Contas apresentadas pelo “Expresso”:
a) Os fumadores pagam ao Estado mais de 1.000 milhões de euros por ano;
b) O Estado gasta com tratamento de doenças que, eventualmente, poderão ter sido provocadas pelo tabaco, 500 milhões de euros por ano;
c) O colesterol custa ao Estado, em tratamentos, 419 milhões de eurospor ano;
d) A obesidade, 310 milhões;
e) O álcool, 190 milhões.
Daqui se conclui:
f) Os fumadores são, em mais de 500 milhões de euros/ano, contribuintes líquidos a quem o Estado devia, reconhecido, agradecer;
g) O colesterol, ou o que o provoca, também deviam ser taxados (gemas de ovos, carne de vaca, queijo…);
h) Por causa de g), devia, além disso, haver em todos os os restaurantes zonas livres de colesterol, isto é, de gemas de ovos, de carne de vaca, de queijos, etc., uma vez que os fumos da cozinha e os eflúvios da mão de vaca à jardineira podem provocar o chamado colesterol passivo;
i) Além disso, deviam ser imediatamente proibidos os doces conventuais, algarvios e alentejanos, dada a quantidade de gemas de ovos que utilizam, podendo ser, em alternativa, objecto de quinhentos por cento de imposto ad valorem, o mesmo se passando com o queijo da serra e demais produtos colesterologénicos;
j) Os gordos, segundo uma classificação a definir por portaria, deviam ver o IRS aumentado na proporção do peso a mais que tenham em relação às tabelas do governo;
k) Os bêbados, esses, como já pagam fortunas, deviam ser encarcerados e submetidos a desintoxicações compulsivas, sob pena de contra ordenação, multa e, em caso de contumácia, prisão maior;
l) O álcool deveria ser proibido em todos os locais públicos, podendo ser emitidas licenças especiais, a peso de ouro, para os estabelecimentos com mais de 2.000m2 de área, em zonas devidamente arejadas, a fim de evitar as bebedeiras passivas, por inalação dos arrotos dos bêbados.
Aqui ficam estes conselhos, politicamente correctos e sem custos para o Estado. O problema é que, se o Santos lê isto, écapaz de aproveitar a deixa.
16.11.08
António Borges de Carvalho

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