaram os tais jogos foram chamados à pedra.
Imediatamente, em vez de alegar razões ou dar a volta por cima, aparecem perante os seus pares e o mundo, curvados, humildes, assumindo as suas culpas e sujeitando-se às respectivas consequências.
Eis a dimensão ética dos referidos senhores.
É evidente que os joguinhos do senhor Pinto de Sousa afectam muito menos gente. Só dez milhões de desgraçados sofrem as consequências das manigâncias do homem. Tais consequências, porém, são muito mais profundas, nada têm de esotérico nem de electrónico. São de natureza estomacal.
Nem o senhor Pinto de Sousa tem qualquer sombra de dimensão ética.
Apesar disso, vale a pena pedir a atenção do senhor Pinto de Sousa para o magnífico exemplo dos técnicos da Sony, dizer-lhe que lhe ficava bem assumir as responsabilidades da ignorância, da incompetência, da demagogia, da propaganda, dos enganos, das mentiras em que vem mergulhando a Nação de há seis anos a esta parte.
Outrossim pedir-lhe que, dado o seu estrondoso falhanço, volte a fazer projectinhos para a câmara municipal de Cus de Judas de Baixo. O povo agradeceria comovido tal honrosa quão nipónica atitude.
5.5.11
António Borges de Carvalho

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