IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


PROPOSTA CONSTRUTIVA

 

Por várias vezes, o Irritado expôs as suas opiniões sobre a “avaliação” dos professores. É altura de passar das críticas às “propostas construtivas”, como soe dizer-se e exigir-se agora.

 

Que é que, afinal, nos diz se um professor é bom ou mau?

A resposta é simples: os resultados que obtem do seu trabalho, isto é, o sucesso dos alunos. O sucesso propriamente dito, não o sucesso que as manipulações estatísticas indicam. Poderá haver mais critérios mas, sem sombra de dúvida, este é o mais importante de todos eles.

 

Ora, num país onde quase não há exames, o sucesso de cada aluno é determinado por quem o ensina. Como é que se pode “medir” a qualidade do professor, se é ele mesmo quem classifica os seus alunos? Não pode, mas há solução.

 

Para avaliar o trabalho dos professores de forma minimamente credível, é preciso:

 

a) Que haja, pelo menos dois em dois anos, exames,

    escritos e orais;

b) Que tais exames sejam feitos por examinadores 

     que nada tenham a ver, nem com a escola que os

    alunos frequentam, nem com os  professores que

    os ensinaram.

c) Que os resultados obtidos sejam, pelo menos, 70%

    do total usado para a classificação dos professores.

 

Tão simples quanto isto: exames para todos os alunos, os exames do Minho feitos por professores do Algarve, os da Madeira por professores dos Açores, e os resultados tidos em conta como deve ser.

 

Feita esta proposta, há que reafirmar algumas verdades indesmentíveis:

 

1.    Os professores, ou quem os apascenta, não querem avaliação de espécie nenhuma;

2.    Os professores, calões como os portugueses em geral, recusam tudo o que lhes dê trabalho;

3.    As manifestações de professores (a perder estaleca, diga-se) são uma triste demonstração de manipulação e de demagogia;

4.    O Ministério, mais que dirigido, é “formado”, aos mais diversos níveis, por burocratas ansiosos por mostrar serviço;

5.    Como é hábito da função pública, “mostrar serviço” resume-se a complicar o mais possível a vida de toda a gente;

6.    No meio da bagunça generalizada e descontrolada, a “solução” encontrada pelo Dr. A.J. Jardim é a única que pode dar algum resultado positivo; ou há moralidade ou comem todos.

 

16.11.08

 

António Borges de Carvalho


2 respostas a “PROPOSTA CONSTRUTIVA”

  1. Avatar de Carlos Monteiro de Sousa
    Carlos Monteiro de Sousa

    Meu caro amigoSe me permite,acrescentaria que,quando os alunos gostam de ir a determinada aula,todos os dias e as comenta,é indício seguro que o professor é bom.Devia valer 50% na avaliação.Aceite,por favor,os meus cumprimentosCarlos Monteiro de Sousa

  2. Exactamente.A avaliação dos Professores deve ser feita de forma indirecta através da avaliação dos conhecimentos dos Alunos.Exames escritos, a nível Nacinal no fim de cada ciclo de ensino com correcção “cega”, parecem-me mais práticos e justos do que a sua sugestão.É tb fundamental a divulgação pública das notas…Parece-me evidente que, por exemplo, as médias negativas nos Exames de Matemática do 12º Ano são uma clara “Negativa” aos ensino de Matemáica em Portugal. Dá ideia que muitos professores chumbariam nos referidos exames (até há 2 anos – altura em que o governo decidiu facilitar…).Sendo a Educação um ponto estratégico fundamental para o País, este é seguramente o método fundamental para a sua melhoria.Cumprimentos.

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