IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


AGORA É QUE VAI SER BOM

 

Alegrem-se os vossos corações!

O Bloco de Esquerda, à semelhança do IPCC*, acaba de lançar um novo programinha informático destinado a que todos nós possamos, como ele diz, tornar-nos ministros das finanças. Nem mais.

Você mete na coisa uma variável qualquer, por exemplo 30% no IVA ou 60% no IRS. Pode meter o que lhe apetecer. Veja os resultados. Se meteu as normas do FMI, está desgraçado, o menos que lhe pode acontecer é morrer de fome.

Se introduzir alguma receita do Bloco, ou mesmo do PC, aí será um homem feliz: arranja emprego, ou segura o que tem até depois da morte, mesmo sem fazer nenhum. A sua mulher passará a ter três anos de licença de parto e três semanas de licença de menstruação por mês. O seu patrão vai parar à cadeia enquanto o diabo esfrega um olho. Se for velhinho, o Bloco trata de si. De borla. E muito, muito mais.

Tudo isto proporcionado por que dinheiro?, perguntará. A resposta é simples. Está lá tudo. O Belmiro entrega o que tem em caixa e o resto será nacionalizado. O Amorim a mesma coisa. Os bancos entregarão ao Louça todos os lucros. A energia passa a ser de borla dados os projectos solares do Bloco. E assim por diante.

Tudo com o inestimável apoio da ala “progressista” da Igreja Católica, oferecida por um tal Pureza – fulano sem pecado – que consta ser o autor da coisa.

 

5.5.11

 

António Borges de Carvalho

 

* IPCC – International Panel on Climate Change, corpo de burocratas das Nações Unidas, especialista em projecções informáticas destinadas a “provar” a existência do aquecimento global e a sua antropogénese.  

 

 



13 respostas a “AGORA É QUE VAI SER BOM”

  1. Avatar de Filipe Bastos
    Filipe Bastos

    O zelo ideológico do Irritado, por vezes tolda-lhe o discernimento. Para o Irritado, se o BE ou o PCP dizem que chove, então está forçosamente a fazer Sol. Da mesma forma, mete no mesmo saco utopias laborais, e a justíssima taxação da canalha financeira. Preparo-me para pagar 25% de IRC, enquanto a Banca nacional não pagará mais do que um quarto, ou um quinto disso. O Irritado sabe explicar por quê? E saberá explicar por que é que os banqueiros trafulhas que arruinaram a Irlanda e a Islândia, não foram julgados e presos? E os nossos trafulhas caseiros do BPN e BPP, que também andam a monte? A cegueira ideológica é uma coisa muito feia.

    1. Caro Filipe, concordo inteiramente consigo. A cegueira ideológica traz, geralmente, consequências desastrosas.

    2. Caro Filipe Bastos. Talvez isto possa ajudar a perceber a questão fiscal da banca: http://resistir.info/portugal/bancos_impostos.html

    3. Avatar de daniel tecelao
      daniel tecelao

      As comadres começam a desentenderem-se,o unico ponto de convergência é serem contra o Pinto de Sousa,depois disso só fica o sabor a podre!!!

      1. Avatar de Filipe Bastos
        Filipe Bastos

        Comadres, caro Tecelão? Julgava que isto era alguma sessão da IURD, ou algum congresso do Partido da Sucata, onde todos os alucinados gritam e batem palmas em uníssono? Se procura esse tipo de comunhão extática, essa lavagem ao cérebro colectiva, então temo informá-lo que este blog não é o Largo do Rato. Aqui, e no mundo em geral, as pessoas pensam pela sua cabeça, concordam numas coisas, e discordam noutras. Quanto ao seu ídolo Pinto de Sousa, também não é só aqui que encontra essa unanimidade: saia da sua toca, fale com mais pessoas, frequente outros blogs. Verá que é surpreendentemente fácil, encontrar quem o considere um TRAFULHA INCOMPETENTE. Ou bem pior do que isso.

        1. Avatar de daniel tecelao
          daniel tecelao

          Você pensa?Não tinha dado por isso.Habituei-me a ler-lhe sempre as mesmas tretas.Conte lá quem é que lhe dá corda!?

          1. Avatar de Filipe Bastos
            Filipe Bastos

            «Você pensa? Não tinha dado por isso.» É não só recíproco, como comum a todos os que frequentam este blog. «Habituei-me a ler-lhe sempre as mesmas tretas.» Idem idem, aspas aspas. «Conte lá quem é que lhe dá corda!?» A minha consciência. E a si?

          2. Avatar de daniel tecelao
            daniel tecelao

            Tambem tem consciência?Então é um super dotado.Mas afinal quem é que o empurra?

    4. Caro Filipe,Realmente o poder de síntese não é o meu forte, se é que tenho valia no que quer que seja. E digo isto porque sempre que começo a escrever tenciono restringir em duas frases o que quero transmitir (é por isso que me socorro de tantas citações) mas no fim, entristece-me ver que me alarguei por extensos e intrincados parágrafos. Basta ver todo este proémio!Não tenho procuração para defender o Irritado, o que tenho é mais ou menos a mesma vivência do que foi “o Abril” e os fazedores de quimeras, os altruístas que só sabiam o Padre-nosso até ao “venha a nós”, os “amigos” das minorias, dos sem-abrigo, dos pretos, dos imigrantes, dos homossexuais, bissexuais, trissexuais, transexuais, quadrissexuais (que se deixam amar por quadrúpedes, suponho), dos fazedores do aborto, drogados… enfim, o público-alvo do Bloco, onde caçam votos para manter a sua vidinha de esquerda-caviar e aparecer na televisão.Por isso, quando eles dizem que está a chover, não vou ver à janela, porque sei que é – apesar de algo aparentemente inocente e verificável – quase certamente mentira, mais uma descarada mentira, das mil que lhes oiço há décadas. É assim um pouco como os comentários do nosso socialista residente, sempre fora da verdade, da simpatia, do diálogo, da educação, da inteligência. É o que acontece com os discursos, entrevistas e comunicados do primeiro-ministro. Quantas vezes é que ele disse que não ia aumentar impostos, que tinha as contas em ordem, que não governar com o FMI? O Filipe acreditou? Alguém acreditou?Com estes trotskistas é a mesma coisa. Claro que o Louçã dá 20 a 0 ao menino-de-oiro do PS. O primeiro é mais inteligente – e por isso mais perigoso. Basta ver comparar o currículo, o olhar e ricto de Louçã com a confusão “académica” socratiana, a mirada vítrea de Sócrates, o sorriso prognata de imbecil, para perceber que este é apenas um top-model eleito por Coelho e que age segundo inteligentes image-makers. Mas o produto que Louçã vende não me interessa. Viu-se o que foram as nacionalizações. Foram apenas roubos, porque indemnizaram tardia e miseravelmente as empresas. Muitas foram simplesmente arruinadas, outras acabaram em luras onde se cevam os gestores-militantes que ganham ordenados muito superiores aos dos antigos donos. E agora? Vão revender aquilo que nacionalizaram e, na maior parte dos casos, arruinaram.Tem razão quando diz que a Banca paga muito menos impostos que o cidadão particular. Mas desde que os nossos banqueiros voltaram, conseguiram comprar os nossos governantes, bem mais do que sucedia no antigo regime, sem a menor comparação. Basta ver a sujeira dos PBN e BPP, protegidas por Constâncio e Sócrates, impossíveis antes do 25 de Abril. Houve então um coisa parecida com o banco do Jorge de Brito, mas que lhe ficava a léguas.Porventura o dinheiro que sai dos bolsos dos banqueiros não é menos daquele que pagariam no IRC que deviam. O que ele não vai é para impostos, porque existem essas coisas chamadas partidos, corrupção e offshores. A casa de Sócrates foi comprada com dinheiro vindo de uma. Quem é que, sendo cidadão normal e honesto com o seu Estado, compra a sua casa através de um offshore?Por isso, com a muita estima que tenho pela sua educada e divertida inteligência, além de independência de pensamento, venho perguntar se cegueira não será antes deixar por ver que são todos como o Coelho, esse aguerrido UDP tornado PS, que foi fazer tirocínio a Macau, no tempo de Soares, onde a malta socialista se atulhou de dinheiro – até acabar como um nababo, a mover influências numa construtora, através dos seus conhecimentos governamentais? Acredito que esse Robespierre-Louçã seja relativamente indiferente ao dinheiro, como eram Salazar ou Cunhal – mas a governar seria pior que qualquer um. De qualquer forma, o Bloco não é solução, pois é um alguidar de lacraus que se detestam uns aos outros.Um abraço doManuel

      1. Avatar de Filipe Bastos
        Filipe Bastos

        Caro Manuel, Bons olhos o leiam. Não votarei BE, nem PCP, pode ter a certeza disso. Ainda assim, só deles vou ouvindo algumas verdades inconvenientes. Há quem diga que é apenas para isso que servem. Não consigo discordar: tal como o Manuel, e como o Irritado, não vejo nas boas intenções da Esquerda, mais do que isso – intenções. E algumas delas, estão longe de ser recomendáveis. Representam um regime e uma forma de organização social, que não deixaram saudades em lugar algum. Até se libertarem de certos dogmas, jamais serão poder. E é uma pena, pois são o único contraponto que temos ao Centrão. Na sua maioria, ideologias à parte, parecem pessoas mais honestas do que as do Centrão. A meu ver, precisávamos de algo a meio caminho entre o PCP/BE, e o PSD/CDS, que simplesmente não existe. O PS poderia constituir essa alternativa, se não fosse o pior ESGOTO da política nacional, praticamente desde a sua génese. Enfim, perante o tabuleiro actual, continuarei a votar NULO. Celebro apenas o facto de o PSD – que espero que venha ser o próximo Governo, face à alternativa inenarrável que temos – ter incluído, no seu programa eleitoral, a alteração da lei eleitoral e a redução da AR. Nada garante que o cumpra, mas só o facto de o apresentar formalmente, já merece alguma consideração. Um abraço, FB

    5. Terá alguma razão. Mas o post era “dedicado” ao BE, não aos bancos.Estou de acordo sobre a necessidade de rever a fiscalidade da banca, aumentando a carga fiscal sobre os lucros. Mas não percebo o sufiiente do assunto e tenho ouvido as mais diversas versões, políticas e técnicas, sobre ele. Quando tiver uma opinião formada, direi. De qualquer maneira, não há economia sem bancos, nem bancos sem economia, não é? Enfim, um problema dos diabos.Quanto aos trafulhas da banca, não consta que, na Irlanda ou na Islândia, houvesse trafulhice de maior. O que houve foi a ausência de bom senso (que, entre nós, também foi grande), agravada com uma dependência exagerada em relação a fundos que se afundaram e, como cá, exponenciada por incentivos políticos e “sociais” completamente idiotas.Parece que os trafulhas do BPN estão a ser julgados. Julgo que os do BPP também o serão. O problema é que, como em tudo onde a nossa justiça se mete, os prazos de decisão contam-se por décadas. Dos outros bancos, não se conhece trafulhices, a não ser as manigâncias que, com razão ou sem ela, lei vai permitindo.De resto, se há trafulhice, é trafulhice política, nacionalizações malucas em vez de falências inevitáveis, milhares de milhões metidos na estrumeira pelo governo, etc…Nada disto tem a ver com o meu post. Em relação a ele, v. é capar de estar certo quando diz que, para mim, o que vem do BE ou do PC é, em princípio, péssimo. Se acha que é cegueira ideológica, está no seu direito. Por mim, acho o contrário: cegueira é ser tão “aberto”, que se põe a hipótese de essa gente ter razão. Não tem, por definição. O que, aliás, a História e a Experiência mostram à saciedade.

      1. Avatar de Filipe Bastos
        Filipe Bastos

        Caro Irritado, duvido que alguma vez venha a ter uma “opinião formada” sobre a taxação dos lucros da Banca, a ponto de escrever um post sobre o assunto. Não duvido por temer a sua incapacidade, mas porque é praticamente impossível, tamanhas são as teias de interesses e alçapões fiscais, urdidas por especialistas pagos a peso de ouro, para tornar o assunto ininteligível a meros mortais. Isto está – obviamente – relacionado com conceitos que o Irritado considera “legítimos”, como offshores e casinos financeiros, onde se inventam dinheiro e mais-valias, como quem cria cogumelos. Basta recordar um “pequeno” esquema, do “nosso” Oliveira e Costa: «Oliveira e Costa precisava de liquidez para saldar uma dívida com o grupo SLN resultante do aumento de capital da SLN em Dezembro de 2000, precisando de 1,5 milhões de euros para o efeito, e tendo feito um contrato de empréstimo junto do Fortis Bank em Lisboa, no valor de 12,5 milhões de euros, DANDO COMO GARANTIA as próprias acções que AINDA TINHA POR PAGAR. Acabou por ser A SLN A OFERECER AS GARANTIAS para aquele empréstimo feito a Oliveira Costa. O empréstimo de 12,5 milhões concedido pelo Fortis Bank, acabaria por ser pago com verbas desviadas do BANCO INSULAR DE CABO VERDE». Acções oferecidas como garantia, com capitalizações manhosas provenientes de offshores, e “Banco Insulares” que jamais existiram… a bola de neve de um sistema financeiro baseado em mentiras, em DINHEIRO IRREAL, que se justifica a si próprio… A falência de um sistema económico que não vive de produtos ou serviços REAIS, mas de números num computador, de especulação e fraudes globais. Quando diz que «na Irlanda e na Islândia não houve trafulhice de maior, apenas ausência de bom senso», interrogo-me se estará a gozar. Olhe para a “dúzia” de CHULOS que ganharam – e continuam a ganhar – à tripa-forra, e olhe para os milhões que têm de pagar a factura: a quem faltou o «bom senso»? Aos que toleraram esta canalha, ou aos que ainda a toleram?

        1. Não sei onde foi o meu caro leitor encontrar a palavra “legítimo” no meu texto. O que eu disse foi “que a lei vai permitindo”, o que é totalmente diferente.Quanto ao BPN, parece que as trafulhices estão a ser julgadas. Portanto, a permissividade do sistema legal não vai tão longe quanto se poderia pensar. Ainda bem.Quanto ao “sistema” (offshores, engenharias financeiras demasiado “imaginativas”, etc.), o “sistema” é universal. Não vale a pena pensar que, acabando com ele em Portugal, se acaba com ele. E como a globalização implica a livre circulação de capitais… pouco se pode fazer que não faça fugir ainda mais dinheiro.Reconheço que o problema é muito grave, mas só se resolveria com um acordo universal, o que é praticamente impossível. Por isso os estados têm que criar formas de controle dos movimentos financeiros que sejam tão “imaginativas” quanto quanto o são os que usam as actuais facilidades, sem que ponham em causa a “estabilidade” dos capitais. Como? Não sei responder.

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