IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


MAU COMEÇO. ALEGRE AGRADECE

 

O jornalista Ricardo Costa é um fulano inteligente, arguto, com o dom da palavra e da escrita. Não é de admirar que tenha sido promovido a director do “Expresso”, jornal de muitos defeitos mas de superior qualidade.

É pena que, logo no primeiro número após a sua “subida ao poder”, Ricardo Costa se tenha dedicado a, objectivamente, tomar partido na miserável história das presidenciais.

O “Expresso” de Sábado é uma repetida e repetitiva diatribe anti Cavaco. Quantas páginas, quantos artigos dedica, e com que destaque, a uma história cujos contornos já não há quem não tenha percebido? Muitos. O “caso Cavaco”, não o “caso BPN”, é o leit motiv de uma edição inteira, em claro prejuízo e subalternização de tantos outros que maior atenção mereciam.

É evidente que seria natural que o jornal se debruçasse sobre o assunto. Não é isso que merece repúdio. É o destaque, a insistência, a forma verrinosa como tudo é orientado, sob o nada diáfano manto da “informação”.

 

Começa mal, o bom jornalista. Vender jornais é bonito, mas não de qualquer maneira. O Alegre, se não for mal agradecido, agradecerá.

 

10.1.11

   

António Borges de Carvalho



21 respostas a “MAU COMEÇO. ALEGRE AGRADECE”

  1. Tenho sobre Ricardo Costa a pior opinião,não como jornalista, que isso para mim de ser jornalista neste país,em que os média têm patrões e os jornalistas têm de comer,já não pesa.Mas como homem.Revelou-se um safado da pior espécie quando na TV entrevistou dois concorretes á camara municipal de Lisboa.Carmona Rodrigues e Manuel Maria Carrilho.Logo ao abrir a entrevista,Carmona, á boa maneira trauliteira ataca Carrilho com uma história de umas obras de um WC feitas no ministério da cultura que supostamente tinha absorvido gorda maquia.Carrilho indignado,explica que esse caso já tinha sido esclarecido e estava morto e enterrado,lamentava que o seu adversário de forma baixa voltasse ao caso.O frente a frente acabou,e já nos bastidores,completamente fora da entrevista,Carmona tenta despedir-se de Carrilho,o qual melindrado com a baixesa de Carmona,recusa apertar-lhe a mão.Carmona comenta;este tipo é mal educado.Ricardo Costa edita estas imagens!Filha de putice!Ricardo Costa revelou-se um escroque,ele sabia que estas imagens poderiam comprometer a imagem de Carrilho,não tinham qualquer interesse do ponto de vista jornalistico,mas publicou-as deliberadamente.É com jornalistas deste jaez que desgraçadamente se faz jornalismo neste país.De facto o caracter de Cavaco seria melhor avaliado na pulhice das escutas telefónicas feitas pelo governo a Belem,(cujas nunca explicou cabalmente) do que propriamente na história das acções do BPN.Já toda a gente percebeu que o bando laranja que assaltou o banco por dentro,vendeu ao correligionário Cavaco acções do BPN a preço de saldo,permitindo assim um bom peculio.

    1. A sua memória parece ser algo selectiva, caro Tecelão. Isto é estranho, até insólito, tendo em conta a sua habitual imparcialidade e aguda capacidade de análise, como sabem todos os que lêem os seus comentários. Eis um link que poderá (ou talvez não) acordar a tal parte adormecida da sua memória: http://xafarica.weblog.com.pt/arquivo/131870.html Por último, espero que a gravíssima ofensa feita ao Sr. Carrilho, tenha de alguma forma sido mitigada pelo seu luxuoso tacho parisiense. É que o luxo de Paris tem um “je ne sais quoi” muito especial para mitigar ofensas, perseguições políticas, e consciências pesadas em geral, como poderão confirmar os seus amigos Mário Soares, Manuel Alegre, e… Ferro Rodrigues.

      1. A sua intervenção nem poderia ser de outra forma.Ao que eu fiz referência,foi á pulhice de um tal jornalista.Você vem-me xingar o juízo com o tacho deste e daquele,quer falar da sacanagem do jornalista ou quer servir-se disso para vir aqui dar uma de anjola sem mácula nem pecado,arvorado em moralista?

      2. Dei-me ao trabalho de ir ler o post da xafarica.Diga lá sr.Bastos,onde é que a minha memória adormeceu.O que eu referi,foi um episódeo entre Carrilho e Carmona,que o xafarica tem refere,e o que contestei foi a atitude do jornalista,nada mais.O sr Bastos está sempre mortinho para me pôr etiquetas,desista, você ainda me há-de provar que sou mais independente que você.E não confunda a feira de Borba com o olho do cu!!!

        1. A sua memória adormeceu, sr. Tecelão, e quem diz a sua memória diz boa parte do seu lobo frontal, que é onde certa capacidade de julgamento deve residir (nas pessoas saudáveis), quando até lê a sinopse do pseudodebate, e não reconhece que foi uma permanente troca de acusações de parte a parte – uma lavagem de roupa suja, se preferir – em que Carrilho acusou Carmona tanto – ou até mais – do que Carmona acusou Carrilho. A desonestidade, a seu ver, foi editar as coisas de forma a realçar o gesto de Carrilho, que recusou o aperto de mão. Nisto, até dou a razão a Carrilho, veja bem: de facto, para quê apertar as mãos, quando fazê-lo seria puro cinismo? Ambos foram claros, sobre o que pensavam um do outro. Não há cavalheirismo possível, entre pulhas à procura de tacho. Carrilho teve um lampejo de sinceridade, valha-nos isso. No resto, temos aqui um bom exemplo do CENTRÃO PODRE, da canalha política que nos desgoverna: quando chega a hora de trocar ofensas, nunca faltam achas para a fogueira. Isto é tão válido para candidatos, como para deputedos, como para carneiros, “simpatizantes”, e lacaios de vários postos – a competição permanente parece ser “somos menos PODRES do que os outros”. TODOS são podres, ninguém já parece colocar isso em causa: já passámos essa fase há muito tempo. Toda a questão, é qual será MAIS podre. PS e PSD têm de facto uma competição difícil. Quanto aos tachos xuxas em Paris, tão evidentes quanto reveladores, entendo que o tema não lhe agrade. Tem a ver com a tal deficiência no lobo frontal. Alguns comentadores afirmam que foi lobotomizado, talvez isso explique certas coisas. Ou então, helas, é apenas um LACAIO XUXA – e dos mais rafeiros.

          1. Você é um chapado idiota,não consegue manter um diálogo com o minimo de urbanidade,entra facilmente pelo esgoto.Não é por acaso que um tal xxi se revê nas suas ideias,deus os fez dues os juntou.Numa coisa lhe dou razão,aquela praga da assembleia da republica é toda igual,uma parasitagem da pior espécie!!!

          2. Diz o ilustre tecelão: “Você é um chapado idiota,não consegue manter um diálogo com o minimo de urbanidade,entra facilmente pelo esgoto.Não é por acaso que um tal xxi se revê nas suas ideias,deus os fez dues os juntou.”Ó tecelão, não foi Deus que me fez. Foi o tecelão! Ou já se esqueceu que é o meu “PAI”.Na verdade eu só existo porque o senhor me “fez”.IDIOTA!

          3. Essa paternidade é impossivel.Nunca frequentei a prostituição.

  2. Tem toda a razão, caro Irritado: em vez de lucros inexplicáveis do impoluto Cavaco em sociedades manhosas, o Expresso devia era falar das suas ideias progressistas e inovadoras para o país. Como o Sol, por exemplo, que hoje nos traz mais uma pérola de sabedoria Cavacal: «não devemos complicar a vida ao Governo», falando em coisas chatas como o crescente endividamento, o (inexistente) corte de despesas, ou o FMI. Isto porque o «Governo está a fazer tudo» o que pode. Ouviu, caro Irritado? Este recado Cavacal também era para si. O nosso PR também tem afirmado acreditar na «energia criadora dos jovens», e que estes devem «fazer ouvir a sua voz para uma política diferente». Como? Fundando um novo partido? Juntando-se a algum dos actuais (ah, ah)? Não se sabe, Cavaco não disse. Os jovens que se desenrasquem, que já são grandes. Cavaco também acredita «no poder transformador das mulheres de Portugal» e entende que estas têm «uma forma diferente de agir» e de «decidir a favor do bem comum». Ou seja, ao contrário dos homens, como ele próprio? Quem sabe. E claro, o seu maior apelo é pela «aposta no mar». Após ter estado 10 anos como PM e 5 como PR, o nosso candidato Cavacal descobriu que temos mar. Só é pena ter sido cúmplice na destruição da nossa frota pesqueira, mas ainda assim saúda-se a descoberta. Era DISTO que o Expresso devia falar! Em vez disso, presta-se a alimentar «campanhas sujas». É lamentável. Por fim, disse Cavaco: «Alguns pensavam que eu ia ficar no conforto do meu sofá ou da minha cadeira na Presidência da República. Não, considero que é o meu dever percorrer todo o país e falar sobre o futuro de Portugal, aquilo que se deve esperar de um Presidente da República neste tempo de crise.» Muito obrigado, Sr. Presidente. Sabemos agora que o nosso futuro são os jovens, as mulheres, e o mar. Inspirador. E sabemos também que não devemos dificultar a vida a este Governo, e a este PM. E é isto, é tudo isto, que podemos esperar de Cavaco Silva, neste tempo de crise.

    1. V. Tem alguma razão. O que eu não percebo é como Cavaco, que já teve poder executivo e agora, não tem nada, se presta a uma nova candidatura para um cargo que só nos pode causar danos, na medida em que os candidatos, ou falam em “esperanças” que jamais terão poder para pôr em acto, ou nada tem parar falar.O que está errado é a eleição do PR por sufrágio universal.Posto isto, insisto no que já tenho dito: do mal o menos.

      1. Se não fosse por sufrágio universal, como seria? Nomeado pelos partidos? Não conhecemos já os resultados das “nomeações políticas”? «Do mal o menos»… a lógica do mal menor. Os resultados desta lógica, presente em TODAS as eleições das últimas décadas, também estão bem à vista. Cumprimentos.

        1. Como o IRRITADO já tem defendido, não se justifica “incomodar” o eleitorado para eleger um presidente sem poder, ou quase. Não se justifica ter dois órgãos, potencialmente de sinal contrário e com a mesma legitimidade de origem. O sufrágio universal para a presidência não passa de um galicismo. Um galicismo idiota, já que o PR francês tem algum (muito!) poder.Se o Presidente é eleito pelos cidadãos, então que seja ele o chefe do governo. Não sou adepto desta solução, como,aliás, o não é o nenhum dos países que nos são próximos, repúblicas ou monarquias. O PR devia, a meu ver, ser eleito por um colégio eleitoral (parlamento, senado, representantes de municípios, universidades, etc., sendo candidatos os próprios eleitores, membros do colégio) ou outra solução deste tipo, para um cargo de representação nacional, protocolar e simbólico.O nosso sistema é o mais estúpido de toda a Europa ocidental!

          1. De facto, o nosso PR nem é carne nem é peixe. Por exemplo, hoje ouvi na rádio que o Mamão Alegre cancelou uns comícios no Algarve. Vai daí, decidiram entrevistar alguns «populares decepcionados» (coitados!). Ora, estão eles em pulgas para perguntar ao Alegre o que fará sobre os custos da Saúde, sobre as reformas de miséria, etc. Revelam assim uma estupidez ao quadrado: 1) ainda acreditam na demagogia dos políticos; 2) desconhecem por completo as funções do espantalho que irão eleger. A ideia do Senado podia ser boa, como penso que já falámos, desde que não fosse um novo Paralamento de chulos a soldo dos partidos, e dos interesses que os financiam.

        2. Caro Filipe Bastos, quem é?Certamente reparou, tenho seguido os comentários e artigos deste Blog, no qual aproveito a oportunidade (sob “anonimato”) para dar algumas “alfinetadas” e descarregar a revolta por tanta “incompetência” demonstrada por quem nos (des)governa. E, tenho dado especial atenção à sua argumentação. Daí a pergunta, porque quase parece o meu pensamento.

          1. Caro XXI, basta olharmos para a realidade sem palas partidárias, ideológicas, religiosas, ou outras quaisquer. No meu caso, fui educado por um saudosista de Salazar, e por um comunista convicto. Quando crescemos a ouvir dois discursos tão veementes, ambos com verdades absolutas e soluções perfeitas, mas tão opostos, depressa aprendemos a reconhecer essas palas. Nem é preciso ser-se estúpido, ou ignorante: muitas pessoas inteligentes fazem gala em usá-las. Sobretudo em política, é raro encontrarmos alguém ISENTO. E é claro que ao andarmos no meio da estrada, arriscamo-nos a levar com carros dos dois lados. É a vida. Se preza a isenção, como eu, e se não é acomodado/resignado, como eu não sou, então é natural que nos encontremos algures no mesmo caminho: é um caminho estreito. Nós, e todos os pensam assim.

          2. Caro Filipe BastosSempre desconfiei de quem não tem partido, nem religião, nem ideologia, nem nada. Alguma coisa há-de ter para poder opinar. Sempre desconfiei dos “independentes”, dos “isentos”, dos “livres”.Uma pessoa pode não ser prisioneiro de ideias feitas, mas tem que ter princípios, bases morais e filosóficas, estrutura mental. Senão, porquê e para quê dar-se ao luxo de ter opiniões?

          3. Caro Irritado, Essa desconfiança é válida, tal como é válido desconfiar de quem precisa aderir a algo, para ter princípios e valores. Por exemplo, muitas das minhas convicções podem ser consideradas “cristãs”, mas apenas por coincidirem, e não por estarem subordinadas à ortodoxia cristã. Substituo qualquer religião pelo velho axioma, “não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti”. É simples, gratuito, e universal. Quanto à integridade, ninguém é santo, mas felizmente há amplo terreno entre a santidade e a trafulhice, para acomodar os nossos defeitos pessoais. Logo, considero-me no direito de não tolerar trafulhas. A trafulhice e a chico-espertice, são talvez os maiores cancros deste velho país. E isto leva-nos à política, que é o leitmotiv do blog, e à ISENÇÃO: no actual estado de coisas, como é possível não se ser isento? Como é possível continuar a teimar pelo partido A ou B, a ver o país através de óculos desta ou daquela cor, numa guerrilha permanente e pífia de nós-contra-os-outros? Bem sei que o Irritado tem um passado político, e que está inevitavelmente ligado a alguma facção e a algumas pessoas. Mas tenho consideração bastante por si, por aquilo que lhe leio, para esperar que se distancie e que seja ISENTO. E isto significa não ceder à facilidade de criticar tudo o que vem do outro lado da rua, e de desculpar/relativizar tudo do seu lado da rua. Por vezes, parece ceder a essa facilidade. Se os lucros de Cavaco são suspeitos, se tudo cheira a esturro, como já aqui escreveu o Manuel, por que não afirmá-lo com todas as letras? Por que não dizer que é inaceitável? Não nos basta ter um trafulha descarado a PM, também temos de ter um PR com rabos entalados, e silêncios prepotentes? Talvez o Irritado me julgue simpatizante da esquerda: acha que se em vez de Cavaco fosse Jerónimo ou Louçã, eu falaria de outra forma? Ou que defendo alguma “ditadura do proletariado”, quando até tenho uma empresa e valorizo a iniciativa privada? Para mim, a isenção é irmã da integridade. É preciso chamar os bois pelos nomes, sejam de onde forem. E na política, em Portugal, bois (e boys) é o que há mais.

          4. Ora vê como eu tinha razão? Afinal não é tão isento, tão independente, tão livre de peias, como o seu comentário dizia. Tem princípios, moral, limites. Ainda bem.

      2. O Tomáz de má memória é que era eleito por um colégio!!!

        1. O sufrágio “universal” para a presidência foi uma invenção da II República, erro que a III repetiu.

      3. Quanto à recandidatura de Cavaco: seremos ingénuos, e não saberemos que estava mais-do-que-decidida, logo após a 1ª eleição Cavacal? Que todo este “mistério”, até há pouco tempo, só existia na cabeça dele? Toda a gente estava careca de saber! Claro que Cavaco jamais cumpriria apenas o primeiro mandato, sem se candidatar ao segundo! Que PR foi diferente? Cavaco sabia, como toda a gente, que a reeleição era quase garantida. Ou não era? E não aprecia Cavaco, o TACHO presidencial, não o abraçou com toda a sua figura decorativa e não-executiva? Não quer ele outra coisa: mandar recadinhos, fazer de guia turístico a Papas e outras JARRAS presidenciais, ir em visitas saloias, passar entre as gotas da chuva, jamais sendo responsável por NADA, jamais respondendo pessoalmente por nada – pois limita-se a fazer o seu “papel”. Se há um “dream job”, é este da Múmia Cavaca.

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